F5

Desafio diário

Segunda-feira, 30 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Rafael Regis

Todos sabem que o transporte público de São Paulo não é perfeito. Ônibus e trens extremamente lotados nos horários de pico, pessoas se degladiando para encontrar um mínimo espaço, nada bom para começar o dia. O carro surge, então, como a solução de todos os problemas, sinônimo de conforto e bem-estar, certo? Nem sempre.

Ao sair da garagem de casa, o motorista percebe que dirigir em São Paulo também tem suas peculiaridades negativas, e não são poucas. Depois de um longo tempo lutando contra o trânsito da cidade grande, surge um novo e difícil desafio: estacionar.

Com cada vez mais carros nas ruas, estacionar tornou-se uma verdadeira dor de cabeça ao motorista paulistano. Achar vagas em locais como Itaim, av. Berrini, av. Paulista e Centro é algo praticamente impossível e, se por algum milagre surge uma, pode ter certeza que já tem um “flanelinha” esperando para te pedir um caríssimo “café”.

É aí que entra o espírito empreendedor do ser – humano. Ora, o que fazer quando há cada vez menos vagas na cidade? Exigir providências das autoridades públicas? Fazer movimentos contra o uso do transporte privado? Não, criar estacionamentos privados e cobrar valores surreais pelo serviço.

Os sempre lotados estacionamentos de São Paulo

Os estacionamentos parecem brotar em todos os pontos da cidade de São Paulo e se torna um negócio cada vez mais lucrativo, pois as pessoas não têm onde parar e acabam sendo obrigadas a pagar o preço que for para isso. Os preços variam de acordo com o local, mas podem chegar a 10 reais só para a primeira hora, além de acréscimos de 1 ou 2 reais a cada hora. É um absurdo! E como legítimas empresas, os estacionamentos ainda fazem promoções e pacotes mensais. Perto das principais universidades particulares de São Paulo, os preços sofrem grande variação dependendo do período. O preço da noite é o dobro do da tarde para a mesma vaga.

Estacionamentos anunciam suas promoções

Uma vaga particular em São Paulo, hoje, pode variar entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, valor que pode ser maior do que o do próprio carro, totalmente irônico. Imóveis com duas vagas chegam a ter seu valor aumentado em até 15%, especialistas dizem que comprar vagas é um grande investimento já que, pela carência destas, o valor é crescente.

É claro que existem os que não aceitam tais condições e se engajam contra este obstáculo ao bem-estar dos paulistanos. Estes até promovem movimentos, entre eles o cada vez mais conhecido Dia Mundial Sem Carro, mas, como sempre, a exploração do homem pelo homem parece não ter fim.  

A Secretaria Municipal dos Transportes apresentou, no segundo semestre, o projeto para a construção de estacionamentos verticais em 41 terrenos da cidade. Chamado de Zona Azul Vertical, o projeto prevê um salto das atuais 34,5 mil vagas de estacionamento rotativo para 60 mil. Do total de novas vagas previstas, 28 mil terão de ser exclusivamente  verticalizadas, sendo que 50% delas no centro e bairros de maior concentração comercial.

 * Por incrível que pareça, São Paulo não é a cidade onde mais se paga para estacionar. Descubra o que sofre o cidadão de Nova Iorque.

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Santoro à nossa porta

Sexta-Feira, 27 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Fernanda Miranda e Gabriela Costa

