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A magia da arte de rua

Domingo, 1 Novembro 2009 · 1 Comentário

Por Jussara Caetano

 A arte do grafite revelada pelos OsGemeos, que  invadiu o mundo com sua personalidade e os traços urbanos das grandes metrópoles é apresentada em uma exposição no Museu de Arte Brasileira.

Otávio e Gustavo Pandolfo

Otávio e Gustavo Pandolfo

Típicos paulistanos, Otávio e Gustavo Pandolfo começaram sua carreira pintando muros do Cambuci e logo ganharam o mundo, seus traços inconfundíveis podem ser encontrados andando pelas ruas de São Paulo, entre suas pinturas em São Paulo está a fachada da Fortes Vilaça, no bairro da Vila Madalena, com quem eles tem contrato. No exterior suas obras mais conhecidas estão em Londres na fachada do Tate Modern e em NY no muro que cruza a Bowery com a Houston.

Fachada Fortes Villaça

Fachada Fortes Vilaça

A mesma cidade que foi o reduto da arte d’OSGEMEOS cometeu o “engano” no ano passado de apagar seus grafites por causa de um projeto da prefeitura que pretendia revitalizar fachadas da região central, em um dos casos foi apagado um mural de 680 metros entre Avenida 23 de Maio e o elevado Costa e Silva. Alguns meses depois foi reinaugurado com um novo grafite d’OSGEMEOS  e mais quatro artistas, quanto aos outros grafites apagados não houve reposição.

A exposição condensa grafites e esculturas inéditas que refletem o mundo urbano como um caleidoscópio que entre a realidade e o sonho e enche os olhos de quem vê. Com um vasto histórico suas obras já percorreram o mundo e fascinam a todos pelos contrastes entre a melancolia e a alegria das cores que criam um mundo lúdico e que nas entrelinhas fazem uma crítica social, quebrando o preconceito contra o grafite e arte de rua que é desenvolvida por quem, na maioria das vezes, está a margem da sociedade e dissociando o grafite da pichação.

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Arte diretamente das ruas francesas

Terça-feira, 27 Outubro 2009 · Deixe um comentário

               A exposição ”O espetáculo esta na rua”, mais um evento do ano da França no Brasil, traz uma coleção de 72 cartazes da Maison du livre et de l’affiche, da cidade francesa de Chaumont. As obras pertencem aos períodos de transição do século XIX para o XX e dos anos 80 e 90 do século XX, importantíssimos para as artes gráficas. O primeiro remete ao inicio do uso de cartazes para a divulgação de atividades culturais e produtos nas cidades, o segundo, o esgotamento do modernismo. Trazendo de volta certa rigidez e formalismo, mas sem abandonar certas regras do período anterior, já incorporadas.

pierre bonnard

France-Champagne de Pierre Bonnard

                Dentre as obras do final do século XIX encontram-se cartazes de grandes nomes do grafismo francês, dentre eles: Henri de Toulouse-Lautrec, famoso por pintar a vida boêmia dos cabarés; Firmin Bouisset, que introduziu a figura da criança na publicidade; Pierre Bonnard, pintor que tem seus cartazes influenciados pelo japonismo (caracterizado pelas cores chapadas, contornos espessos para delimitar as superfícies e assimetria); e Jules Chéret, considerado o pai do cartaz na França.

Roman Cieslewicz

Corps Diplomatique de Roman Cieslewicz

                Do cenário contemporâneo, a exposição trouxe obras de: Roman Cieslewicz, polonês considerado um dos maiores mestres do grafismo na segunda metade do século XX; Claude Baillargeon, autor de cartazes engajados como o Liberté, Égalité, Fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade em francês, uma das obras de maior destaque do evendo); e Muriel Paris, que foi uma das mulheres pioneiras na profissão, na década de 80. 

                Uma característica interessante que se percebe ao observar as obras é o engajamento que existe nas contemporâneas, tal postura é inexistente nas da transição do século XX. Talvez um dos maiores representantes dessa tendência atual seja o cartaz Corps Diplomatique (Corpo Diplomático) de Roman Cieslewicz, que exibe um corpo esquelético de forma a lembrar a necessidade de ação de outro corpo, o diplomático.

