“Para os que viajam, as estrelas são guias”, assim a exposição “O pequeno príncipe na Oca” nos leva a navegar nas lembranças mais doces da infância. Os ambientes são cercados de estrelas que dão luz ao universo do pequeno príncipe que inspira a imaginação e emociona com a singeleza e as imagens poéticas.
Pequeno Príncipe
O projeto cenográfico da exposição materializa a vida de Sant Exupéry contanto a história de sua vida e exaltando a paixão do autor pela aviação, com uma replica do avião e objetos pessoais mesclando aspectos semelhantes da vida do autor com O pequeno Príncipe.
Anoine de Sant-ExupéryAmbiente com réplica do avião
A exposição é parte da comemoração do ano da França no Brasil, o autor do pequeno príncipe Antoine de Sant Exupéry foi um aviador e como escritor seus textos eram caracterizados pela guerra e a aviação. O pequeno príncipe foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos, em meio aos conflitos da segunda guerra, Sant Exupéry construiu um mundo cheio de personagens que tem uma carga de simbólica e faz um contraste com a vida turbulenta da guerra, poder de humanização do livro para uma sociedade que perdia seus valores e o significado da vida.
A importância do resgate de obras como esta que através de uma forma lúdica desafia o homem a repensar seu papel no mundo é essencial quando nos deparamos em uma época conturbada como agora.
A arte do grafite revelada pelos OsGemeos, que invadiu o mundo com sua personalidade e os traços urbanos das grandes metrópoles é apresentada em uma exposição no Museu de Arte Brasileira.
Otávio e Gustavo Pandolfo
Típicos paulistanos, Otávio e Gustavo Pandolfo começaram sua carreira pintando muros do Cambuci e logo ganharam o mundo, seus traços inconfundíveis podem ser encontrados andando pelas ruas de São Paulo, entre suas pinturas em São Paulo está a fachada da Fortes Vilaça, no bairro da Vila Madalena, com quem eles tem contrato. No exterior suas obras mais conhecidas estão em Londres na fachada do Tate Modern e em NY no muro que cruza a Bowery com a Houston.
Fachada Fortes Vilaça
A mesma cidade que foi o reduto da arte d’OSGEMEOS cometeu o “engano” no ano passado de apagar seus grafites por causa de um projeto da prefeitura que pretendia revitalizar fachadas da região central, em um dos casos foi apagado um mural de 680 metros entre Avenida 23 de Maio e o elevado Costa e Silva. Alguns meses depois foi reinaugurado com um novo grafite d’OSGEMEOS e mais quatro artistas, quanto aos outros grafites apagados não houve reposição.
A exposição condensa grafites e esculturas inéditas que refletem o mundo urbano como um caleidoscópio que entre a realidade e o sonho e enche os olhos de quem vê. Com um vasto histórico suas obras já percorreram o mundo e fascinam a todos pelos contrastes entre a melancolia e a alegria das cores que criam um mundo lúdico e que nas entrelinhas fazem uma crítica social, quebrando o preconceito contra o grafite e arte de rua que é desenvolvida por quem, na maioria das vezes, está a margem da sociedade e dissociando o grafite da pichação.
A exposição ”O espetáculo esta na rua”, mais um evento do ano da França no Brasil, traz uma coleção de 72 cartazes da Maison du livre et de l’affiche, da cidade francesa de Chaumont. As obras pertencem aos períodos de transição do século XIX para o XX e dos anos 80 e 90 do século XX, importantíssimos para as artes gráficas. O primeiro remete ao inicio do uso de cartazes para a divulgação de atividades culturais e produtos nas cidades, o segundo, o esgotamento do modernismo. Trazendo de volta certa rigidez e formalismo, mas sem abandonar certas regras do período anterior, já incorporadas.
France-Champagne de Pierre Bonnard
Dentre as obras do final do século XIX encontram-se cartazes de grandes nomes do grafismo francês, dentre eles: Henri de Toulouse-Lautrec, famoso por pintar a vida boêmia dos cabarés; Firmin Bouisset, que introduziu a figura da criança na publicidade; Pierre Bonnard, pintor que tem seus cartazes influenciados pelo japonismo (caracterizado pelas cores chapadas, contornos espessos para delimitar as superfícies e assimetria); e Jules Chéret, considerado o pai do cartaz na França.
