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“Última parada 174″ representará o Brasil na disputa ao Oscar

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · 1 Comentário

por Denis B.

O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar já saiu: “Última parada 174” de Bruno Barreto. Ele ainda não estreou nas salas de cinema, só em 24 de outubro. Na verdade, ele está passando em Jundiaí desde o dia 12 de setembro, uma estratégia da Paramount que permitiu a entrada do filme na disputa.

A ficção é baseada na história real de Sandro Barbosa do Nascimento, um sobrevivente da chacina da Candelária que anos mais tarde seqüestrou um ônibus e foi morto.

Esse assunto já saiu nas telas brasileiras em 2002 no documentário “Ônibus 174” do José Padilha – que depois dirigiu “Tropa de Elite” – e em todos os outros filmes nacionais de repercurssão dos últimos anos: “Cidade de Deus”, “Cidade dos Homens”, o citado “Tropa de Elite”, “Era uma Vez…”, “Show de Bola”.

Será que ninguém cansou de Rio de Janeiro, favelas, tráfico e violência? Não que essa realidade não tenha que ser mostrada e divulgada, mas chega uma hora que vira mais do mesmo. Será que “Última parada 174” vai ser a última parada da saga “favelas cariocas” do cinema nacional que repercurte?

Discussões à parte, o filme é nosso representante no “maior prêmio do cinema mundial”. Ele já ganhou de outros 13 brasileiros para ser o indicado nacional ao Oscar. Agora, ainda tem que disputar com obras de outros 90 países para ser um dos cinco candidatos ao prêmio de melhor filme estrangeiro, que só sai em fevereiro.

Segundo a Folha, Sandro “gritou para os policiais que a ação não se tratava de um filme”.

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Brasil de Caymmi

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Márcia Saraiva

O cantor e compositor Dorival Caymmi morreu na manhã do sábado, 16 de agosto, aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Ele sofria de insuficiência renal e teve falência múltipla dos órgãos. Caymmi lutava contra um câncer renal desde 1999 e permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007, ele se submetia ao tratamento, mas não sabia que tinha câncer e não queria saber.

Nascido em Salvador, na Bahia, Caymmi gravou mais de cinquenta discos em 60 anos de carreira e deixa mais de cem composições, entre elas “Eu não tenho onde morar”, “Maracangalha”, “O que é que a baiana tem?” e “Rosa Morena”.

Quase todos os discos com composições próprias, apesar de ter escrito poucas canções. No dia 24 de junho, completou 70 anos de carreira, a data em que estreou na Rádio Tupi.

O cantor deixa três filhos também músicos e a cantora Stella Maris, com quem era casado há 68 anos e que veio a falecer onze dias após a morte do marido.

Mais de 200 pessoas acompanharam o cortejo do corpo de Caymmi, realizado na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Netos do compositor jogaram rosas brancas em cima do caixão, que estava coberto com as bandeiras do Brasil, Rio de Janeiro, da Bahia, da Mangueira e do Flamengo. “A morte dele é perder o maior professor das nossas vidas, afirmou Tom Zé, que está gravando um CD com a primeira canção chamada “Salvador, Bahia de Caymmi”.

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Luto no rock progressivo

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Adriana Farias

Morreu nesta segunda-feira, dia 15 de setembro, Rick Wright, tecladista, compositor e fundador do grupo inglês Pink Floyd.

Wright estava com 65 anos e faleceu em sua casa, na Inglaterra, em decorrência de um câncer. O anúncio da morte do músico foi feito pela assessoria de imprensa do grupo.

Junto com o guitarrista Roger Waters e o baterista Nick Mason, Wright formou o Pink Floyd nos anos 1960, quando eles eram ainda estudantes universitários. Formaram inicialmente a banda Sigma 6, que depois se tornaria o Pink Floyd. A banda se tornou um dos ícones do rock progressivo.

David Gilmour, guitarrista da banda, lançou em nota, no website oficial do grupo, sua posição sobre a morte do músico e amigo de infância:

“Ninguém pode substituir Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical.

No meio da discussão sobre quem foi o Pink Floyd e o que a banda representou, a gigantesca contribuição do Rick foi constantemente esquecida.

Ele era amável, modesto e reservado, mas sua voz e modo de tocar comoventes eram essenciais, componentes mágicos do som mais identificável do Pink Floyd.

Eu nunca toquei com alguém como ele. A combinação de sua voz e da minha, assim como nossa telepatia musical, floresceu pela primeira vez em 1971, no álbum ‘Echoes’. A meu ver, os maiores momentos da banda aconteceram quando ele estava no auge. Afinal, sem ‘Us and Them’ e ‘The Great Gig In The Sky’, as quais ele compôs, o ‘Dark Side Of The Moon’ não teria funcionado. Sem o seu toque de sutileza, o ‘Wish You Were Here’ não teria sido tão bem-sucedido.