Rodrigo Santoro

Chegamos à PUC e vimos uma movimentação estranha, muitas tendas montadas, vários aparelhos… Perguntamos ao segurança do que se tratava: “Vão gravar um filme com Rodrigo Santoro e Cauã Reymond”. O passar da aula nunca foi tão cansativo – o corpo presente, mas a cabeça do outro lado da rua. Acaba a aula e o público feminino puquiano inteiro se dirige à igrejinha da Monte Alegre, onde estavam ocorrendo as gravações, para ver os maiores galãs nacionais- impressionante como nestas horas as notícias correm mais rapidamente do que um vírus na internet. Estavam eles lá, distantes, cercados por toda uma equipe, não se via quase nada e o pouco que se via já era o suficiente para os gritos da “platéia”. Passam-se algumas horas e o que se tem é um pedacinho de Santoro e Cauã. Cai uma chuva, muita gente vai embora, eles entram na igreja e restam poucas pessoas ao redor. Nós ficamos. E ai então surgiu a idéia da entrevista. Fomos procurar os produtores e a resposta foi uma quantidade enorme de “NÃOS”! Não? Mas quem se contenta fácil com um não? A gente jamais se contentaria numa situação dessas: não é toda hora que Rodrigo Santoro e Cauã Reymond aparecem “de mão beijada” na sua faculdade, não podíamos deixar passar essa oportunidade.  Uma amizadezinha com um segurança ali, outra com os assistentes de elenco e ficamos sabendo que a hora do almoço estava chegando e onde aconteceria. Foi nesse intervalo que tomamos contato com os atores. Primeiro entrevistamos o simpático Cauã  (a entrevista será postada aqui na próxima semana) e depois tivemos uma primeira conversa rápida com o Rodrigo, ele estava muito sério e nos pediu que, por falta de tempo, mandássemos a entrevista por escrito  que ele responderia e pediria para a assistente entregar.

Depois de mais de 2 horas de espera, ele apareceu lá fora e nos reconheceu. Procurou o papel com as respostas em seu paletó, e não achou. Logo depois, chegou uma assistente: “Meninas, o Santoro respondeu as perguntas, só que perdeu o papel. Se vocês quiserem, ele falou que dá entrevista depois das gravações. Elas vão terminar às 7 horas”. Como não podíamos perder a oportunidade de entrevistá-lo, entramos na PUC, fomos à biblioteca, demos uma relaxada. Quando voltamos lá, mais ou menos 1 hora depois, por volta das 5,  a gravação ainda não tinha terminado e ele nos reconheceu novamente, em meio a ela. Só que dessa vez a surpresa foi maior.  Santoro olhou com uma cara de indignado – pois ainda estávamos lá esperando – e ficou cochichando com um segurança. Minutos depois, como a rua estava cheia de curiosos, o segurança chegou pra falar com a gente, e disse baixinho: “Meninas, entrem por aquela porta agora disfarçadamente. O Santoro vai estar lá embaixo esperando vocês”.

Emoção, ansiedade, alegria… Não dá nem pra descrever tamanha felicidade que estávamos. Entramos pela portinha e fomos descendo umas escadas – tremendo, nervosas. Foi um longo caminho. Quando entramos na sala, Santoro estava no final dela, de costas, rabiscando em uma lousa. Virou, estava comendo uma banana. A assistente que nos acompanhou até lá embaixo gritou: “Boa sorte, meninas!”. Santoro jogou a casca da banana na mesa, sorriu, nos cumprimentou e, diferente do primeiro contato, foi suuuper simpático.  A entrevista, na íntegra, você confere agora.

PUCF5 – No que o cinema brasileiro ganha do cinema internacional?

Rodrigo Santoro: Eu acho que o cinema brasileiro está buscando a sua identidade. Na verdade a gente teve um hiato, o Brasil fazia muito cinema a um bom tempo atrás, parou durante um bom tempo, e o que se chama da “retomada” veio com “Carlota Joaquina”, “O Bicho de Sete Cabeças”… Retomou-se a produção, e eu acho que o cinema brasileiro está conseguindo encontrar um estilo, uma forma, conseguindo diversificar. Cada vez mais muitos filmes estão sendo feitos, e os temas são os mais variados.

PUCF5- E a diferença do público do Brasil e o internacional?

