Restando apenas 4 corridas para o fim do Mundial de Fórmula 1 de 2008, pode-se afirmar com certeza que todos os fãs do automobilismo estarão grudados na TV neste domingo, às 9 da manhã. Seja pelo fato de o campeonato estar mais aberto do que nunca, com Felipe Massa (Ferrari) apenas a um ponto do líder do campeonato Lewis Hamilton (McLaren), ou simplesmente pela curiosidade de assistir ao primeiro GP noturno da história da Fórmula 1, que será realizado em Cingapura.
A realização de um GP noturno é sonho antigo da FIA(Federação Internacional de Automobilismo), e faz parte de um longo e desastrado projeto que visava o aumento da competitividade e da graça da F1, que para os brasileiros (e também para todo o mundo, por que não?) foi quase totalmente perdida desde a morte de Senna e o domínio de Schumacher.
Em meio à polêmica punição de Hamilton no GP da Bélgica, que garantiu a vitória de Felipe Massa no “tapetão”, alguns pilotos, como Nick Heidfeld (BMW) já admitiram estarem temerosos quanto à essa corrida, pois se trata de um circuito de rua que nunca foi testado (já perigoso por si só), e como se não bastasse, de noite. Na verdade, o circuito será uma surpresa para todos, e se depender dos organizadores a segurança será garantida. Foram instalados 15000 refletores na rua, o que gera uma iluminação equivalenta à de 4 estádios de futebol.
Rubens Barrichello e outros pilotos, que só conhecem o GP através de um simulador, afirmam que a pista é completamente diferente das demais, com curvas de baixa, de alta e condições de pista imprevisíveis. Quanto ao clima, as previsões apontam chuva para Domingo, o que é ruim para o piloto brasileiro com chances de título, já que as corridas de Hamilton na chuva já são comparadas com as de Senna (prematuramente?), sempre se arriscando e com extrema competência, enquanto Massa tem na chuva o seu pior defeito.
Seja como for o GP de Cingapura é garantia de surpresas, tanto para o público como para os pilotos. E depois de tantos anos sem nenhum piloto brasileiro com chances reais de título, vale a pena enfrentar a ressaca e colocar o despertador para as 9 no Domingão.
O fim do ano vem chegando e com ele grandes artistas. O dia do editorial de música é na verdade no domingo, mas creio que esse detalhe possa ser esquecido visto o porque da ausência desta editoria em seu devido dia. Ontem o SESC Vila Mariana foi palco de um dos grupos que mais inova no campo da música contemporânea. Medeski Martim & Wood são um trio que une a complexidade do jazz e a acessibilidade de gêneros como funk, soul e groove. Esse post não é unicamente exclusivo do Medeski e cia (tanto porque o show já foi) mas lhes trouxe uma amostra do trio que você pode encontrar seguindo o link acima da capa do album. Espero encontrar muitos downloads da parte de vocês.
Medeski Martim & Wood – Last Chance to Dance Trance
Também por meio deste, afirmo que São Paulo terá a honra de receber alguns dos maiores artistas de nosso tempo. O TIM Festival terá entre seus convidados o guitarrista Bill Frisell, nome não muito conhecido no Brasil mas sucesso consagrado nos EUA, não vou dizer muito sobre ele aqui. Deixarei que os interessados tirem sua própria conclusão. Coloquei aqui um disco de 1997 que tem uma pegada menos experimental que o usual, mas muito bom para conhecer o homem.
No próximo post darei uma pitada das outras atrações que estão por vir no mês de outubro: Madonna, Kenye West e Sonny Rollins.
obs: Esses dicos têm autorização de seus artistas para serem disponibilizados na net, isso pode ser conferido no site da Creative Commons Não incentive a pirataria.
Equivocadamente, acreditamos que atualmente o cinema brasileiro atinge seu auge. Hoje em dia, no Brasil só se faz cinema com leis de incentivo e verbas governamentais. O auge a que a maioria das pessoas e veículos de comunicação se referem deve-se ao fato de que o cinema feito no Brasil esteja sendo reconhecido e divulgado aqui mesmo e para o resto do mundo. O preconceito com produções nacionais está, aos poucos, se extinguindo.
