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La face rosa

segunda-feira, 14 dezembro 2009 · Deixe um comentário

Por André Bontempo

Nem a direita está mais satisfeita com o premiê Sílvio Berlusconi. Agredido ontem durante um comício em Milão o primeiro ministro passa bem depois de ter sido hospitalizado. Berlusconi é um dos representantes atuais da extrema direita italiana, inimigo número 1 de Césare Battisti e está com diversas acusações de corrupção contra sua pessoa no parlamento.

O agressor é um italiano com problemas mentais segundo ficha da polícia e há 10 anos está em tratamento. Não agüentou em meio à euforia ver o premiê sendo chamado de “palhaço” e “corrupto” sem que a multidão fizesse algo “realmente eficaz” contra essa “persona non grata”. Berlusconi enfrenta uma grave crise em seu governo. A economia italiana não é das melhores atualmente desde 2008 e muitos, por bem, estão refletindo melhor a respeito do extremismo fascista ainda muito implantado na cabeça da população italiana.

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Decisões para 2010

quinta-feira, 10 dezembro 2009 · Deixe um comentário

Por André Bontempo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira (7) que a definição do nome do PSDB para disputar a eleição presidencial de 2010 tem chance de sair ainda esta semana. A declaração deve ser feita após conversa entre ele e o governador de São Paulo, José Serra, durante evento do partido no Piauí, na próxima sexta-feira (11). Os dois disputam a indicação da legenda para a corrida presidencial. A disputa interna no partido tucano continua.”Passadas as festas, já volto, na semana seguinte, para tomar uma decisão”. Disse Aécio, sobre a possibilidade de não haver definição no encontro com o governador paulista.

O PT já tomou sua decisão, arriscando a candidatura de Dilma Rousseff na falta de uma melhor representatividade para o partido. O que pesa muito para o PT nessa eleição de 2010 é o fato do presidente Lula ser o único candidato capaz de ganhar uma eleição (até mesmo em primeiro turno) para presidente. Este, porém, já não poderá mais concorrer.

Outros partidos estão articulando seu jogo para as próximas eleições. PSOL provavelmente decidirá por Plínio de Arruda Sampaio, isolando Heloísa Helena para concorrer ao senado alagoano. Apesar de, na prática, não ser tão socialista quanto seu colega de partido, Heloísa Helena consegue atrair mais a atenção do público e mais capacidade de adquirir votos do que Plínio. Talvez seja complicado para o PSOL fazer a revolução socialista em 2010, com ou sem apoio de outros partidos de esquerda.

 Outro partido que demonstrou ousadia, agora, foi o PV que provavelmente lançará Marina Silva como candidata a presidência. Marina seria a candidata com mais consciência verde entre os citados, mas deverá amadurecer para ser representativa em 2010 e tentar mostrar que “será diferente dos outros”. 2010 está chegando e as decisões se complicando.

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Grafites para dentro do MASP

terça-feira, 8 dezembro 2009 · Deixe um comentário

Por Brunno Marchetti

            Ao andar por um grande centro urbano como São Paulo, cheio de cores e figuras, muitas vezes não nos damos conta da riqueza artística que estampa as paredes e muros pelos quais passamos. Por isso, uma das ideias da exposição “De fora para dentro/ de dentro para fora”, em cartaz no MASP, é atentar o olhar do paulistano para essa arte que por já fazer parte do cotidiano, nem sempre é devidamente valorizada.

Finalmente a cidade entra no museu/ foto Brunno Marchetti 

            Para isso foram chamados seis grafiteiros. São eles: Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão. Todos atuam ou atuaram na cidade de São Paulo.

A exposição

            A galeria subterrânea do museu foi escolhida para abrigar as obras que não apenas apresentam linguagens muito diferentes entre si, como também fazem alusão a ambientes externos ao museu. Nas obras de Zezão, por exemplo, foram usados objetos encontrados nas ruas como placas e pedaços de madeiras, além de fotos e uma pequena área em que é recriado, por meio de vídeo e uma escada na parede, o pouquíssimo visitado ambiente subterrâneo da cidade.

