No Panamá, diante da falta de bons transportes públicos, trabalhadores desempregados apostaram no transporte informal como meio de sobrevivência. Conhecido como “diablos rojos” (diabos vermelhos), esses ônibus ostentam de uma estética peculiar, de acordo com o gosto do motorista: são pintados com grafites, cores, paisagens de neves, flores, etc.
Homem mostrando a pintura de seu ônibus
Este é apenas um dos 70 casos abordados em “Post-it City Cidades Ocasionais”, em cartaz até o dia 29 de novembro no Centro Cultural São Paulo.
O nome escolhido para a exposição mostra diferentes ocupações temporárias do espaço público, tendo a característica comum de deixar apenas um rastro e de auto-gerir as suas aparições e desaparições. Porém, em alguns casos, o que era pra ser temporário acabou se tornando permanente. Prova disso são fotos da exposição que mostram favelas e cortiços.
Os fenômenos relatados na exposição destacam a realidade do território urbano, onde, legitimamente, acontecem diferentes situações, a maioria por oposição às crescentes pressões para homogeneizar o espaço público.
Visitante na exposição
O curador da exposição, o arquiteto e urbanista Pedro Sales, diz que o projeto nasceu há alguns anos em Barcelona, por Martin Peran, professor e crítico de arte da Universidade de Barcelona, com objetivo de capturar experiências “alternativas” na cidade. O projeto cresceu e desenvolveu artistas de diversos países, que passaram a colaborar em fotos, textos e vídeos. “As cidades são pensadas de maneira que parte das pessoas são excluídas e então elas se apropriam de espaços ou numa lógica de sobrevivência ou de transgressão”, diz o curador.
A exposição é um ótimo passeio para aqueles que querem conhecer o lado “B” das cidades, ou seja, descobrir novos lugares, e a beleza desses lugares, que, por muitas vezes, o nosso sistema quer esconder.
Post-it City Cidades Ocasionais: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho, Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso. Até 29 de novembro. Terça a sexta, das 10h às 20hSábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Grátis.
Victoria Ceridono, 23 anos, é jornalista e muito fofa! Formada pela Puc em 2007, Vic escreve sobre beleza para a Vogue e RG Vogue, não vive sem blush e foi muito atenciosa ao responder algumas perguntinhas para o F5. Vic ainda brincou: “Nossa mas essa Puc tá mesmo mudada hein, tem até seção de moda e beleza hahaha. Eu era digamos assim, um peixe fora d’água porque gostava dessas coisas…”
“Suspeito que eu tenha nascido amando maquiagem. Minha mãe (uma ex-mulher zero make, que já deu o braço a torcer hoje em dia) achava que eu tinha algum problema de peruíce aguda. Minhas amigas também não eram muito interessadas no assunto.” Vic sobre ela mesma, no Dia de Beauté
O Dia de Beauté surgiu como uma extensão do seu trabalho na Vogue? Ou a ideia do blog é mais antiga?
Não, quando fiz o blog trabalhava como repórter no site Chic, da Gloria Kalil, e já colaborava com a Vogue, (e ainda estava aí na Puc!) mas queria ter um espaço só meu, para falar do que bem entendesse sobre esse universo de beleza, sempre fui leitora dos blogs gringos e aqui no Brasil não tinha nada, eu acho super importante essa visão pessoal do blog, principalmente quando o assunto é beleza.
Hoje muitos jornalistas veem o blog como um meio alternativo para publicar suas opiniões, o que seria difícil – até impossível- de se fazer nos grandes veículos que trabalham. Como é para você poder escrever sobre o que gosta tanto na revista quanto no Dia de Beauté?
É excelente, diria que é um sonho porque eu amo ler e falar sobre isso e descobri que tem muita gente interessada no assunto, a resposta das pessoas é incrível… E eu acho bem diferente escrever na revista e no blog então é uma experiência interessante como jornalista.
Deve ser muito legal a resposta dos seus leitores, ou seja, a repercussão dos posts. O público muitas vezes é o pauteiro do blog? Como você encara essa contribuição?
É muito legal, e importantíssimo, nunca imaginei, quando fiz o blog, que tinha tanta gente carente desse tipo de informação (apesar de na época ter muitos professores que achavam o assunto absolutamente fútil e desnecessário, claaaro!) e saber que ajudo várias mulheres a se sentir mais bonita é assim, a coisa mais legal do mundo. Elas deixam muitas dúvidas no blog, tem coisas que eu respondo direto ali nos comentários, mas coisas recorrentes ou muito curiosas eu transformo em post. A graça do blog é ter esse negócio da participação né?
Eu lembro que na edição de maio desse ano da Vogue eu li uma reportagem sua sobre make roxo. Você estava testando batons nessa cor em diferentes lugares e momentos do dia, “em nome do jornalismo”, como você mesma disse. Imagino que tenha sido muito divertido realizar esse trabalho. Poderia comentar?