Toulouse-Lautrec

Le sSalon des Cent de Toulouse-Lautrec

                A exposição esta no instituto Tomie Ohtake, do dia 15 de outubro a 22 de novembro, a quem interessar vale à pena conferir e refletir, a entrada é gratuita.

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Que “raloim” que nada…

Sexta-Feira, 23 Outubro 2009 · 1 Comentário

Por Gabriela Costa e Fernanda Miranda

No dia 31 de outubro é a vez de se comemorar o Dia Nacional do Saci e Seus Amigos. Esse dia foi instituído na cidade de São Paulo por uma lei de março de 2004, graças a uma batalha incrível da associação SOSACI (Sociedade dos Observadores de Saci) e outros voluntários em prol da valorização da cultura nacional. Na data em que o Brasil inteiro comemora o imperialismo americano, através do Halloween, a associação propõe uma resistência cultural, incentivando um resgate a nossa identidade, ao nosso imaginário, aos nossos mitos e lendas: Viva ao Boitatá! Viva ao Curupira! Nada dessa história de “trick or treat?”, viva a simbologia do Saci!saci 1 Para comemorar, no próximo sábado haverá a Festa do Saci, promovida pelo bloco Lira da Vila, com apoio da SOSACI e da Biblioteca Monteiro Lobato. Além disso, ocorrerá uma série de oficinas e apresentações nas próximas semanas – neste sábado haverá uma oficina de Gravura com a consagrada artista Marlene Crespo. Vale a pena tirar a roupinha de bruxinha, conferir a programação e vestir a carapuça do Saci!
Cartaz Festa do Saci

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Por um Ney Matogrosso menos agressivo

Quinta-feira, 22 Outubro 2009 · 1 Comentário

por Felipe Fontana, Marília Marrafon e Rafael Albuquerque

Um mix de bolero, tango e com algumas pitadas de jazz. Diferente de seu último disco, “Inclassificáveis”, Ney Matogrosso deixa transparecer uma necessidade sincera de revezar álbuns mais pesados e introspectivos com gravações mais calmas. Seu comportamento e figurino hostis da última turnê ficaram para trás.

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Ney Matogrosso lança seu 32º álbum, "Beijo Bandido"

“Beijo Bandido”, novo disco de Ney, mostra, além de um caso raro de perfeita harmonia entre um artista de primeira linha e uma grande gravadora, é um trabalho intimista ao seu modo, apresentando uma linhagem mais acústica do cantor.

Conhecido por sua ousadia nos palcos, Ney confirma que mesmo sendo um disco repleto de regravações, há sim um certo ineditismo. “Há ineditismo, sim. Não apenas pelo fato de as músicas terem outras roupagens. Algumas canções são completamente desconhecidas. De dez em dez anos, as pessoas não se lembram de mais nada”, disse o músico.

Em “Beijo Bandido”, ele volta a centrar mais as atenções na canção. E já começa dando ares diferentes para “Tango para Teresa”, sucesso dos anos 70 na voz de Ângela Maria. Outras músicas, como “Nada por Mim”, parceria de Herbert Vianna e Paula Toller e “De Cigarro em Cigarro”, de Luiz Bonfá também são remodeladas pela maneira singular de Ney.

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Arte velha inovada

Terça-feira, 13 Outubro 2009 · 2 Comentários

Por Julia Boarini

Ir ao museu, encontrar obras de arte clássicas, admirá-las, pegar um folheto e ir embora. Até então, era essa a rotina de visitação. A mudança máxima seria fazer uma visita monitorada, com explicações e detalhes de cada quadro. Mas não mais.

Que a Monalisa de DaVinci tem um sorriso enigmático todo mundo sabe, então porque não perguntar a ela o que faz com que sorria assim? Atualmente no Museu de Planejamento de Pequim, você vai descobrir, se souber falar mandarim, que ela engravidou logo depois de um de seus filhos morrer. Parece loucura, mas não é! Pela primeira vez as tecnologias 3D, de reconhecimento de voz e holográfica, são usadas juntamente em uma exposição de arte que vai rodar toda a Ásia. Ainda é possível conversar com Jesus na famosa Santa Ceia e ouvir as esculturas de Apólo e Vênus se exibindo, comparando suas qualidades!