Santoro: Eu acho que nem da muito pra comparar porque, se a gente falar de Hollywood especificamente, tem um público muito maior porque é um mercado, né? É uma coisa que faz parte da cultura, como o futebol e o carnaval pra gente. Então é um mercado aquilo ali, muita gente vai… Os filmes gastam muito dinheiro para fazer, e por quê? Porque muita gente vai. E uma coisa puxa a outra. Aqui a gente não tem tantas salas de cinema, a gente não faz tantos filmes, e não tem tantas pessoas indo assistir. O que é duro às vezes ver que as pessoas vão assistir o Homem Aranha. Mas não vão, de repente, assistir um filme menor brasileiro. Isso dói no coração, vou te falar a verdade. Dá pra entender, o Homem Aranha é um filme de ação, mais entretenimento, e eu acho que os filmes que a gente tem feito são mais independentes, histórias sobre as pessoas, não são filmes com efeitos especiais e por isso, talvez, as comédias também vão muito bem, então acho que tem uma tendência a ter um mercado maior e mais público pra esse tipo de filme. Mas a vontade é que o público venha comparecer, porque a presença do público é o motor, a presença do público é muito importante.

PUCF5 – Nessa relação do público com o cinema, qual você acha que é o papel social do cinema?

Santoro: O papel social é muito simples. No cinema, de certa forma, a intenção é refletir, a condição é refletir o ser humano, refletir a vida, e tocar as pessoas. Mas é claro que você não ta fazendo o filme para reflexão. Você faz um filme pra contar uma história. E aquela história é cheia de relações, os personagens são seres humanos e com isso você acha que as pessoas vão se identificar ou não, mas vão ser tocadas. E a partir daí, em alguns casos, eu acho que propõe uma reflexão. Depende do tema, né? Depende do que está sendo tratado no filme.

PUCF5 – E entrando no aspecto da história de um filme, as experiências com seus personagens refletem sobre você, eles fazem mudar o Rodrigo Santoro?

Santoro: Eu acho que depois de cada experiência você sempre carrega muita coisa. O personagem é um personagem, na verdade eu empresto coisas pra personagem. Quando acaba não, o personagem é o personagem, eu sou eu. Mas a experiência que eu tive fazendo aquele personagem, naquele filme, é aí que você aprende. E aí você faz coisas pra sua vida. Pra quem você é. Mas é como qualquer aprendizado na vida. Nem sempre tenho uma relação especifica com a personagem, mas às vezes até tenho. Por exemplo, no “O Bicho de Sete Cabeças”, eu estive muito dentro de instituição mental, e eu acho que as pessoas têm muito, não só o preconceito, mas uma idéia do que é meio estereotipada, e quando você entra, se aproxima de qualquer universo, não tem somente uma idéia, você se aproxima daquilo, você conhece melhor e daí você se livra um pouco desse pré-conceito de alguma coisa. Então eu, por exemplo, tenho muito mais sensibilidade e mais respeito com essa questão. É uma coisa que eu aprendi com essa experiência.

PUCF5 – Eu li numas entrevistas que você fala muito do “pessoal de você mesmo”…

Santoro interrompe: eu falei uma vez isso daí, eu nem lembro, foi numa entrevista que eu fiz na TPM, não sei o que era exatamente.

PUCF5 - Mas foi uma coisa que apareceu várias vezes…

Santoro: A edição faz isso, né? Vocês estão estudando jornalismo, né? Então se preparem! Eu estudei jornalismo. Na PUC. Eu estudei jornalismo na PUC do Rio e parei, comecei a trabalhar como ator, e foi ficando cada vez mais difícil. Parei no 5º período. E daí eu tranquei, voltei, e depois eu tentei voltar de novo, aí eu aprendi o que significava a palavra “jubilou”. Sabe o que é jubilar? Jubilar foi o que o reitor me disse. Se eu trancar duas vezes, não pode mais voltar. E daí eu não pude terminar a faculdade.

PUCF5 - Mas foi jornalismo mesmo?

Santoro: Não, eu fiz Comunicação Social, eu tava num momento de escolha, eu ia fazer Publicidade ou Jornalismo. Tava pensando, mas tava tendendo mais pra publicidade. Porque eu queria uma coisa mais, criação, comercial.

PUCF5 – E isso te ajuda em alguma coisa na sua carreira de ator hoje em dia?

Santoro: Me ajuda muito o que eu aprendi, nas aulas que eu tive o ano inteiro. Filosofia, Política, Antropologia, Psicologia. E eu vejo muita gente, tem atores assim, mais velhos, que iam fazer curso disso.