Recriação de um ângulo pouco conhecido da cidade/ autor desconhecido 

                Outro destaque da exposição fica para o espaço usado por Doitschinoff, que mistura em sua em sua produção a linguagem da arte popular com temas religiosos. Foi montada uma sala que se assemelha a uma igreja onde varias “bíblias”, com desenhos do artista, estão dispostas pelo chão. De forma a criar um ambiente onde o sagrado e o profano de sua arte convivem em harmonia.

                Além dos dois grafiteiros, Carlos dias, Ramon Martins e Titi Freak proporcionam com suas obras uma experiência muito interessante que acaba por levar ao questionamento se essa arte que muitas vezes é desvalorizada na rua, não deveria ter sido levada para um museu desse porte antes. Infelizmente a assessoria de imprensa do MASP não respondeu a tal pergunta, e nem o motivo do número reduzido de artistas (se levarmos em conta a diversidade que São Paulo oferece).

Exposição no dia da abertura/ foto Thiago Strelow 

Cobertura online

                A montagem dos grafites na galeria foi acompanhada na rede por alguns blogs e redes sociais que ajudaram em sua divulgação. O principal que acompanhou em tempo real é o PAULISTA 1578, que divulgou fotos e vídeos dos trabalhos.

Serviço

Exposição: até 5 de fevereiro de 2010
Funcionamento: De terças-feiras a domingo e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h
Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e para maiores de 60 anos. Entrada gratuita às terças-feiras

Este texto foi postado no blog Aquilo e mais isso no dia 5 de dezembro.

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100 anos cantando à pátria amada

terça-feira, 8 dezembro 2009 · Deixe um comentário

por Rafaella Finci

O Hino Nacional Brasileiro completou 100 anos nesse ano de 2009. Com letra de Joaquim Osório Duque Estrada e melodia de Francisco Manuel da Silva, o hino tornou-se oficial apenas em 1922, sendo executado em cerimônias religiosas de cunho político, sessões cívicas e eventos esportivos nacionais e internacionais.

O primeiro hino que o Brasil teve surgiu em meados de 1831, ano em que a música composta por Francisco da Silva ficou popular com versos que comemoravam a abdicação de D. Pedro I. Porém, na época da coroação de D. Pedro II, a letra foi trocada e a melodia, por já ser muito popular, passou a ser considerada como o Hino Nacional Brasileiro, mesmo sem ter sido oficializada com tal.

Tempos depois, passada a proclamação da República, os governantes abriram um concurso para oficializar um novo hino para o país e o vencedor foi Leopoldo Miguez. A população brasileira não aceitou o vencedor e começou a fazer uma série de manifestações. Como nem mesmo o presidente Marechal Deodoro da Fonseca concordou com a escolha do concurso, ficou decidido que a composição de Francisco da Silva seria a oficial brasileira e que a de Leopoldo Miguez ficaria como o Hino da Proclamação da República.

Finalmente, em 1922, durante o centenário da Proclamação da República, a letra que hoje é a conhecida no Hino Nacional foi composta pelo poeta e jornalista Joaquim Osório. A orquestração da melodia foi feita por Antônio Assis Republicano, em cima da partitura de Francisco Manuel da Silva, e a instrumentação para a banda foi feita por Alberto Nepomuceno. É proibida a execução de quaisquer outros arranjos vocais ou artísticos-instrumentais, o que muitas vezes acontece em aberturas ou encerramentos de eventos esportivos aqui no país.

A partir de 22 de setembro deste ano, o hino brasileiro se tornou obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.

As bisnetas de Joaquim Osório Eliza e Cecília Duque Estrada, em parceria com a empresa Móbile Cultural, planejaram uma série de atividades comemorativas para celebrar os 100 anos do hino, todas expostas no site oficial.