A tecnologia também é utilizada para visitações remotas – pela internet ou por museus. É o caso da Catedral de Sevilha, que pode ser explorada em 3 dimensões daqui do Brasil. Em espanhol ou inglês, o recurso funciona com a instalação de um plugin, disponível para Internet Explorer. O site é  fácil de manusear, bem intuitivo. Na fachada principal, a Porta de Assunção, você cruza com outros visitantes e no Pátio das Laranjeiras você ainda é surpreendido por uma revoada de pombas. O único problema é que toda vez que você clica em uma área nova (são 4 no total), tem que ficar esperando carregar de novo.

Vista 3D do interior da Catedral de Sevilha, faciilmente explorado com o mouse. Repare no visitante atravessando o saguão!

Vista 3D do interior da Catedral de Sevilha, facilmente explorado com o mouse. Repare no visitante atravessando o saguão!

A cidade de Roma é praticamente um museu gratuito e a céu aberto, já que por onde você passa, alguma ruína histórica é encontrada. O problema é que algumas não são disponíveis para os turistas,  e, obviamente, são todas ruínas. Mas, e se, você pudesse caminhar pela Via Flaminia intacta e interagir com os políticos da época? Graças ao Museu dos Banhos de Diocletian com um capacete com visor 3D você pode fazer isso e inclusive comparar o estado natural com o atual dos monumentos.

Este uso da tecnologia é chamado “realidade aumentada” e possui diversas aplicações: pode disponibizar o acesso de materiais diferentes enquanto você assiste um documentário sobre comunidade quilombolas ou até mesmo usar o já manjado Flash para unir de uma maneira única diversos vídeos que mostram a destruição dos Grandes Lagos entre os EUA e Canadá.

Enquanto esperamos nossas obras de arte sofrerem esse upgrade, vale a pena conhecer e explorar o mundo com os cliques do mouse.

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Filmes, muitos e muitos filmes

Sexta-Feira, 9 Outubro 2009 · Deixe um comentário

Colaboração especial para editoria de Comportamento por Beatriz Macruz

Em São Paulo, o cinema é que nem pizza: unanimidade. Pergunte a um paulistano qualquer se assistir filmes faz parte de sua rotina. A probabilidade de uma resposta afirmativa é muito grande. Na locadora ou nas salas de exibição, o cinema faz parte da confusa cultura paulistana, mas existe um pedaço dessa população que vê no cinema mais do que apenas um bom entretenimento rotineiro.

Não é a toa que o cinema é a chamada sétima arte. Há algo que se pensar e sentir sobre enquadramentos, direção de arte e trilhas sonoras, mas a cinefilia, que pela definição do Dicionário UOL – Michaelis é a apreciação das experiências que o cinema proporciona, envolve algo mais. “É como uma doença, um negócio hereditário”, descreve Carlos Macruz Filho, 49 anos de idade, que, com pelo menos 39 de cinefilia, freqüenta a Mostra de Cinema de São Paulo desde sua primeira edição, e contaminou esta que vos escreve, filha dele.

Ele acrescenta: “percebi que o cinema era a grande sacada da arte quando assisti na telona, no mesmo dia, Star Wars e Os Boas Vidas, do Fellini. Duas coisas, dois filmes, totalmente diferentes, mas maravilhosos em suas particularidades”. Dois filmes no mesmo dia? Outra característica do cinéfilo: quanto mais tempo na sala de cinema, melhor. Rafael Gomes, hoje formado em cinema pela FAAP, responsável pelo hilário vídeo Tapa Na Pantera, sucesso no youtube, passava tardes seguidas circulando pelas salas de exibição da cidade.

É uma relação de afeto, propriamente dita, a que o cinéfilo estabelece com as salas de cinema, e os paulistanos da categoria já elegeram as preferidas. Para Rafael, nada é mais charmoso que o bar instalado dentro da sala do Cinesesc, na Rua Augusta. Já a padaria do Reserva Cultural, que fica no prédio da Gazeta, em plena Av. Paulista, é a mais concorrida para uma conversa e um café após um filme, enquanto o Espaço Unibanco não perde para ninguém, com seu café, sua livraria especializada em cinema (no que mais poderia ser?) e as lojas e bares pitorescos em volta, que caracterizam a região.