PUCF5 - Tem muito ator que fez jornalismo.

Santoro: A verdade é que o curso me foi muito útil. Como estudo mesmo. Porque filosofia, psicologia, antropologia, tem tudo a ver com a profissão de ator. Então tudo que eu estudei aqui me serviu para minha vida e pra minha profissão.

PUCF5 - Bom, então, voltando para o “pessoal de você mesmo”…

Santoro: Eu estava falando do “pessoal de você mesmo”, porque o editor ressaltou isso. Você faz uma entrevista, como a gente está fazendo agora, e depois o editor vai lá e “pinça” alguma coisa. Na visão dele ou vai vender mais, ou vai causar mais polêmica, depende aí da intenção, né?

PUCF5 -Então, o que você, dentro do pessoal de você mesmo, implica com você em relação à profissão? Porque você já fez tanto trabalho bom, todo mundo está te elogiando, tanto profissionalmente como um galã, mas qual sua implicância, o que você acha que “isso aí eu preciso trabalhar muito mais”?

Santoro: Eu acho que o que mais eu procuro fazer é trabalhar pra não trabalhar. Porque eu fico trabalhando muito, e às vezes, uma coisa que eu aprendi, é que é preciso intervalos. Não entre um trabalho e outro, mas enquanto eu trabalhar. Por exemplo, o que estou fazendo agora. Quer dizer, nem devia, eu devia estar lá filmando. Mas na verdade, isso aqui me dá uma reciclada, me dá uma zerada. E é exatamente isso, encontrar intervalos. Porque na hora em que você está trabalhando o pessoal começa a falar “não sei o que, não sei o que, não sei o que”, e o mental fica muito atingido e às vezes é bom silenciar. Bom, “vamos ficar um pouquinho quietinho”, ou trocar o assunto, ou uma coisa assim. Às vezes eu tento colocar o pessoal de mim mesmo no lugar dele, “quietinho”, um pouquinho: “Me deixa ficar agora sem pensar em nada, ou pensando em outra coisa”.

 

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Últimas para 2010

Quinta-feira, 26 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por André Bontempo

Pesquisa CNT-Sensus divulgada na segunda-feira mostrou, no principal cenário, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 31,8% de intenção de voto, seguido por Dilma(PT), com 21,7%, pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5% e a senadora Marina Silva (PV-AC), com 5,9%.

 Aécio Neves crê que a maior exposição da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) não está se revertendo em intenção de voto para a eleição presidencial de 2010. “O crescimento que ela vem tendo é mérito dela e talvez do presidente Lula e não acompanha na mesma proporção o nível de intenção de votos dela”. Disse Aécio a jornalistas. Ele reiterou, ainda, que aguarda uma definição do PSDB sobre a candidatura até dezembro, caso contrário se lançará ao Senado.

 Serra contesta

O governador paulista rebateu resultado da pesquisa que indica uma queda em sua intenção de voto de quase 15% na comparação com dezembro do ano passado. “Eu não caí, não é verdade, se comparar com um ano atrás, tem que olhar pesquisas que são comparáveis”. Afirmou o governador.

 No final de 2008, o tucano tinha 46,5% das intenções de voto, Dilma aparecia com 10,5% e, nesse cenário, aparecia também a ex-senadora Heloisa Helena.

 Serra não quis parecer intimidado com esses resultados e afirmou que o bom desempenho do cenário econômico não deve ser decisivo na eleição do ano que vem. “A percepção de que a economia vai bem é um dado da realidade. Eu não acredito que isso vá decidir ou deixar de decidir a eleição”. Retrucou o governador, tentando disfarçar a preocupação com as chances da popularidade de Lula ser revertida para Dilma. Não sabemos se Lula poderá ajudar a ministra, não temos certeza sobre 2010. Só podemos aguardar, assim como 2006, uma eleição provavelmente tediosa.

