F5

Apostando na popularidade

Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · 1 Comentário

Caindo nas pesquisas de intenção de voto Alckmin resolve apelar para o Homem do Baú.

por Marcia Saraiva Barretto

Nessa última quarta-feira, 24, o apresentador Silvio Santos foi o apelo de Geraldo Alckmin (PSDB) em sua propaganda eleitoral gratuita na TV ao tentar defender seus projetos de segurança pública, como: instalar câmeras e melhorar a iluminação da cidade. Alem disso o democrata aproveitou para criticar Kassab: “A segurança é responsabilidade do Estado, mas isso não pode ser justificativa para o prefeito cruzar os braços”. Afirmação já esperada do democrata que na época do seqüestro soltou a seguinte afirmação: “…Prefiro errar pela ação do que pela omissão”.

Na propaganda foram usadas imagens do seqüestro na casa da família Abravanel, em 2001, junto ao depoimento de Sílvio Santos extraído de uma entrevista a uma radio alguns dias após o episódio, em que o apresentador dizia: “Se o governador não fosse até a minha casa, eu poderia morrer, e estou certo de que ele salvou algumas vidas, alguns chefes de família da Polícia Militar”. O depoimento foi usado também na campanha de Alckmin ao governo do Estado, em 2002.

Cada um com suas alianças

Enquanto Alckmin aposta no apresentador Silvio Santos, Marta apostou em sua parceria com o presidente Lula. O programa da petista dessa quarta explorou o apoio que ela tem do presidente com afirmações como: “Ele é o presidente que mais está fazendo pelos pobres do Brasil, e Marta foi a prefeita que mais ajudou os pobres”. Dando ênfase as falas, apresentaram cenas de um comício realizado no dia 20, no qual Lula dizia aos eleitores que Marta fará uma “opção clara pelos pobres”.

Ciro Moura (PTC) questionou as promessas de Marta Suplicy e também ações de Geraldo Alckmin no governo do estado. “Não acredite em papai noel”, disse ele. Mas será que no Silvio Santos alguém vai acreditar?

Já no programa de Kassab a preferência foi por mostrar manifestações de apoio de sua legenda (o antigo PFL, hoje DEM) usando imagens arquivadas ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do governador Mário Covas, do governador José Serra (PSDB) e até de Alckmin.

Diferente dos outros candidatos que apostaram em personalidades importantes, Paulo Maluf (PP) voltou a pedir votos, apostando no povo que aparecia apoiando o candidato, mostrando até um senhor gritando: “Ele vai para o segundo turno e vai vencer, ele vai dar uma subida de 100 graus”, enquanto outro arriscava: “Ele vai ganhar em primeiro lugar, sem segundo turno”.

Você pode acompanhar o horário político ás 13h00 e ás 20h30.

Não se esqueça: 4 anos é muito tempo!

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O futuro passa por mídias sustentáveis

Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Por Adalberto Wodianer Marcondes, da Envolverde

O professor Julio Wainer enviou este artigo para o F5. Thanks Julio

A evolução do conceito de sustentabilidade empresarial já atingiu empresas industriais e de serviços, no entanto passa ao largo quando se fala em sustentabilidade das empresas de mídia.

Os conceitos de sustentabilidade baseados no tripé econômico, social e ambiental estão permeando as atividades de todos os setores da economia. Isto tem acontecido principalmente porque as empresas estão em permanente disputa por mercados e por consumidores cada vez mais atentos às questões relacionadas à sustentabilidade. As bolsas de valores de Nova York e de São Paulo estão entre as primeiras a lançar indicadores de sustentabilidade em seus pregões, e os balanços socioambientais estão tornando-se companheiros inseparáveis dos balanços econômicos das empresas. Os bancos e as empresas seguradoras já descobriram que financiar ou segurar empresas “sustentáveis” é mais rentável e oferece menor exposição ao risco.

Os mesmos conceitos de sustentabilidade que permeiam as relações entre empresas dos mais diversos setores com a sociedade (é claro que isto ainda não é um comportamento generalizado), ainda não chegaram às empresas de mídia. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão têm a sustentabilidade como coisa pontual. São raros os exemplos de incorporação dos conceitos de respeito social e ambiental na estrutura diária de cobertura da mídia, em todas as suas vertentes. Para muitos meios, ambiente ainda é pauta especial e não uma transversalidade.

Mesmo sendo vanguarda da sociedade em movimentos para a garantia de direitos fundamentais, a mídia é extremamente conservadora em relação à incorporação de comportamentos e conceitos que levem a transformações nos padrões de consumo e comportamento. Vem sempre a reboque de outros setores e normalmente reflete uma realidade institucional e social às quais se mantêm refratária em sua estrutura interna. É comum as páginas de jornais estamparem odes à modernidade empresarial enquanto em seus próprios balancetes os números não se harmonizam. Em se tratando de políticas de recursos humanos então, ai a desafinação é total.

No quesito transparência e governança as empresas de mídias são modelo de opacidade. A lei exige que a propriedade de empresas de comunicação seja de pessoa física natural do Brasil. Mesmo com a abertura permitida para o capital estrangeiro, esta liberalidade atingiu apenas 30% do capital da empresa e não permitiu que este capital fosse captado em bolsa de valores, onde investidores poderiam tornar-se acionistas e, assim, com base nas regras impostas pelo mercado e pela Comissão de Valores Mobiliários, as empresas teriam de tornar públicos seus balanços e suas mazelas.
 
