por José Coutinho Júnior
– Tu, De onde vens?
– Venho de São Salvador. Você já foi à Bahia? Saudade da Bahia… Sodade Matadeira entende?
– Entendo, porque Acontece que eu sou baiano também, me chamo João Valentão.
– E por que veio passar o Sábado em Copacabana?
– Fiz uma viagem até aqui para ver o velório do cantador Dorival Caymmi, dar um Adeus.
– Também já dei uma passada lá, com minha Tia Nastácia.
– É uma pena que o nosso Dorival se foi pra Nunca mais voltar.
– É verdade. Mas quando a hora chega, Não tem solução.
– Mas ele representou a gente bem. Mostrou o Samba da minha terra, quer dizer, nossa terra, para esse país todo.
– Isso é. Graças a ele esse povo sabe O que é que a baiana tem, na voz da bela Carmen Miranda.
– Também aprenderam a enxergar a beleza d’O mar e descobriram a delícia que é o vatapá e o Acarajé…
– O importante é que mesmo depois de partir, o trabalho dele vai viver na voz de muitos outros que ele inspirou, como Caetano Veloso, João Gilberto, Chico Buarque e Gilberto Gil.
– Não se esqueça também que seus três filhos, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi também cantam que é uma beleza!
– Acho que a gente não deve ficar triste, porque como ele mesmo cantava, É doce morrer no mar. Deve ser doce morrer olhando para o mar também, não acha?
– Acho sim. Mas vamos mudar de assunto e deixar o Dorival descansar em paz.
– Vamos falar de Tereza?
– Com certeza.