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Desafio diário

segunda-feira, 30 novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Rafael Regis

Todos sabem que o transporte público de São Paulo não é perfeito. Ônibus e trens extremamente lotados nos horários de pico, pessoas se degladiando para encontrar um mínimo espaço, nada bom para começar o dia. O carro surge, então, como a solução de todos os problemas, sinônimo de conforto e bem-estar, certo? Nem sempre.

Ao sair da garagem de casa, o motorista percebe que dirigir em São Paulo também tem suas peculiaridades negativas, e não são poucas. Depois de um longo tempo lutando contra o trânsito da cidade grande, surge um novo e difícil desafio: estacionar.

Com cada vez mais carros nas ruas, estacionar tornou-se uma verdadeira dor de cabeça ao motorista paulistano. Achar vagas em locais como Itaim, av. Berrini, av. Paulista e Centro é algo praticamente impossível e, se por algum milagre surge uma, pode ter certeza que já tem um “flanelinha” esperando para te pedir um caríssimo “café”.

É aí que entra o espírito empreendedor do ser – humano. Ora, o que fazer quando há cada vez menos vagas na cidade? Exigir providências das autoridades públicas? Fazer movimentos contra o uso do transporte privado? Não, criar estacionamentos privados e cobrar valores surreais pelo serviço.

Os sempre lotados estacionamentos de São Paulo

Os estacionamentos parecem brotar em todos os pontos da cidade de São Paulo e se torna um negócio cada vez mais lucrativo, pois as pessoas não têm onde parar e acabam sendo obrigadas a pagar o preço que for para isso. Os preços variam de acordo com o local, mas podem chegar a 10 reais só para a primeira hora, além de acréscimos de 1 ou 2 reais a cada hora. É um absurdo! E como legítimas empresas, os estacionamentos ainda fazem promoções e pacotes mensais. Perto das principais universidades particulares de São Paulo, os preços sofrem grande variação dependendo do período. O preço da noite é o dobro do da tarde para a mesma vaga.

Estacionamentos anunciam suas promoções

Uma vaga particular em São Paulo, hoje, pode variar entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, valor que pode ser maior do que o do próprio carro, totalmente irônico. Imóveis com duas vagas chegam a ter seu valor aumentado em até 15%, especialistas dizem que comprar vagas é um grande investimento já que, pela carência destas, o valor é crescente.

É claro que existem os que não aceitam tais condições e se engajam contra este obstáculo ao bem-estar dos paulistanos. Estes até promovem movimentos, entre eles o cada vez mais conhecido Dia Mundial Sem Carro, mas, como sempre, a exploração do homem pelo homem parece não ter fim.  

A Secretaria Municipal dos Transportes apresentou, no segundo semestre, o projeto para a construção de estacionamentos verticais em 41 terrenos da cidade. Chamado de Zona Azul Vertical, o projeto prevê um salto das atuais 34,5 mil vagas de estacionamento rotativo para 60 mil. Do total de novas vagas previstas, 28 mil terão de ser exclusivamente  verticalizadas, sendo que 50% delas no centro e bairros de maior concentração comercial.

 * Por incrível que pareça, São Paulo não é a cidade onde mais se paga para estacionar. Descubra o que sofre o cidadão de Nova Iorque.

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Santoro à nossa porta

sexta-feira, 27 novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Fernanda Miranda e Gabriela Costa