Um dos requisitos maiores da sustentabilidade é a transparência e a coerência das ações das empresas nos mercados. E estes são os pontos onde as empresas de comunicação pecam. E o problema vem de longe, a quebra de empresas de comunicação de grande porte no Brasil é endêmica, no entanto muito pouco se sabe das causas das doenças que as atingem, dos sintomas. Quando o público toma ciência de que há algum problema, o paciente já desfila em carro fúnebre. Diários Associados, com sua estrela maior, a TV Tupi, Grupo Visão, Grupo DCI, TV Excelsior, Grupo Manchete, Gazeta Mercantil, isto só para falar nos grandes.

Não existe na mídia a noção de que sustentabilidade é um processo transversal. Assim como nas redações se acredita com muita força que as empresas de comunicação são expectadores privilegiados da realidade, com muita capacidade de influenciá-la, mas imune às suas emanações.

Meio ambiente não está presente na grande mídia de forma consistente porque também não está presente na estrutura de gestão destas empresas. Grandes corporações nacionais e internacionais já elevaram o tema ambiente e sustentabilidade para seu coração administrativo. As gerências de meio ambiente dos anos 90 tornaram-se as diretorias de meio ambiente neste início de século XXI e, em breve, deixarão de existir para que a transversalidade ocupe todos os espaços ambientais nas estruturas de gestão.
 
Medo e preconceito estão entre os motivos para que as empresas de mídia, principalmente aquelas que têm versões impressas possam abraçar os conceitos de sustentabilidade em seu cotidiano. Papel é a grande matéria-prima. Ou seja, elas pensam não existir sustentabilidade em seus processos industriais. Tintas com base em chumbo já foram abolidas, mas centenas de milhares de toneladas de papel são utilizadas diariamente para fazer jornais, revistas, encartes e toda a série de produtos ligados ao mercado editorial. Ora, as próprias empresas produtoras de papel estão entre as que buscam se enquadrar nos processos de sustentabilidade, não há razão para as empresas de mídia sentirem-se acuadas neste quesito.

Mas e os padrões insustentáveis de consumo apregoados desde a revolução industrial e entronizados como absolutos a partir do século XX? Estes sim podem ser a resposta mais coerente para o distanciamento da mídia dos processos de sustentabilidade. Afinal, segundo uma definição universalmente aceita e apregoada pela ex-primeira Ministra da Noruega, Groo Brutland, “ser sustentável é suprir as necessidades das gerações atuais garantindo os recursos naturais para que as gerações futuras consigam suprir suas próprias necessidades”. É também universalmente aceito que os padrões de consumo pregados pela mídia são insustentáveis para toda a população do planeta Terra e que vão esgotar os recursos naturais em um prazo de tempo muito curto. No entanto, o marketing rasteiro continua apostando na exaustão dos ecossistemas.

O caso do descompromisso do marketing com a sustentabilidade e com a ética chega aos limites do absurdo e do crime. É o caso de uma publicidade de um aparelho de TV Samsung que mostra e incentiva um vizinho a roubar um aparelho de TV entregue por engano em sua casa. Mas este é apenas um caso entre milhares.

Enquanto as mídias veicularem coisas como esta, certamente, por uma questão de coerência, não poderão falar em sustentabilidade, governança e ética com muito conforto.

* O autor é jornalista e editor da Revista Digital Envolverde.

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Primavera dos Livros 2008

Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Por Adriane Piscitelli

Começa nesta quinta-feira, 25 de setembro, a Primavera dos Livros. Organizado pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), o evento visa promover a diversidade editorial brasileira, a partir do tema “A cidade de todos os povos – São Paulo, viagens e migrações”.

O objetivo é realizar o contato entre as grandes editoras, a produção independente e o leitor. Ao todo são 60 editoras, entre elas, Editora 34, CosacNaify, Fundação Perseu Abramo, Garamond e Iluminuras. O projeto conta também com oficinas criativas de leitura, mesas-redondas, contação de histórias e saraus. Confira a programação.

Serviço:

Entrada Gratuita

De 25 a 28 de setembro de 2008

Das 10h00 às 22h00

CCSP – Centro Cultural São Paulo

Av. Vergueiro, 1.000 – Paraíso, São Paulo – SP

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Bom dia F5

Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · 2 Comentários

Por Pollyana Ferrari

140 pessoas, 4 turmas de Jornalismo, 1 foto da semana. Assuntos editoriais que cobrem moda, ecologia, esportes, política, passam por cultura, viagens, cidades, internacional e humor. O blog F5 propõe atualizações diárias em um eterno negociar de narrativas, que transitam entre informativas, opinativas e visuais. Os alunos de Jornalismo do primeiro ano da PUC-SP, garotos e garotas entre 17 e 19 anos, sabem muito bem dar seu recado. Em 10 dias produzimos 66 posts, 30 comentários e demos conta de 21 categorias. Parabéns para todos! Ótimo final de semana chuvoso! Divulguem o F5. Eu já citei no meu blog

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É proibido fumar

Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Adriana Molinari

 

A Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp)decidiu adiar para depois do segundo turnos das eleições municipais o debate sobre o projeto de lei que restringe o  cigarro em ambientes de uso coletivo. O projeto foi encaminhado à Alesp pelo governador José Serra no dia 29 de agosto, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo. Desde então, um polêmico debate vem sendo pauta da imprensa e dos paulistas.

 

Em fevereiro o prefeito Gilberto Kassab já havia sancionado uma modificação da lei 10.862, de julho de 1990, que regula o uso do tabaco, restringindo o fumo em estabelecimentos comerciais a apenas locais específicos e fechados, isolado das demais dependências.

 

No Rio de Janeiro essa proibição já existe desde maio de 2008 e os cariocas se adaptaram bem a nova lei. É fato que medidas superficiais nunca serão suficientes para resolver os males do tabagismo. Em outubro veremos se essa discussão sairá da Alesp e tomará proporções que contemple toda a sociedade, fumantes e não fumantes.  

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