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Os olhos de Pequim

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Jéssika Bertani

É impressionante ver como às vezes realidade e sonho se confundem. Ou no caso de Sol Neelman, seus olhos e suas lentes. Com um toque pessoal e intimista, o fotojornalista cobriu as Olimpíadas da China. Nas fotos de seu blog, raro não confundir profissionalismo com demonstrações de sentimento. Foi impecável na captação de imagens reveladoras. Talvez, mais reveladora ainda foi a sua capacidade de mostrar cada feição estampada nos atletas ou nos torcedores, seja alegria, derrota ou indiferença.

Isso porque, como Neelman bem traduziu, é impossível revelar momentos sem revelar pessoas inseridas em determinados ambientes. Elas fazem parte do quadro, estão no foco, interagem. O lado humano é tão ou mais importante do que sua garra. Sua vontade é observada em cada gota de suor ou músculo contraído vistos em seus cliques.

O que Neelman focalizou é que uma Olimpíada não se faz de modalidades e competições, mas de pessoas. As quais sofrem, comemoram, choram. Que são as mesmas, não importa a cor da pele ou do uniforme. Que vibram em vitórias e choram em derrotas. E que, mesmo com ou sem investimentos astronômicos, são apenas humanas, demasiado humanas.

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