Rodrigo Santoro

Chegamos à PUC e vimos uma movimentação estranha, muitas tendas montadas, vários aparelhos… Perguntamos ao segurança do que se tratava: “Vão gravar um filme com Rodrigo Santoro e Cauã Reymond”. O passar da aula nunca foi tão cansativo – o corpo presente, mas a cabeça do outro lado da rua. Acaba a aula e o público feminino puquiano inteiro se dirige à igrejinha da Monte Alegre, onde estavam ocorrendo as gravações, para ver os maiores galãs nacionais- impressionante como nestas horas as notícias correm mais rapidamente do que um vírus na internet. Estavam eles lá, distantes, cercados por toda uma equipe, não se via quase nada e o pouco que se via já era o suficiente para os gritos da “platéia”. Passam-se algumas horas e o que se tem é um pedacinho de Santoro e Cauã. Cai uma chuva, muita gente vai embora, eles entram na igreja e restam poucas pessoas ao redor. Nós ficamos. E ai então surgiu a idéia da entrevista. Fomos procurar os produtores e a resposta foi uma quantidade enorme de “NÃOS”! Não? Mas quem se contenta fácil com um não? A gente jamais se contentaria numa situação dessas: não é toda hora que Rodrigo Santoro e Cauã Reymond aparecem “de mão beijada” na sua faculdade, não podíamos deixar passar essa oportunidade.  Uma amizadezinha com um segurança ali, outra com os assistentes de elenco e ficamos sabendo que a hora do almoço estava chegando e onde aconteceria. Foi nesse intervalo que tomamos contato com os atores. Primeiro entrevistamos o simpático Cauã  (a entrevista será postada aqui na próxima semana) e depois tivemos uma primeira conversa rápida com o Rodrigo, ele estava muito sério e nos pediu que, por falta de tempo, mandássemos a entrevista por escrito  que ele responderia e pediria para a assistente entregar.

Depois de mais de 2 horas de espera, ele apareceu lá fora e nos reconheceu. Procurou o papel com as respostas em seu paletó, e não achou. Logo depois, chegou uma assistente: “Meninas, o Santoro respondeu as perguntas, só que perdeu o papel. Se vocês quiserem, ele falou que dá entrevista depois das gravações. Elas vão terminar às 7 horas”. Como não podíamos perder a oportunidade de entrevistá-lo, entramos na PUC, fomos à biblioteca, demos uma relaxada. Quando voltamos lá, mais ou menos 1 hora depois, por volta das 5,  a gravação ainda não tinha terminado e ele nos reconheceu novamente, em meio a ela. Só que dessa vez a surpresa foi maior.  Santoro olhou com uma cara de indignado – pois ainda estávamos lá esperando – e ficou cochichando com um segurança. Minutos depois, como a rua estava cheia de curiosos, o segurança chegou pra falar com a gente, e disse baixinho: “Meninas, entrem por aquela porta agora disfarçadamente. O Santoro vai estar lá embaixo esperando vocês”.

Emoção, ansiedade, alegria… Não dá nem pra descrever tamanha felicidade que estávamos. Entramos pela portinha e fomos descendo umas escadas – tremendo, nervosas. Foi um longo caminho. Quando entramos na sala, Santoro estava no final dela, de costas, rabiscando em uma lousa. Virou, estava comendo uma banana. A assistente que nos acompanhou até lá embaixo gritou: “Boa sorte, meninas!”. Santoro jogou a casca da banana na mesa, sorriu, nos cumprimentou e, diferente do primeiro contato, foi suuuper simpático.  A entrevista, na íntegra, você confere agora.

PUCF5 – No que o cinema brasileiro ganha do cinema internacional?

Rodrigo Santoro: Eu acho que o cinema brasileiro está buscando a sua identidade. Na verdade a gente teve um hiato, o Brasil fazia muito cinema a um bom tempo atrás, parou durante um bom tempo, e o que se chama da “retomada” veio com “Carlota Joaquina”, “O Bicho de Sete Cabeças”… Retomou-se a produção, e eu acho que o cinema brasileiro está conseguindo encontrar um estilo, uma forma, conseguindo diversificar. Cada vez mais muitos filmes estão sendo feitos, e os temas são os mais variados.

PUCF5- E a diferença do público do Brasil e o internacional?