A Rua Augusta e a Av. Paulista são congestionadas de adeptos da cinefilia. Talvez pela concentração de salas que há por ali. Mas uma paixão em comum traz outras coincidências. O filme Os Sonhadores, do italiano Bernardo Bertolucci, por exemplo, é mais uma unanimidade. O pano de fundo da história é Maio de 68, que traz questionamentos interessantes sobre os jovens daquela época e os da nossa, mas não é essa razão de o filme ser tão cativante. Bertolucci mistura cenas de clássicos, como Acossado, de Jean-Luc Godard, à história de seus personagens, que, por sinal, se autodenominam filmbuffs; a tradução literal de expressão “cinéfilo” para inglês. O resultado plástico é lindo de se ver, mas para o cinéfilo, toca mais fundo: “Os Sonhadores é uma declaração de amor ao cinema”, diz Carlos. E não é que a cinefilia também?

Trecho de Os Sonhadores:

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Vida longa e doce

Sábado, 26 Setembro 2009 · Deixe um comentário

Marcello e Sylvia: a famosa cena na Fontana di Trevi

Marcello e Sylvia: a famosa cena na Fontana di Trevi

Por Beatriz Macruz


Você provavelmente já ouviu falar de um filme meio estranho, de um cineasta italiano de nome mais estranho ainda (Federico?), onde uma loira linda, meio esquisita também, mergulha de roupa e tudo numa fonte famosa que fica em Roma (aposto que você sabe o nome da fonte: Fontana de di Trevi) e grita “Marcello! Marcello!”. Se você não reconheceu nenhuma dessas figuras, com certeza já ouviu o termo “papparazzi” e não escapou da influência que A Doce Vida teve, e ainda têm, no imaginário da nossa sociedade.

O filme, do cineasta italiano Federico Fellini, foi re-exibido, quase 50 anos depois de sua estréia, na última semana, no Ciclo Folha de Cinema e Jornalismo. Seria de espantar se eu contasse que a sessão estava lotada?

A obra de Fellini, as atuações de Marcello Mastroianni e Anita Ekberg e, sem dúvidas, a Fontana di Trevi, jamais seriam esquecidas depois de a A Doce Vida. O filme ainda imortalizou o termo paparazzi; referência ao nome do fotógrafo que acompanha o jornalista interpretado por Marcello Mastroianni, em suas andanças pela Roma pós-guerra, responsável por cenas hilariamente constrangedoras.

Pode-se dizer que A Doce Vida é, de fato, inteiramente engraçado e constrangedor. A angústia do personagem Marcello (Marcello Mastroianni), seduzido pela vida frívola da alta sociedade romana, mas ao mesmo tempo infeliz e frustrado, constrange a nós, espectadores, capazes de rir do tédio que ele não suporta, mas do qual não pode escapar, pois, entre outras razões, é divulgando esse cotidiano nos jornais que ele sobrevive.

A temática do filme, a superficialidade da vida burguesa, não é nenhuma novidade, mas nunca, até então, um diretor a retratara de forma tão intensa. Em dados momentos do filme, sentimo-nos mais entediados e acuados do que o próprio Marcello, mas segundos depois estamos rindo gostosamente do fotógrafo Paparazzo, que não tem nenhum escrúpulo e invade todas as intimidades que aparecem pela frente. A direção e a estética de Fellini, tão particulares, se apoderam de nós, e não nos deixam ir a lugar nenhum sem sua permissão.

De 1960, quando o filme estreou e ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, para cá, os paparazzi se proliferaram por todas as partes, a sociedade atual é tão ou mais superficial quanto àquela que Fellini ousou descrever. Anita Ekberg, ou Sylvia, tão efêmera em cena quanto a própria doce vida, imortalizou, acompanhada de Marcello, a Fontana di Trevi. No dia da morte de Mastroianni, em dezembro de 1996, vários de seus fãs entraram na fonte durante a noite, em homenagem a cena que mesmo aqueles que não viram o filme sabem qual é. Não há nada menos surpreendente e atual do que uma sala de cinema lotada, quando se trata da exibição deste filme. A Doce Vida permanece como obra de arte; constantemente se re-significando no imaginário cinematográfico mundial.