Na Vogue é muito comum fazer matérias de beleza em primeira pessoa, e é muito bacana porque dá uma proximidade maior com a leitora, ela confia, vê uma verdade naquilo – o blog, claro, é sempre em primeira pessoa. E como eu adoro fazer algumas coisas mais “malucas” que algumas pessoas acham estranho, é ótimo ter essa desculpa, estou testando para uma matéria, para ir por exemplo de batom vinho super escuro num casamento haha!! Aqui no Brasil a relação com maquiagem é muito mirim ainda, se você usa um rímel as pessoas já vem comentar, e eu acho que isso inibe muita gente. Então tenho essa bandeira na vida, de usar sempre e tentar incentivar as pessoas a fazerem o mesmo
Vic, outro dia estava assistindo a Fashion TV e o tema do programa era “Ser chique” . Muitos estilistas afirmaram que ser chique é mais que um visual, é uma atitude. Outros disseram que é o equilíbrio, quase a discrição. Você concorda?
Eu acho que cada um tem seu próprio chique, mas eu acredito que chique é uma mistura do equilíbrio com a atitude e o autoconhecimento, com uma pitada de amor pela estética – afinal, bonito e feio podem variar muito, mas se você se interessa pela estética, pelo visual, que vão muito além de simples moda, vai querer estar sempre bem, seja no trabalho, na faculdade, na festa ou na praia.
Em relação a maquiagem, o que você acha que vai pegar nesse verão? Por que eu comprei um batom vermelho-alaranjado, no impulso da tendência e ainda não tive coragem de usar. Acabo sempre optando pela boca nude, apagadinha e olhos bem marcados, rs…
Sabe que eu acho tendência em maquiagem uma coisa muito delicada, porque acima de tudo tem que ficar bem e você, e a gente vê algumas barbaridades em nome da tendência por aí né? Ou pessoas aflitas porque não querem abandonar o gloss sendo que a “moda” é boca opaca. Bem, eu acho que as tendências servem como um jeito de você ter novas ideias e usar coisas que não tinha pensado que seriam possíveis, batom vibrante é um ótimo exemplo, eu acho lindo e vejo muuuitas mulheres com medo e sem coragem de usar, sendo que nunca nem ao menos experimentaram. Esse bloqueio, a meu ver, tem muito a ver com a opinião dos outros, porque brasileiro adora invadir o espaço alheio e tirar sarro, comentar, criticar… Então tem que ignorar mesmo, bancar sua decisão e pensar sozinha se gostou daquilo ou não. Então vai logo usar seu batom e depois você decide! Afinal, ele sai se você não gostar, quer coisa melhor?
Das 32 vagas em disputa para a próxima Copa, 26 já foram preenchidas. Neste final de semana, mais três seleções garantiram presença no mundial: Nigéria, Camarões e Nova Zelândia. Paralelamente, as equipes européias e americanas restantes iniciaram a fase de repescagem.
As duas mais tradicionais seleções africanas estão de volta após ausência em 2006, na Alemanha. Os camaroneses foram até o Marrocos e não encontraram grandes dificuldades para passar pela seleção local: 2 x 0, sendo um dos gols marcado pelo artilheiro Samuel Eto´o. O Gabão era a única ameaça à classificação dos camaroneses, mas sua derrota diante de Togo facilitou ainda mais o caminho dos Leões Indomáveis. A Nigéria também carimbou seu passaporte ao vencer o Quênia por 3 x 2, fora de casa. Ao contrário de Camarões, os nigerianos sofreram para conquistar seu objetivo. Obafemi Martins (ex -Inter de Milão) marcou o tento da classificação a sete minutos do fim da partida.
Eto'o comemora gol na vitória contra o Marrocos
A Nova Zelândia, após 28 anos, volta a disputar uma Copa do Mundo após receber e vencer, na repescagem do confronto Ásia x Ocenia, o Bahrein. Depois de abrir o placar em cobrança de escanteio e cabeçada de Rory Fallon, o time da Oceania se limitou a jogar na defesa e garantir o resultado. O Bahrein ainda teve um pênalti, mas que o goleiro Mark Paston defendeu, evitando o empate na cobrança de Sayed Mohamed.
Na Europa, a Rússia recebeu a Eslovênia, dominou a partida e venceu por 2 x 1. Portugal não teve vida fácil e penou para bater a Bósnia (que ainda acertou duas bolas na trave nos instantes finais) em pleno Estádio da Luz: 1 x 0. Grécia e Ucrânia fizeram um jogo truncado e de pouca técnica em Atenas. O resultado condisse com a qualidade do que foi visto em campo: 0 x 0. A França foi a Dublin e venceu a Irlanda por 1 x 0, resultado que coloca os Bleus muito próximos do mundial. Na próxima quarta, serão realizados os jogos de volta que definirão os últimos classificados do Velho Continente.
O Uruguai, brigando pela última vaga das Américas com a Costa Rica, foi ao país rival para a partida de ida da repescagem. Em jogo de chegadas duras e violentas, os uruguaios ignoraram o fato de atuarem fora de casa e fizeram jogo parelho com os adversários. Resultado final: 1 x 0 para o Uruguai, com gol do ex-são paulino Diego Lugano. O jogo de volta desse duelo, assim como no caso dos europeus, ocorrerá na próxima quarta-feira.