Santoro: Eu acho que nem da muito pra comparar porque, se a gente falar de Hollywood especificamente, tem um público muito maior porque é um mercado, né? É uma coisa que faz parte da cultura, como o futebol e o carnaval pra gente. Então é um mercado aquilo ali, muita gente vai… Os filmes gastam muito dinheiro para fazer, e por quê? Porque muita gente vai. E uma coisa puxa a outra. Aqui a gente não tem tantas salas de cinema, a gente não faz tantos filmes, e não tem tantas pessoas indo assistir. O que é duro às vezes ver que as pessoas vão assistir o Homem Aranha. Mas não vão, de repente, assistir um filme menor brasileiro. Isso dói no coração, vou te falar a verdade. Dá pra entender, o Homem Aranha é um filme de ação, mais entretenimento, e eu acho que os filmes que a gente tem feito são mais independentes, histórias sobre as pessoas, não são filmes com efeitos especiais e por isso, talvez, as comédias também vão muito bem, então acho que tem uma tendência a ter um mercado maior e mais público pra esse tipo de filme. Mas a vontade é que o público venha comparecer, porque a presença do público é o motor, a presença do público é muito importante.

PUCF5 – Nessa relação do público com o cinema, qual você acha que é o papel social do cinema?

Santoro: O papel social é muito simples. No cinema, de certa forma, a intenção é refletir, a condição é refletir o ser humano, refletir a vida, e tocar as pessoas. Mas é claro que você não ta fazendo o filme para reflexão. Você faz um filme pra contar uma história. E aquela história é cheia de relações, os personagens são seres humanos e com isso você acha que as pessoas vão se identificar ou não, mas vão ser tocadas. E a partir daí, em alguns casos, eu acho que propõe uma reflexão. Depende do tema, né? Depende do que está sendo tratado no filme.

PUCF5 – E entrando no aspecto da história de um filme, as experiências com seus personagens refletem sobre você, eles fazem mudar o Rodrigo Santoro?

Santoro: Eu acho que depois de cada experiência você sempre carrega muita coisa. O personagem é um personagem, na verdade eu empresto coisas pra personagem. Quando acaba não, o personagem é o personagem, eu sou eu. Mas a experiência que eu tive fazendo aquele personagem, naquele filme, é aí que você aprende. E aí você faz coisas pra sua vida. Pra quem você é. Mas é como qualquer aprendizado na vida. Nem sempre tenho uma relação especifica com a personagem, mas às vezes até tenho. Por exemplo, no “O Bicho de Sete Cabeças”, eu estive muito dentro de instituição mental, e eu acho que as pessoas têm muito, não só o preconceito, mas uma idéia do que é meio estereotipada, e quando você entra, se aproxima de qualquer universo, não tem somente uma idéia, você se aproxima daquilo, você conhece melhor e daí você se livra um pouco desse pré-conceito de alguma coisa. Então eu, por exemplo, tenho muito mais sensibilidade e mais respeito com essa questão. É uma coisa que eu aprendi com essa experiência.

PUCF5 – Eu li numas entrevistas que você fala muito do “pessoal de você mesmo”…

Santoro interrompe: eu falei uma vez isso daí, eu nem lembro, foi numa entrevista que eu fiz na TPM, não sei o que era exatamente.

PUCF5 - Mas foi uma coisa que apareceu várias vezes…

Santoro: A edição faz isso, né? Vocês estão estudando jornalismo, né? Então se preparem! Eu estudei jornalismo. Na PUC. Eu estudei jornalismo na PUC do Rio e parei, comecei a trabalhar como ator, e foi ficando cada vez mais difícil. Parei no 5º período. E daí eu tranquei, voltei, e depois eu tentei voltar de novo, aí eu aprendi o que significava a palavra “jubilou”. Sabe o que é jubilar? Jubilar foi o que o reitor me disse. Se eu trancar duas vezes, não pode mais voltar. E daí eu não pude terminar a faculdade.

PUCF5 - Mas foi jornalismo mesmo?

Santoro: Não, eu fiz Comunicação Social, eu tava num momento de escolha, eu ia fazer Publicidade ou Jornalismo. Tava pensando, mas tava tendendo mais pra publicidade. Porque eu queria uma coisa mais, criação, comercial.

PUCF5 – E isso te ajuda em alguma coisa na sua carreira de ator hoje em dia?