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Confete e serpentina para comemorar

Quarta-feira, 25 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Pollyana Ferrari

Só temos números e boas histórias para comemorar o sucesso do PUCF5. Foram 80.195 visitantes até agora, 78 só hoje até a escritura deste post (9h25), uma média de 800 visitantes/dia, 615 artigos publicados em 4 meses, 466 comentários e 33 categorias diferentes. Falamos de meio ambiente, política, gastronomia, viagem, moda, cultura – tudo com o maior humor e textos gostosos de ler. O post “Cerrado, um bioma em extinção”, de Carolina Lordello foi o mais lido, com 85 visitantes únicos.

Já estou com saudades de todos! Nós temos encontro marcado no terceiro ano (Crítica da Imprensa), mas no PUCF5 o encontro pode ser diário. Apareçam no blog em 2010.

bjs coletivos

 

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It´s the end of the world as we know it

Quarta-feira, 25 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Bárbara Dantine & Maria Confort

Hora de agir

Cada vez mais próxima, a Cop 15, que será realizada em Copenhague, faz ferver novamente o debate a respeito do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Apesar de na própria comunidade científica não haver um consenso sobre se de fato o aumento da temperatura que vemos ocorrer é conseqüência direta da ação humana, ou se é apenas mais um período onde as temperaturas aumentam naturalmente (Isso já ocorreu em diversos momentos da história e o estudo dessas variações se chama paleoclimatologia), vale lembrar que pensar no futuro do planeta para chegar ao chamado desenvolvimento sustentável (preocupação ambiental acompanhada de desenvolvimento econômico e social) é bem válido.

Em 2012 acaba o prazo do protocolo de Quioto e a Cop 15 aparece para adicionar emendas e incluir mais países, já que uma das discussões durante todo esse tempo é que uma das falhas do acordo assinado no Japão foi ter só incluído países desenvolvidos, sendo que hoje sabemos que países como a China também tem um grande impacto no ambiente.

É necessário também estabelecer metas mais ambiciosas de redução das emissões de carbono, sob pena de o planeta aquecer mais de 2ºC e produzir conseqüências desastrosas para a vida na Terra, para listar algumas como exemplo:
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos  
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária. 

O perigo não é distante, não são só os descendentes distantes que vão sofrer com os efeitos das ações das pessoas de hoje, em questão de alguns anos já será possível ver mudanças ocorrendo. Vivemos um momento em que o homem tem que se superar em suas habilidades de adaptação e criatividade para solucionar problemas, ficando para história como um episódio resolvido na linha do tempo.

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Com a proximidade da COP15, e-mails viram problema.

Terça-feira, 24 Novembro 2009 · 1 Comentário

Por Marina Ribeiro

Material que supostamente revela uma possível manipulação de dados com o intuito de reforçar as teses em torno do aquecimento global foi roubado da universidade de East Anglia, no Reino Unido. Mais de mil e-mails e três mil documentos trocados entre cientistas que estudam o clima estão causando polêmica no mundo todo, há apenas  poucas semanas da COP15 ou Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Copenhague, na Dinamarca.

 Muitos dos cientistas cujos e-mails foram roubados participaram do primeiro documento a confirmar que o aquecimento global é sim resultado da atividade humana, o Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), liberado em 2007. Um dos cientistas, Phill Jones, afirmou que algumas palavras foram retiradas de contexto pelos hackers.

 O material está sendo usado para convencer as pessoas e as autoridades de que não há necessidade real de corte de emissões de gases estufa. Os cientistas insistem que esse incidente veio em boa hora para os céticos e que tudo não passa de uma campanha para que não haja um acordo climático.

 Alguns políticos se aproveitam da brecha para acusar a credibilidade científica e mudar os rumos de corte de gases CO2 que parecem cada vez mais concretos. Outros lamentam que uma notícia como essa ainda cause estardalhaço, rejeitando a tese.

E você, em tempos de acordos climáticos, no que acredita?

