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O “desenvolvimento sustentável” da degradação ambiental

Terça-feira, 23 Setembro 2008 · Deixe um comentário

 por Camila Beraldo Maia

O recém criado Serviço Florestal Brasileiro (SFB) promoverá semana que vem, dia 30, uma solenidade de assinatura dos contratos de “manejo florestal sustentável” na Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. O processo de licitação, realizado no fim do ano passado e início deste ano, cedeu dos 220 mil hectares da Fauna do Jamari 96 mil ha, divididos em 3 Unidades de Manejo Florestal (UMF) para 3 empresas diferentes. Essa operação se tornou possível legalmente após à aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas (LGFP), que criou também o SFB

 

O Ministério do Meio Ambiente alega que a lei tem como objetivo diminuir o avanço dos processos de desmatamento e a grilagem de terras públicas. Tudo isso baseado no ilusório “desenvolvimento sustentável”, pregado por muitos e explicado por poucos. É fato, a concessão das terras difere de “privatização da amazônia”, como muitos mal informados gostam de alardear. Mas o modelo privatiza o uso e os recursos da floresta, o que não deixa de ser grave.

 

 A LGFP deixa livre para os grandes grupos econômicos – nacionais e principalmente internacionais – o domínio e o acesso ao recursos da floresta. Houve inclusive casos de empresas internacionais adquirindo madeireiras e serrarias brasileiras a fim de ter acesso as concessões.

 

O governo teria a seu favor os tais baixíssimos impactos ambientais causados pela atuação das empresas nos territórios concedidos. De acordo com o sociólogo Maurício Torres, não há conhecimento suficiente sobre a floresta para se ter certeza. O desarranjo – exploração – de uma espécie pode ser desastroso para outra, causando danos a biodiversidade. Os prejuízos não são apenas ecológicos, sendo também sociais, pois os povos da floresta que dependem dela para sobreviverem são afetados. A população local, que impede a apropriação pelo mercado dos recursos naturais, é como um obstáculo; a LGFP expulsa esses obstáculos, os submetendo aos interesses dos novos sistemas de trabalho.

 

Se fala em “desenvolvimento sustentável”, mas o que se vê é o aumento da destruição do meio ambiente e o surgimento de novas formas de miséria e pobreza.

Categorias: Meio Ambiente

Lula lá na ONU, Batman e Robin aqui em SP

Terça-feira, 23 Setembro 2008 · 1 Comentário

por Ana Thaís de Matos

George W. Bush discursou na Assembléia da ONU em Nova York e tentou tapar o Sol com a peneira, ignorando o assunto-problema do momento, Lula criticou a falta de coragem do governante norte-americano em falar da crise americana e atacou dizendo que a crise é perversa e que  “chegou a hora da política”. Se ele será ouvido é outra coisa, mas merece atenção, porque o Brasil está dando exemplo de como se “virar nos 30” ou melhor nos 2008…

O presidente brasileiro reforçou a necessidade da presença do Estado nesses momentos de crise (principalmente dos países que estão no miolo da crise), ele falou também dos obstáculos que os BRIC’s ( grupo de países que mais crescem Brasil, Rússia, Índia e China) frente à Rodada Doha e do momento social-economico que o Brasil vive. “Tiramos milhões da miséria e outros milhões ascenderam à classe média. Tudo isso com crescimento, fortalecimento da democracia com intensa participação popular.”  Lula lá está pleiteando uma vaga brasileira no Conselho de Segurança da ONU, que dá?
Enquanto isso Garibaldi Alves (presidente do Senado) disse que não vai agir contra o nepotismo enquanto não houver denuncias, curiosidades à parte o senador sabe bem do que está falando, afinal o ele encabeçava uma lista com nada menos que 15 parentes na folha de pagamento do governo, fora empresas de “cunhados” ligados à prestação de serviços. Essas terceirizações viu…
E pra finalizar, a briga anda boa aqui em SP. Geraldo Alckim (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) que até uns anos atrás eram como BATMAN e ROBIN, consecutivamente, hoje trocam mais que farpas. E quem se aproveita disso é a loura do “relaxa e goza”. Marta (PT) tem 37% de intenção de votos e a dupla empata com 22%.  Essa vida de super- herói, não deve ser fácil. Já pensou se o Maluf resolve aderir a idéia e incorporar o Homem de Ferro? Quem segura?

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