Santoro: Me ajuda muito o que eu aprendi, nas aulas que eu tive o ano inteiro. Filosofia, Política, Antropologia, Psicologia. E eu vejo muita gente, tem atores assim, mais velhos, que iam fazer curso disso.

PUCF5 - Tem muito ator que fez jornalismo.

Santoro: A verdade é que o curso me foi muito útil. Como estudo mesmo. Porque filosofia, psicologia, antropologia, tem tudo a ver com a profissão de ator. Então tudo que eu estudei aqui me serviu para minha vida e pra minha profissão.

PUCF5 - Bom, então, voltando para o “pessoal de você mesmo”…

Santoro: Eu estava falando do “pessoal de você mesmo”, porque o editor ressaltou isso. Você faz uma entrevista, como a gente está fazendo agora, e depois o editor vai lá e “pinça” alguma coisa. Na visão dele ou vai vender mais, ou vai causar mais polêmica, depende aí da intenção, né?

PUCF5 -Então, o que você, dentro do pessoal de você mesmo, implica com você em relação à profissão? Porque você já fez tanto trabalho bom, todo mundo está te elogiando, tanto profissionalmente como um galã, mas qual sua implicância, o que você acha que “isso aí eu preciso trabalhar muito mais”?

Santoro: Eu acho que o que mais eu procuro fazer é trabalhar pra não trabalhar. Porque eu fico trabalhando muito, e às vezes, uma coisa que eu aprendi, é que é preciso intervalos. Não entre um trabalho e outro, mas enquanto eu trabalhar. Por exemplo, o que estou fazendo agora. Quer dizer, nem devia, eu devia estar lá filmando. Mas na verdade, isso aqui me dá uma reciclada, me dá uma zerada. E é exatamente isso, encontrar intervalos. Porque na hora em que você está trabalhando o pessoal começa a falar “não sei o que, não sei o que, não sei o que”, e o mental fica muito atingido e às vezes é bom silenciar. Bom, “vamos ficar um pouquinho quietinho”, ou trocar o assunto, ou uma coisa assim. Às vezes eu tento colocar o pessoal de mim mesmo no lugar dele, “quietinho”, um pouquinho: “Me deixa ficar agora sem pensar em nada, ou pensando em outra coisa”.

 

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Últimas para 2010

quinta-feira, 26 novembro 2009 · Deixe um comentário

Por André Bontempo

Pesquisa CNT-Sensus divulgada na segunda-feira mostrou, no principal cenário, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 31,8% de intenção de voto, seguido por Dilma(PT), com 21,7%, pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5% e a senadora Marina Silva (PV-AC), com 5,9%.

 Aécio Neves crê que a maior exposição da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) não está se revertendo em intenção de voto para a eleição presidencial de 2010. “O crescimento que ela vem tendo é mérito dela e talvez do presidente Lula e não acompanha na mesma proporção o nível de intenção de votos dela”. Disse Aécio a jornalistas. Ele reiterou, ainda, que aguarda uma definição do PSDB sobre a candidatura até dezembro, caso contrário se lançará ao Senado.

 Serra contesta

O governador paulista rebateu resultado da pesquisa que indica uma queda em sua intenção de voto de quase 15% na comparação com dezembro do ano passado. “Eu não caí, não é verdade, se comparar com um ano atrás, tem que olhar pesquisas que são comparáveis”. Afirmou o governador.

 No final de 2008, o tucano tinha 46,5% das intenções de voto, Dilma aparecia com 10,5% e, nesse cenário, aparecia também a ex-senadora Heloisa Helena.

 Serra não quis parecer intimidado com esses resultados e afirmou que o bom desempenho do cenário econômico não deve ser decisivo na eleição do ano que vem. “A percepção de que a economia vai bem é um dado da realidade. Eu não acredito que isso vá decidir ou deixar de decidir a eleição”. Retrucou o governador, tentando disfarçar a preocupação com as chances da popularidade de Lula ser revertida para Dilma. Não sabemos se Lula poderá ajudar a ministra, não temos certeza sobre 2010. Só podemos aguardar, assim como 2006, uma eleição provavelmente tediosa.