 

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Piratas, Roqueiros, Rebeldes

Terça-feira, 24 Novembro 2009 · 2 Comentários

Por Pedro Sciarotta

“É 1966. A grande era do Rock ’n’ Roll britânico. Mas a BBC toca menos de 45 minutos de música pop por dia. Dessa maneira, as rádios piratas ancoram no Mar do Norte e tocam pop e rock 24 horas sem parar. E 25 milhões de pessoas – metade da população britânica – ouvem os piratas todos os dias.”

Assim começa o filme Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, no original), do diretor Richard Curtis (Um lugar Chamado Notting Hill, Quatro Casamentos e um Funeral), que mistura ficção com fatos reais, criando uma agradável comédia.  A história propriamente dita começa quando a mãe de Carl o manda para morar com seu padrinho Quentin, após ele ter sido expulso da escola. O garoto passa a viver no barco Rádio Rock, em que Quentin é capitão, juntamente com vários DJ’s, encarregados de manter uma programação constante na rádio pirata.

O barco esbanja alegria e rebeldia o tempo todo, e consegue passar isso para seus ouvintes – até para aqueles que têm de ouvir baixinho ou escondidos. Nem mesmo quando o governo inglês encontra uma brecha para poder ir atrás do barco, que está em águas internacionais, eles desistem. Decidem que não irão parar de tocar, não importa o que aconteça.

http://images.icnetwork.co.uk/upl/birmmail/apr2009/8/1/the-boat-that-rocked-600712817.jpg

O principal destaque do filme são as músicas. Hits dos anos 60 combinados com cenas de movimentação rápida e criativa, com diversos personagens dançando e curtindo, criam um efeito incrível. The Beach Boys, The Who, Rolling Stones, The Kinks, Jimi Hendrix, The Turtles, e por aí vai… a seleção é ótima, e a única falta percebida de cara são os Beatles, que provavelmente não puderam ser usados pelo diretor por algum problema com os direitos das canções.

Um ponto a ser discutido no filme  é a “romantização” dos fatos abordados. É evidente que as rádios piratas não foram tão “mágicas” e utópicas como são apresentadas. Na realidade, a maioria das rádios piratas na Europa era financiada com dinheiro estadunidense, com o objetivo de “americanizar” as rádios européias. Isso porque, diferentemente dos Estados Unidos, a lei na Inglaterra (e grande parte da Europa) proibia anúncios comerciais nas rádios, o que afetava as agências de publicidade, já que era um mercado que poderia ser explorado.

http://moviesmedia.ign.com/movies/image/article/955/955672/the-boat-that-rocked-20090220022249033_640w.jpg

Mas no filme tudo é possível, e não poderia acabar de forma trágica ou sob essa chata realidade. Assim como no começo, ele termina com uma mensagem. Diz que no verão de 1967 a época de sucesso das rádios piratas acabou, mas isso não fez com que o sonho dos piratas acabasse. Segue falando que hoje em dia existem 299 estações de rádio no Reino Unido que tocam pop e rock 24 horas por dia, e que apesar de 40 anos já terem se passado, o rock ‘n’ roll continua existindo. Termina mostrando capas de discos de diversas épocas, em um ritmo alucinado.

O filme teve sua estréia no dia 1º de abril, na Inglaterra, e saiu recentemente (13 de novembro) nos Estados Unidos e Canadá. Quanto ao Brasil, ainda não há uma data para ser lançado. O jeito é esperar, ou baixar o filme pela internet. Mas é melhor fazer isso escondido, igual ouvir as rádios piratas.

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Copenhage com ativista do Greenpeace

Terça-feira, 24 Novembro 2009 · 1 Comentário

por Fernanda Ortega

 De modo incisivo a ativista do Greenpeace Marina Ribeiro (19) fala sobre o futuro encontro mundial do meio ambiente, que ocorrerá do dia 7 ao 18 de dezembro em Copenhage, na Dinamarca.

 PUCf5: O presidente Obama dos EUA e o presidente  Hu Jintao  da China no dia 16 de novembro resolveram que não assinariam nenhum tratado em Copenhage. No dia seguinte, Obama afirmou que repensaria sobre o assunto, porém os dois países são responsáveis por quase 50% da emissão de gases poluentes. Como você vê essa atitude?