A partir da “retomada”, nome dado ao cinema brasileiro atual a partir da recuperação da produção cinematográfica no Brasil de 1993-1994, esse cinema tem sido apelidado por “Cinema de Leis de Incentivo” em um editorial da revista eletrônica Contracampo, especializada no assunto. As verbas públicas destinadas à produção cultural não tem o devido amparo e cobertura necessária: pouco se discute o destino desse dinheiro, utilizado apenas na montagem do filme, “esquecendo” que este precisa também de divulgação e contato com o público (salas de cinema, o ponto fraco das leis); aí que está o maior defeito desse suposto incentivo: com o filme pronto não há interesse em divulgá-lo, já que já está pago; o faturamento nas bilheterias fica em segundo plano.
A revista Veja publicou certa vez uma matéria sobre as produções brasileiras sob o título: “São ruins e você paga”. Primeiramente, muitos filmes nacionais e de alta qualidade circulam por aí, basta saber onde e o que procurar. Depois, dinheiro público investido em cultura não é dinheiro perdido. Vale a pena ver a entrevista de Yacoff Sarkovas, especialista e consultor de empresas na área de imagem corporativa e projetos culturais, sociais, ambientais e esportivos. ” E ele (o sistema de leis de incentivo à cultura) é injusto porque ele não estabelece critérios públicos, não é baseado numa relação entre dinheiro público e interesse público”
Não é ruim, você pagou e nem viu: Primeira parte do documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, 1998, dirigido por Marcelo Masagão
Terminam hoje as inscrições para o vestibular da FGV.
A Fundação Getúlio Vargas, criada em 1944, é uma das mais tradicionais e importantes faculdades de economia do país. Além deste, a FGV ainda oferece cursos de graduação em Administração, Direito e Ciências Sociais, em São Paulo e no Rio.
As provas acontecem em duas fases, com datas diferentes dependo do curso escolhido, ao longo de Novembro e Dezembro.
Ainda nesta semana, dia 26, sexta-feira, encerram as inscrições para o vestibular do Anhembi . A prova acontece no domingo, dia 28, e a matrícula dos aprovados no dia 30, terça-feira. A Universidade oferece diversos cursos, desde gastronomia à pscologia, de pedagogia a ciências da computação. Em quatro campus na cidade de São Paulo, Morumbi, Centro, Vila Olímpia e Vale do Anhangabaú.
Quando em 1997 o Imperador Akihito visitou o bairro da Liberdade em São Paulo, nem imaginava que o trajeto percorrido por ele serviria de base para uma vida nova. É isso que o tradicional reduto oriental vai ganhar com o atual projeto de revitalização empreendido pela prefeitura, iniciativa privada e associações locais, como o Instituto Paulo Kobayashi, responsável por captar recursos para a obra.
O projeto ganhou o nome de “Caminho do Imperador” e pretende reformar a praça central, as ruas e as faixadas dos prédios. E de quebra, encher de árvores os viadutos redecorados com inspiração coreana, chinesa e japonesa. Além do mais, tudo e todos que por ali passarem estarão iluminados de maneira diferente durante o dia, à noite e em dias de festa, graças a um planejamento de iluminação especial.
A obra, orçada em 55 milhões de reais, teve início com a transformação da fachada do Banco Bradesco e pretende chegar a um Buda de seis metros de altura construído na Praça Almeida Júnior.
A grandiosa idéia, segundo o Instituto, surgiu numa manhã em que Márcio Lupion, ex-budista, mestre em arquitetura simbólica e arquiteto responsável pela obra, cuidava de um dos jardins do bairro e viu alguns turistas reclamando da sujeira e da feiúra.
A conclusão está prevista para daqui a aproximadamente três anos quando, ao que tudo indica, o Bairro da Liberdade terá uma cara nova e deixará o centro de São Paulo muito mais bonito.