Nos anos seguintes, por diversas razões ele se perdeu em alguns momentos, mas no início dos anos 90, com o ‘The Division Bell’, sua vitalidade, seu brilho e senso de humor retornaram. Quando apareceu na minha turnê em 2006, a recepção do público foi muito edificante, e seu enorme espanto quando aplaudido de pé (aplausos que não nos surpreenderam) é uma marca de sua modéstia.

Tal qual o Rick, não acho fácil expressar meus sentimentos na forma de palavras, mas eu o amava e sentirei tremendamente sua falta.

David Gilmour
Segunda, 15 de setembro de 2008″

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Os louros da vitória

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Fernanda Sakaragui

Quando entramos no blog do Álvaro José, a primeira coisa que chama a atenção é a qualidade das fotos. As cores fortes deixam os atletas ainda mais radiantes. O comentarista esportivo, especializado em esportes olímpicos, optou por não tratar do assunto “censura na China” e também não falou sobre as mudanças que a China promoveu para a realização dos jogos.

Em textos curtos, as vitórias brasileiras ganham destaque sendo muito pouco comentadas as derrotas e o desempenho dos outros países no quadro de medalhas. Com exceção ao episódio Brasil e Argentina no futebol masculino e da derrota do judoca Eduardo Santos, todos os temas tratados foram de vitórias. César Cielo nos 50 metros livres da natação, Maurren Maggi com seu salto de 7,04 metros, as meninas do vôlei, a medalha de prata de Robert Scheidt; episódios contados cheios de agradecimentos e glórias aos atletas.

Por outro lado, Álvaro José, que esteve em sua oitava olimpíada, não criticou o governo chinês por esconder o estado de saúde do francês integrante de um grupo de animação, que caiu de cabeça no chão durante uma apresentação no intervalo do jogo de basquete Croácia vs. Austrália. Também não comentou o problema que Fabiana Murer enfrentou com o sumiço de sua vara minutos antes do salto decisivo.

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Papai Noel chegou mais cedo!

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · 1 Comentário

por Vívian Lima, Ana Luiza Jimenez e Stéphanie Goffaux

Com a volta do frio, conhecer a casa do Papai Noel se tornou uma ótima idéia.

Estrategicamente localizada entre São Paulo e Rio de Janeiro, Penedo é a única colônia finlandesa do Brasil e, portanto, conserva características européias, não podendo faltar, é claro, a casa do Papai Noel.

Além de visitar a casa do bom velhinho, aproveite para degustar excelentes trutas e experimentar um dos melhores fondues do país. Para quem gosta mais de natureza, as cachoeiras que ficam no meio da cidade são uma ótima opção. Se animou?! Agora é só escolher um hotel pelo site de Penedo. E pé na estrada!

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Guerra dos sexos pela Casa Branca

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Mulheres seguram batons durante comicio de Sarah Palin, em Golden, no Colorado

Mulheres seguram batons durante comício de Sarah Palin, em Golden, no Colorado

por Marjorie Trofa

A quantidade de mulheres enérgicas, que sorriam e levantavam batons, em gesto de aprovação, durante o comício de Sarah Palin, em Golden, no Colorado, impressionou. Na sábia escolha de eleger uma mulher como candidata a vice-presidente, o Partido Republicano não só “levantou” a campanha de McCain, como também trouxe para o lado deste muitas das “mulheres de Hillary”. Porém, o feminismo presente no comício de Palin limitou-se à presença dos batons. Mãe tradicional, governadora do Alasca (estado americano que possui as mais elevadas taxas), religiosa ultra-conservadora, Sarah Palin não traz nenhuma proposta realmente inovadora às mulheres americanas, além da que uma mulher possa vir a governar a Casa Branca.

“Você é igual a nós!” – Gritavam várias mulheres, aparentemente de classe média, que seguravam batons. Dos direitos da mulher, Sarah Palin renunciou à sua licença-maternidade no nascimento de seu filho, voltando a trabalhar 3 dias após dar a luz. Será que a maioria das mulheres americanas faria o mesmo? Afinal, que diferencial Sarah Palin deseja trazer às mulheres do mundo – e à Casa Branca?

Uma americana, questionada sobre o motivo de ter deixado de apoiar o Partido Democrata, respondeu que não vai votar em Obama, pois o partido foi “sexista”. Nessa lógica, se Hillary tivesse sido a nomeada democrata, o partido poderia então ser taxado de racista? Parece que a assiduidade das mulheres em ter uma representante com poder máximo na Casa Branca é tão grande a ponto de não se importar com que mulher seja. Hillary e Palin são de partidos diferentes e portanto, possuem ideologias diferentes. Votar baseando-se no sexo, ainda mais neste caso, seria uma atitude incoerente.

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Leite em pó contamina crianças na China

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Marianna Feiteiro

O Ministério da Saúde chinês informou que 6.244 crianças ficaram doentes após o consumo do leite em pó misturado com melamina, composto utilizado na fabricação de plástico. A substância teria sido usada para tornar o leite mais protéico.

Até agora, três crianças morreram enquanto 158 desenvolveram sérios problemas renais, 1.327 foram internadas em estado grave e outras 4.917 apresentaram sintomas leves.