Marina Ribeiro: É um retrocesso. Os dois países são os que poderiam fazer alguma diferença e, por isso, são os que deveriam ter as maiores metas.

 PUCf5: O que você espera de Copenhage?

Marina Ribeiro: Na verdade, acho que não vai haver nenhum resultado concreto, apesar de desejar que haja e apesar de estar lutando para isso. Os líderes vão, sim, discutir muitas coisas e, provavelmente, metas com grandes números sairão do encontro, mas são apenas números. Muito vai ser falado, mas pouco vai ser feito de verdade.

 PUCf5 – Como você enxerga a proposta do Brasil para Copenhage de reduzir de 36,6% a 38,9% da emissão de gases de efeito estufa?

Marina Ribeiro: Foi uma medida de última hora. Acredito que essa proposta foi resultado da pressão que o governo estava sofrendo para tomar alguma atitude. 39% é um bom número, mas poderia ser mais, bem mais.

 PUCf5 – Quais são as medidas mais importantes que deveriam ser tomadas no Brasil em relação ao meio ambiente?

Marina Ribeiro: Parar com todo o desmatamento na Amazônia agora. É preciso também olhar para os oceanos. O presidente Lula considera que o mar é uma fonte inesgotável, sem fim. Mas não assim que as coisas acontecem, não é? Além disso, é necessário um investimento massivo em energias renováveis. O Brasil tem um potencial enorme para isso, mas muito pouco tem sido feito. Todo o investimento destinado à energia nuclear poderia ser para a energia eólica, que gera mais energia, não polui e não é mais cara.

 

 PUCf5 – Em relação ao Greenpeace, entidade da qual você faz parte, como ele vê o encontro de Copenhage?

Marina Ribeiro: O Greenpeace aposta muito em Copenhage. A entidade enxerga que esse é o momento ideal para que algumas medidas urgentes sejam tomadas. É por isso que todas as atividades que realizou nos últimos tempos e que realiza foram e são voltadas para esse encontro. Não é a toa que o logo do Greenpeace atualmente é: “Salvar o planeta: é agora ou agora”.

 PUCf5 – Quais atividades estão sendo feitas?

Marina Ribeiro: Na última semana, por exemplo, os ativistas abordaram pessoas na rua e sugeriram que elas ligassem, dos orelhões da cidade, para o presidente Lula exigindo que ele tenha mais atitude em relação ao meio ambiente, em relação a Copenhage. Teve um dia que, só em São Paulo, ligaram mais de 400 vezes para o presidente.

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Fashion Mob

Terça-feira, 24 Novembro 2009 · 1 Comentário

Por Bruna Assolini

foto Reprodução               Os Guerreiros de Regina!

Quem não foi viajar, gosta de moda ou apenas estava afim de agitação pode acompanhar na tarde de domingo (22/11) o desfile-passeata organizado por André Hidalgo, da Casa de Criadores. A iniciativa tinha como objetivo dar oportunidade para estudantes recém-formados em moda mostrarem seu trabalho e para quem mais quisesse expressar paixão ou protesto em relação ao mundo fashion.

A concentração aconteceu no Largo do Arounche, no Centro, e a passeata começou às 13hs. Cerca de 54 grupos e suas criações desfilaram por 1.700 metros até o Parque da Luz. A passeata fashion também era democrática, um bloco formado por anões anunciava: “A moda está em baixa”. Outro, formado pelos jornalistas bem-humorados Jorge Wakabara, Jana Rosa do blog Agora Que Sou Rica e mais 5 integrantes, eram os “Guerreiros de Regina” (em homenagem à jornalista e mito da moda brasileira, Regina Guerreiro).

O bloco “A moda está em baixa”

O evento foi mobilizado por blogueiros, jornalistas, estudantes, fotógrafos, entre outras personalidades do mundo da moda como os estilistas Dudu Bertholini e Mario Queiroz, que ficaram emocionados com a dedicação e animação dos grupos. Segundo os participantes a Fashion Mob brasileira foi um sucesso! Niguém duvida.