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É o Funk nacional!

Quinta-feira, 24 Setembro 2009 · 1 Comentário

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Foto:!ObaOba

           

Em mais um dia de apresentação em São Paulo, o ritmo singular do Funk Como Le Gusta  atraiu o público para o bairro da Vila Madalena na noite da última sexta-feira (18), em concerto realizado na Bleecker Street, famosa casa noturna da região.

Misturando elementos da antiga black music norte-americana, como o soul e o groove,    com o típico gingado do samba brasileiro, o Funk Como Le Gusta reúne em seu show desde jovens a senhores de meia idade, característica rara de ser avistada nas apresentações das bandas mais modernas. É exatamente o fator abrangente da música do conjunto paulistano que torna as apresentações tão atraentes. Formado em 1998 e composto por dez integrantes, destaca suas apresentações nos instrumentos de sopro, mais conhecidos como metais, das notas graves do trombone ao inconfundível som agudo da flauta transversal. Conheça mais na página do FCLG no MySpace.

Foto: !ObaOba

Foto:!ObaOba

A apresentação na Bleecker Street, localizada na R. Inácio Pereira da Rocha, na Vila Madalena, não fugiu ao modelo dos tradicionais shows da banda. Sem parar de tocar, com raros intervalos entre as músicas, o repertório reuniu músicas já conhecidas pelo público e algumas novas, que, aos poucos, vão sendo incluídas no espetáculo, como citou o próprio vocalista da banda, Emerson Villani, ao subir no palco.  

A peculiaridade das apresentações do Funk Como Le Gusta é, sem dúvida, a notória fidelidade por parte do público, que demonstra conhecer extremamente bem o show, sabendo qual a reação esperada pelos músicos a cada momento. Mesmo assim, sem variações nas apresentações, a banda não deixa de lotar as casas noturnas onde se apresenta, como aconteceu mais uma vez na noite de sexta-feira.  

Acompanhe as novidades da banda pelo twitter: @funkcomolegusta

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Século XXI

Domingo, 20 Setembro 2009 · Deixe um comentário

Glasbergen

Muito mais no site do artista

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Reflexos de Matisse

Sábado, 12 Setembro 2009 · Deixe um comentário

Odalisca com calça vermelha, 1921

Odalisca com calça vermelha, 1921

Por Jussara Caetano

Matisse desenhando uma odalisca

Matisse desenhando uma odalisca

A Pinacoteca de São Paulo no ano da França no Brasil  a exposição Matisse Hoje que apresenta 80 obras do artista francês Henri Matisse que viveu durante o século XX. A exposição é composta também por obras de cinco artistas franceses contemporâneos Cécile Bart, Christiphe Cuzin, Fréderique Lucien, Philippe Richard e Pierre Mabile, que mostram a extensão da influência de Matisse. Além dos quadros e das esculturas é apresentado um documentário que conta uma parte da vida de Matisse pelas palavras de uma amiga que era freira.

            O destaque da mostra é o livro de recortes e colagens chamado Jazz no qual Matisse reproduz com recortes de papéis pintados com guache o ritmo e vibração do jazz, essa técnica também foi aplicada à outros quadros e tomou o nome de “papiers collés“. A presença de figuras femininas em seus quadros surpreende pelo contraste das cores e formas bem definidas.

            Considerado um dos artistas mais completos por desempenhar todos os tipos de experiências relacionadas à artes visuais e plásticas Matisse se destaca por ter influência de grandes pintores como Van Gogh e Paul Cézanne, por esses exemplos ele adotou o Fauvismo em suas obras que são ricas em detalhes das cores e realçava o momento  que era cristalizado pela pintura com a intenção de somente registrar os objetos.

            Apesar de ter vivido durante o período das guerras mundiais suas obras não retrata os dilemas mundiais e a situação da França dentro da segunda guerra mundial, mas pelas cores e alegria de seus quadros o artista queria devolver ao mundo uma esperança.

Exposição Matisse Hoje

Pinacoteca do Estado de São Paulo

De 5/09 a 1/11

Aberta de terça a domingo das 10h às 17h30, com permanência até as 18h – Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca):R$6,00 e R$3,00 (meia), entrada gratuita para menores de 10 anos. Grátis aos sábados.

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