Após exames realizados em produtos de 109 companhias diferentes, 22 foram apontadas de usarem melamina em sua fórmula, o que levou ao desenvolvimento de pedras nos rins de dezenas que crianças. Dentre as empresas acusadas está a marca Yili, patrocinadora oficial das Olimpíadas de Pequim.

A chefe do grupo Sanlu, maior acusado de contaminar laticínios antes da divulgação das outras empresas, foi removida do cargo.

Ainda há o risco de contaminação de outros países que importam o leite chinês, como Mianmar, Blangadesh, Iêmen e Chade.

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Mais uma vez o extremismo invade a cena

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Aline Cavalcanti

O Iêmen, mesmo sendo quase “desconhecido” pelo resto do mundo, sofreu um atentado a bomba na manhã de hoje. Aliás, o ataque foi contra a embaixada norte-americana no país. Infelizmente, 16 pessoas morreram, incluindo quatro civis.

A facção palestina Jihad Islâmica assumiu a responsabilidade pelo ataque e ameaçou repeti-lo em outras embaixadas, incluindo a britânica, a da Arábia Saudita e a dos Emirados Árabes Unidos. O motivo seria uma represália ao governo iemenita que se recusa a libertar alguns membros do grupo que estão presos. Por coincidência, o país é a terra natal de Osama Bin Laden, simplesmente o terrorista mais procurado do planeta.

O governo do país, um aliado americano na chamada “guerra contra o terror”, freqüentemente responsabiliza a rede Al-Qaeda por ataques a alvos ocidentais no país.

O caso mais famoso no Iêmen de ataque atribuído a grupos extremistas com afinidades ideológicas com a rede Al-Qaeda permanece sendo o que atingiu o navio militar americano USS Cole, em outubro de 2000, matando 17 marinheiros dos EUA.

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‘O nevoeiro’ não passa de uma leve brisa

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · 5 Comentários

por Ana Júlia Agostinho

O mais novo filme de Frank Darabont é uma adaptação do livro escrito por Stephen King. Todo o enredo se passa dentro de uma loja de conveniência, onde um grupo de pessoas foge do nevoeiro que cobriu todo o estado de Maine. O pior de tudo é que essa densa neblina esconde perigosas criaturas sanguinárias, que tentam invadir incessantemente o mercado. David (Thomas Jane) e seu filho Billy (Nathan Gable) estão refugiados no interior da loja juntamente com a professora Amanda (Laurie Holden) e a fanática religiosa Sra. Carmody (Marcia Gay Harden). Ao descobrirem que a misteriosa névoa traz vários perigos mortais — como monstros de tentáculos, pernilongos gigantes e aranhas inteligentes —, entram em desespero e a tensão torna a convivência mais difícil. O desafio de todos é entender o que aconteceu, de onde surgiu a neblina e essas criaturas.

O filme começa muito bem. Não conseguia tirar os olhos da tela. Tudo era muito intrigante. No entanto, ao acontecer a primeira morte do filme (digamos, nos 25 minutos), o interesse pelo enredo começa a esvair. Isso porque os efeitos especiais utilizados são muito superficiais, não dá para levar a sério ou sentir medo. A maneira como os monstros foram representados torna o filme tosco. Nunca esperava que uma obra inspirada nos contos do Stephen King fosse deixar tanto a desejar nas telas.

No entanto, a crítica feita pelo filme sobre a convivência humana é muito bem colocada. Dentro do mercado, os conflitos gerados nos momentos de adversidade mostram como o homem é naturalmente um ser belicoso. No desespero, o grupo começa a agir como primitivos, não pensam em seus atos e começam a acreditar em todas as profecias que a fanática religiosa faz. Esse tema abordado é muito interessante, pois mostra as mudanças que cada um sofreu ao longo do filme — no começo, eram civis e educados. Já no final, era cada um por si.

Concluindo tudo, o filme não prende muito a atenção. É facil começar a comentar com a pessoa ao lado como é clichê ou comó é desnecessária algumas cenas sanguinarias apelativas. Tá valendo, porém, para quem curte sangue e gritaria.

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Dorival Caymmi: inseparável do samba

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Daniele Silveira

Quantas Marinas não se embalaram com Dorival Caymmi? Se fossem morenas ou gostassem de pinturas sentiriam uma identificação perfeita. Muitos conheceram a canção pela serena voz de Adriana Calcanhoto e nem ao menos sabiam quem era seu autor. Sem falar nas inúmeras músicas que retratavam a Bahia e que representavam uma tradução dele mesmo, o jeito baiano de ser. E do famoso convite que fez ao mundo para conhecer através de Carmen Miranda “O que é que a baiana tem?”?

Aos 94 anos no dia 16 agosto Caymmi faleceu e deixou cerca de 20 discos em seus 60 anos de carreira. Ficamos com a sensação que não existirá separação entre ele e seu repertório musical. “Eu nasci com o samba no samba me criei e do danado do samba nunca me separei.”

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