por Denis B.
O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar já saiu: “Última parada 174” de Bruno Barreto. Ele ainda não estreou nas salas de cinema, só em 24 de outubro. Na verdade, ele está passando em Jundiaí desde o dia 12 de setembro, uma estratégia da Paramount que permitiu a entrada do filme na disputa.
A ficção é baseada na história real de Sandro Barbosa do Nascimento, um sobrevivente da chacina da Candelária que anos mais tarde seqüestrou um ônibus e foi morto.
Esse assunto já saiu nas telas brasileiras em 2002 no documentário “Ônibus 174” do José Padilha – que depois dirigiu “Tropa de Elite” – e em todos os outros filmes nacionais de repercurssão dos últimos anos: “Cidade de Deus”, “Cidade dos Homens”, o citado “Tropa de Elite”, “Era uma Vez…”, “Show de Bola”.
Será que ninguém cansou de Rio de Janeiro, favelas, tráfico e violência? Não que essa realidade não tenha que ser mostrada e divulgada, mas chega uma hora que vira mais do mesmo. Será que “Última parada 174” vai ser a última parada da saga “favelas cariocas” do cinema nacional que repercurte?
Discussões à parte, o filme é nosso representante no “maior prêmio do cinema mundial”. Ele já ganhou de outros 13 brasileiros para ser o indicado nacional ao Oscar. Agora, ainda tem que disputar com obras de outros 90 países para ser um dos cinco candidatos ao prêmio de melhor filme estrangeiro, que só sai em fevereiro.
Segundo a Folha, Sandro “gritou para os policiais que a ação não se tratava de um filme”.








