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Terminal Amarelo de São Paulo

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Adriane Piscitelli

Nunca o Terminal Rodoviário Governador Carvalho Pinto foi tão bem descrito. O relato partiu da jornalista Vanessa Barbara, que o apresentou em 2003 a uma banca examinadora como seu trabalho de conclusão de curso.

Popularmente conhecido como o Terminal Rodoviário Tietê, com seus bancos laranjas e bilhetes amarelos, a rodoviária ganhou vida com histórias de personagens reais que participam das viagens de muitos que transitam por ali, mas que nem se dão conta de que elas existem. Cíntia, a ‘mocinha’ do balcão de informações, passa despercebida pela multidão que só deseja saber onde fica a plataforma 49. “Primeiro corredor à esquerda, no final”.

Vanessa Barbara escreve ao estilo do New Journalism acrescentando um tom ora jocoso, ora irônico, como, por exemplo, com o “Gerador Automático de Reportagens”, em que tira um sarro dos jornalistas que comentam o trânsito em São Paulo.

Este livro é sedutor não apenas pela maneira como as narrativas estão expostas, mas também pelo projeto gráfico de primeira da já conceituada CosacNaify. Composto em determinadas partes com impressão tipográfica, O Livro Amarelo do Terminal atrai pela criatividade.

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Lá na China

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Isabel Camara

Pequim, as Olimpíadas de Pequim, Pequim, Pequim e mais Pequim! Saturado o assunto, né? Engano seu. Conheça Pequim por um olhar diferente. O blog da brasileira voluntária na delegação de Portugal, Lúcia Anderson, revela os bastidores das Olimpíadas e mostra o que se passa por trás das câmeras. Você pode estar pensando que esta é uma noticia ultrapassada, afinal os jogos acabaram. Os jogos em Pequim sim, mas os de Londres ainda nem começaram. Que tal passar por lá, e conhecer o dia a dia de uma voluntária. Esta pode ser a chance de conhecer como funciona uma delegação olímpica. Caso goste, quem sabe, daqui a quatro anos, talvez seja você que possa nos relatar suas descobertas em Londres. Sonhar vale a pena!


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Parabéns e consolo camuflam pouca opinião

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Natália Senóbio

O blog da Fernanda Venturini, ex-jogadora de vôlei e mulher do técnico Bernardinho, oferece parabéns a quem vence e consolo para os perdedores. Muito bonito e solidário. Porém, opinião e informações mais detalhadas, que propiciam um veículo mais enriquecedor ao público, estão escassas.

Fernanda utiliza termos para conquistar a simpatia das pessoas. Palavras “amiguinhas” como “pessoal” e escritas iguais a MSN e Orkut (enooooorme) são utilizadas frequentemente pela atleta para dar um ar mais descontraído ao blog.

O clima de festa e amizade apenas camuflam a escassez de informações e opiniões. Para começo de conversa, Fernanda demonstra uma preocupação muito maior em falar de vôlei do que das outras modalidades. As vitórias nas quadras e na praia são colocadas em todos as suas postagens. Sempre com votos de parabéns, boa sorte e elogios aos jogadores, ela faz uma grande comemoração com a participação e bom desempenho do vôlei nos jogos de Pequim.

É claro, que vale a pena ressaltar que a atleta também demonstra alegria com as outras modalidades. Várias vezes a seleção feminina de futebol foi elogiada por seu esforço e competência. As meninas, como Fernanda também menciona, contam com pouco patrocínio e mesmo assim, chegaram à final contra os Estados Unidos. Marta, Christiane e companhia deram um show nos jogos e mostraram que as mulheres é que merecem investimento e não o futebol masculino que está uma lástima. Nem para vencer a Argentina! Pena que as jogadoras perderam na prorrogação por apenas um gol. Medalha de prata bonita, mas elas mereciam o topo do pódio. Nesse assunto, Venturini se posiciona e pede investimento por parte do governo no esporte brasileiro. Uma atitude bacana que incentiva o público a refletir sobre o assunto. Pena que é rara no blog!

Outro atleta parabenizado foi César Cielo. Ele conquistou um bronze nos 100 metros livres e o primeiro ouro brasileiro na competição, nos 50 metros livres. Fernanda demonstrou alegria com as vitórias e ao falar do nadador incentivou a as pessoas a buscarem os seus sonhos. Uma das suas poucas opiniões pessoais!

Se Fernanda está na alegria, ele também acompanha na tristeza. A atleta tentou consolar as jogadoras de vôlei Ana Paula e Juliana, as quais não conseguiram vagas nas finais e Fabiana Muller, que perdeu a chance de medalha por incompetência da organização chinesa (simplesmente, as varas de salto da esportista sumiram). Aliás, ela demonstra indignação em relação à falha, o que também é visto em torno da utilização de uma menina bonita para dublar a voz de uma feia, na abertura dos jogos. Um ponto positivo para Fernanda.

Mas de opinião é apenas isso! Já as informações relevantes ficam por conta de mencionar quem ganhou, perdeu ou ainda continua na competição. O resto é só parabéns, consolo, intimidade com os atletas e público, palavras de incentivo, elogios, informações vagas sem resultado de jogos, sem divulgações de outros paises. Simplesmente um “Pra frente Brasil” ou “Atletas brasileiros por estarem nas Olimpíadas já são campeões” (o que é realmente uma verdade). Se desejar acompanhar os jogos, saber do desempenho do Brasil e de outros países e almejar uma análise crítica sobre isso, pessoal, procurem outro blog.

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Os olhos de Pequim

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Jéssika Bertani

É impressionante ver como às vezes realidade e sonho se confundem. Ou no caso de Sol Neelman, seus olhos e suas lentes. Com um toque pessoal e intimista, o fotojornalista cobriu as Olimpíadas da China. Nas fotos de seu blog, raro não confundir profissionalismo com demonstrações de sentimento. Foi impecável na captação de imagens reveladoras. Talvez, mais reveladora ainda foi a sua capacidade de mostrar cada feição estampada nos atletas ou nos torcedores, seja alegria, derrota ou indiferença.

Isso porque, como Neelman bem traduziu, é impossível revelar momentos sem revelar pessoas inseridas em determinados ambientes. Elas fazem parte do quadro, estão no foco, interagem. O lado humano é tão ou mais importante do que sua garra. Sua vontade é observada em cada gota de suor ou músculo contraído vistos em seus cliques.

O que Neelman focalizou é que uma Olimpíada não se faz de modalidades e competições, mas de pessoas. As quais sofrem, comemoram, choram. Que são as mesmas, não importa a cor da pele ou do uniforme. Que vibram em vitórias e choram em derrotas. E que, mesmo com ou sem investimentos astronômicos, são apenas humanas, demasiado humanas.

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