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Confete e serpentina para comemorar

quarta-feira, 25 novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Pollyana Ferrari

Só temos números e boas histórias para comemorar o sucesso do PUCF5. Foram 80.195 visitantes até agora, 78 só hoje até a escritura deste post (9h25), uma média de 800 visitantes/dia, 615 artigos publicados em 4 meses, 466 comentários e 33 categorias diferentes. Falamos de meio ambiente, política, gastronomia, viagem, moda, cultura – tudo com o maior humor e textos gostosos de ler. O post “Cerrado, um bioma em extinção”, de Carolina Lordello foi o mais lido, com 85 visitantes únicos.

Já estou com saudades de todos! Nós temos encontro marcado no terceiro ano (Crítica da Imprensa), mas no PUCF5 o encontro pode ser diário. Apareçam no blog em 2010.

bjs coletivos

 

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It´s the end of the world as we know it

quarta-feira, 25 novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Bárbara Dantine & Maria Confort

Hora de agir

Cada vez mais próxima, a Cop 15, que será realizada em Copenhague, faz ferver novamente o debate a respeito do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Apesar de na própria comunidade científica não haver um consenso sobre se de fato o aumento da temperatura que vemos ocorrer é conseqüência direta da ação humana, ou se é apenas mais um período onde as temperaturas aumentam naturalmente (Isso já ocorreu em diversos momentos da história e o estudo dessas variações se chama paleoclimatologia), vale lembrar que pensar no futuro do planeta para chegar ao chamado desenvolvimento sustentável (preocupação ambiental acompanhada de desenvolvimento econômico e social) é bem válido.

Em 2012 acaba o prazo do protocolo de Quioto e a Cop 15 aparece para adicionar emendas e incluir mais países, já que uma das discussões durante todo esse tempo é que uma das falhas do acordo assinado no Japão foi ter só incluído países desenvolvidos, sendo que hoje sabemos que países como a China também tem um grande impacto no ambiente.

É necessário também estabelecer metas mais ambiciosas de redução das emissões de carbono, sob pena de o planeta aquecer mais de 2ºC e produzir conseqüências desastrosas para a vida na Terra, para listar algumas como exemplo:
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos  
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária. 

O perigo não é distante, não são só os descendentes distantes que vão sofrer com os efeitos das ações das pessoas de hoje, em questão de alguns anos já será possível ver mudanças ocorrendo. Vivemos um momento em que o homem tem que se superar em suas habilidades de adaptação e criatividade para solucionar problemas, ficando para história como um episódio resolvido na linha do tempo.

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Com a proximidade da COP15, e-mails viram problema.

terça-feira, 24 novembro 2009 · 1 Comentário

Por Marina Ribeiro

Material que supostamente revela uma possível manipulação de dados com o intuito de reforçar as teses em torno do aquecimento global foi roubado da universidade de East Anglia, no Reino Unido. Mais de mil e-mails e três mil documentos trocados entre cientistas que estudam o clima estão causando polêmica no mundo todo, há apenas  poucas semanas da COP15 ou Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Copenhague, na Dinamarca.

 Muitos dos cientistas cujos e-mails foram roubados participaram do primeiro documento a confirmar que o aquecimento global é sim resultado da atividade humana, o Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), liberado em 2007. Um dos cientistas, Phill Jones, afirmou que algumas palavras foram retiradas de contexto pelos hackers.

 O material está sendo usado para convencer as pessoas e as autoridades de que não há necessidade real de corte de emissões de gases estufa. Os cientistas insistem que esse incidente veio em boa hora para os céticos e que tudo não passa de uma campanha para que não haja um acordo climático.

 Alguns políticos se aproveitam da brecha para acusar a credibilidade científica e mudar os rumos de corte de gases CO2 que parecem cada vez mais concretos. Outros lamentam que uma notícia como essa ainda cause estardalhaço, rejeitando a tese.

E você, em tempos de acordos climáticos, no que acredita?

 

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