A modelo Carol Ribeiro

“jurados” da Fashion Mob

fotos retiradas do blog da Jana ( Agora que Sou Rica)

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A incrível saga do Fluminense

Segunda-feira, 23 Novembro 2009 · 2 Comentários

por Kim Paiva

Há um mês, qualquer torcedor do Fluminense diria que 2009 era um ano para ser riscado da história do clube. Após ser finalista da Libertadores de 2008, a expectativa era de um time ainda mais forte em 2009, com um grande reforço para o ataque, Fred. Porém o que se viu foi uma melancólica luta pelo rebaixamento, que parecia indicar o pior final possível. As chances de queda foram muito grandes ao longo de quase todo o campeonato. Na 32ª rodada, o Fluminense ainda ocupava a lanterna. As esperanças estavam diminuindo, embora a chegada do técnico Cuca tivesse feito bem para o time. Para escapar, era preciso um aproveitamento superior ao de um time que briga pelo título. Mas, para espanto geral, o Fluminense iniciou uma heróica recuperação.

Foram cinco vitórias seguidas após o empate com o Goiás na 31ª rodada, o que permitiu ao time das Laranjeiras depender apenas das próprias forças para conseguir o que parecia impossível. Faltando duas rodadas, o Fluminense ocupa a 17ª colocação e está a dois pontos de Botafogo, Atlético Paranaense e Coritiba. O jogo contra o Coxa, na última rodada, pode empurrar a equipe do Paraná para a Série B no lugar do tricolor carioca. De quebra, o time ainda chegou à final da Copa Sul-americana e, como um presente pela reação, tem como adversário o time da LDU, carrasco na final da Libertadores de 2008. A revanche seria perfeita para a torcida do Flu, mas só será realmente comemorada se o principal objetivo for alcançado: a permanência na elite.

O tricolor das laranjeiras cada vez mais perto do céu

A ascensão do Fluminense não seria fantástica como é apenas pelos números, há fatores notáveis nessa aventura tricolor. O primeiro deles salta aos olhos: o técnico Cuca. Famoso por seu jeito baixo-astral, Cuca fala após as vitórias como se falasse após um rebaixamento. Mas isso não faz dele um treinador ruim. Ele fez belos trabalhos ao longo de sua curta carreira. Desde a reação meteórica do Goiás em 2003, que livrou o time do rebaixamento, até o carrossel botafoguense, que viveu seu auge em 2007, quando a equipe liderou o campeonato brasileiro por algumas rodadas. Ainda teve a passagem pelo São Paulo em 2004, que teve como destaque a implantação do sistema 3-5-2, extremamente bem-sucedido até hoje, tendo rendido cinco títulos importantes para o time paulista.

Cuca conta os minutos para a glória do Fluminense

Outro fator importante na reação do Fluminense é a forma como Cuca conseguiu encontrar bons valores da base para formar uma equipe competitiva, além de ter unido o grupo e mantido o foco no objetivo de permanecer na Série A. Os problemas de salários atrasados e do alto salário pago ao atacante Fred pela “parceira” Unimed foram superados, pelo menos temporariamente, enquanto a missão está em curso. E é justamente Fred o terceiro fator. O atacante chegou como grande salvação no início do ano, mas começou mal, perdeu a cabeça em alguns jogos e acabou se lesionando gravemente. Poucos imaginavam que, após voltar da contusão, Fred lideraria a equipe em uma seqüência de vitórias e marcaria um gol por jogo. Pois ele fez exatamente isso e começou a valer o altíssimo salário que recebe. Recebeu até um criativo apelido, Freddy Flugger, inspirado no clássico personagem da série de terror “A hora do pesadelo”.

Para a alegria da torcida tricolor, Freddy Flugger está insaciável

A verdade é que Freddy Flugger, Cuca e o Fluminense estão próximos de se tornar o pesadelo de um dos três times que estão à sua frente. Mas, para quem gosta de futebol, o grande Flu desse final de ano está longe de ser um pesadelo, é uma grata surpresa que ofusca a embolada briga pelo título e faz até torcedores de outros times vibrarem com a epopéia tricolor.

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