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Entre Chinelos e Celulares

Terça-feira, 30 Setembro 2008 · 1 Comentário

por Victor Tucci

 

Em junho de 2008 eram grandes as expectativas em torno do novo Iphone da Apple. Steve Jobs apostara na tecnologia 3G para a internet mais rápida, o que deixariam mais contentes os executivos insatisfeitos com a lentidão do aparelho.

Já estamos em setembro, ou seja, o celular original foi lançado e foi um sucesso de compras nos EUA e no mundo. Aqui no Brasil, as companhias de telefone Vivo e Claro trouxeram o Iphone a uma média de dois mil reais. Para os amantes mais afoitos da tecnologia, a espera foi compensada e bons comentários foram feitos. 1 a 0 para as Havaianas, ou melhor, para os originais!

Antecipando-se ao lançamento da Apple, a Samsung, LG, Nokia, dentre outras marcas lançaram aparelhos com funções e sistema touch-screen semelhantes aos do aparelho de Jobs.

A LG lançou, juntamente com a marca italiana Prada, o LG Prada. Fino, leve e luxuoso. Porém, para por aí. O estilo high-tech contrasta com funções lentas. Os botões não acompanham a rapidez dos dedos e no menu interativo não se vêem funções cotidianas, como despertador e calculadora. Porém é um celular charmoso. Tudo bem, 2 a 0.

Já o modelo SGH-F490, da Samsung, tem funções parecidas com as do celular da Apple, proporciona facilidades para acessar a Internet, tela ampla para assistir a vídeos, boa capacidade para ouvir músicas e uma câmera de 5 megapixels, além de possuir o Windows Mobile, da Microsoft. 2 a 1, galera!

O modelo N-95 da Nokia, além de possuir uma internet rápida, funções práticas e uma câmera de 5.0, vem com um potente GPS, excelente para os mais perdidos. 2 a 2 placar final.

Então, meu caro leitor, se quiser comprar um celular moderninho, sensível ao toque e com esses aparatos tecnológicos todos, pesquise, compare e faça a melhor compra! Nem sempre comprar “o original” é um bom negócio. Às vezes os anatômicos também podem agradar!

Categorias: Tecnologia

Tá chegando…

Terça-feira, 30 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Por Olivia Nachle

 

5 dias para as tão faladas eleições. De um lado, a intensa e feroz luta entre os candidatos nos últimos dois dias de propaganda eleitoral na tentativa de provarem e conquistarem aqueles cidadãos que ainda estão indecisos (seja pela tentação das propostas ou até mesmo pela falta de opções). Do outro, a pseudo-declaração de Alckmin de que, sim, ele apoiará Kassab no segundo turno, se assim for o destino -e, finalmente, o término dos “cutucões” que ambos os canditados têm se permitido expor. Em um terceiro plano ainda, mas não menos importante, a divulgação de uma lista que permite aos eleitores a consulta, através do CPF de seus candidatos, da “ficha” destes.

Há pouquíssimos dias da população exercer o (talvez único) papel de cidadão que lhe é proposto, o cenário encontra-se turbulento, como já foi apresentado acima. A tal lista divulgada pelo UOL mostra que dos 166 canditados à prefeitura nas 10 maiores capitais brasileiras, 56, ou 33,7% deles, têm alguma pendência com o Fisco. Representativo ou não, esse é um dado que, no minímo, caracteriza e representa os nossos queridos candidatos.

Mais do que isso, a disputa que acompanhou os principais candidatos foi e continua sendo composta de alfinetadas e críticas aos outros. A tentativa da construção de uma imagem parece mais ser a desconstrução da do concorrente. Enquanto Kassab e Alckmin tentam provar qual deles é o melhor (obviamente que mostrando todas as coisas ruins feitas e aquelas boas e não feitas pelo outro), Marta utiliza-se da ação dos dois, dando o seu toque e acréscimo a tudo. Parece que depois de muitas ofensas e “trabalho jogado fora”, o tucano e o papagaio perceberam que será mesmo necessária uma união no segundo turno.

Enquanto isso, aguardamos -ansiosos- para exercermos nosso papel de reais e participativos cidadãos no domingo. Dívidas com a União ou guerra entre animais? OK.

Categorias: Política

Um debate com trinta pessoas

Terça-feira, 30 Setembro 2008 · 1 Comentário

           

Por Lucas Galati Balieiro          

 

            “O trabalho não tem mais história. Você tem de se adaptar a todo instante, pois criou-se uma nova competitividade. A lógica interna do Capitalismo fez com que o ser humano tivesse o “knowhow” , mas sem entender a essência desse processo”. Essas foram algumas palavras de Plínio de Arruda Sampaio no debate que ocorreu na Quarta feira (24/09/2008) na sala 134 ás sete e meia da noite.

            A rápida conversa, pois Plínio não podia permanecer por muito tempo, tinha como foco as eleições, mas tocou em tópicos como: a situação do capitalismo contemporâneo, a atuação da esquerda e a conjuntura da PUC. Plínio de Arruda Sampaio, foi formado em Direito na USP em 1954 e um dos fundadores do PT em 1980. Aos oitenta anos, o militante desligou-se do PT (Partido dos Trabalhadores), por achar que o partido já não possuía as mesmas propostas, e em 2005 filiou-se ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).

            Com aproximadamente 30 pessoas na sala, o debate não teve grande repercussão entre os estudantes. Mas, pautou importantes questionamentos em relação à sociedade e a própria universidade. “Existia um projeto de universidade. A PUC era uma escola de cristãos que queria participar dos projetos e não se abster do debate político. Atualmente, vê-se o oposto, uma condição de ensino massificada e o que antes foi uma Universidade, hoje, virou empresa, abrindo mão do pensamento e do real papel de uma Universidade”, enfatiza Plínio.

                                               

                            Plínio de Arruda Sampaio: Uma história na política brasileira

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