Corps Diplomatique de Roman Cieslewicz
Do cenário contemporâneo, a exposição trouxe obras de: Roman Cieslewicz, polonês considerado um dos maiores mestres do grafismo na segunda metade do século XX; Claude Baillargeon, autor de cartazes engajados como o Liberté, Égalité, Fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade em francês, uma das obras de maior destaque do evendo); e Muriel Paris, que foi uma das mulheres pioneiras na profissão, na década de 80.
Uma característica interessante que se percebe ao observar as obras é o engajamento que existe nas contemporâneas, tal postura é inexistente nas da transição do século XX. Talvez um dos maiores representantes dessa tendência atual seja o cartaz Corps Diplomatique (Corpo Diplomático) de Roman Cieslewicz, que exibe um corpo esquelético de forma a lembrar a necessidade de ação de outro corpo, o diplomático.
Le sSalon des Cent de Toulouse-Lautrec
A exposição esta no instituto Tomie Ohtake, do dia 15 de outubro a 22 de novembro, a quem interessar vale à pena conferir e refletir, a entrada é gratuita.
No dia 31 de outubro é a vez de se comemorar o Dia Nacional do Saci e Seus Amigos. Esse dia foi instituído na cidade de São Paulo por uma lei de março de 2004, graças a uma batalha incrível da associação SOSACI (Sociedade dos Observadores de Saci) e outros voluntários em prol da valorização da cultura nacional. Na data em que o Brasil inteiro comemora o imperialismo americano, através do Halloween, a associação propõe uma resistência cultural, incentivando um resgate a nossa identidade, ao nosso imaginário, aos nossos mitos e lendas: Viva ao Boitatá! Viva ao Curupira! Nada dessa história de “trick or treat?”, viva a simbologia do Saci! Para comemorar, no próximo sábado haverá a Festa do Saci, promovida pelo bloco Lira da Vila, com apoio da SOSACI e da Biblioteca Monteiro Lobato. Além disso, ocorrerá uma série de oficinas e apresentações nas próximas semanas – neste sábado haverá uma oficina de Gravura com a consagrada artista Marlene Crespo. Vale a pena tirar a roupinha de bruxinha, conferir a programação e vestir a carapuça do Saci!
Ir ao museu, encontrar obras de arte clássicas, admirá-las, pegar um folheto e ir embora. Até então, era essa a rotina de visitação. A mudança máxima seria fazer uma visita monitorada, com explicações e detalhes de cada quadro. Mas não mais.
Que a Monalisa de DaVinci tem um sorriso enigmático todo mundo sabe, então porque não perguntar a ela o que faz com que sorria assim? Atualmente no Museu de Planejamento de Pequim, você vai descobrir, se souber falar mandarim, que ela engravidou logo depois de um de seus filhos morrer. Parece loucura, mas não é! Pela primeira vez as tecnologias 3D, de reconhecimento de voz e holográfica, são usadas juntamente em uma exposição de arte que vai rodar toda a Ásia. Ainda é possível conversar com Jesus na famosa Santa Ceia e ouvir as esculturas de Apólo e Vênus se exibindo, comparando suas qualidades!
A tecnologia também é utilizada para visitações remotas – pela internet ou por museus. É o caso da Catedral de Sevilha, que pode ser explorada em 3 dimensões daqui do Brasil. Em espanhol ou inglês, o recurso funciona com a instalação de um plugin, disponível para Internet Explorer. O site é fácil de manusear, bem intuitivo. Na fachada principal, a Porta de Assunção, você cruza com outros visitantes e no Pátio das Laranjeiras você ainda é surpreendido por uma revoada de pombas. O único problema é que toda vez que você clica em uma área nova (são 4 no total), tem que ficar esperando carregar de novo.
Vista 3D do interior da Catedral de Sevilha, facilmente explorado com o mouse. Repare no visitante atravessando o saguão!
A cidade de Roma é praticamente um museu gratuito e a céu aberto, já que por onde você passa, alguma ruína histórica é encontrada. O problema é que algumas não são disponíveis para os turistas, e, obviamente, são todas ruínas. Mas, e se, você pudesse caminhar pela Via Flaminia intacta e interagir com os políticos da época? Graças ao Museu dos Banhos de Diocletian com um capacete com visor 3D você pode fazer isso e inclusive comparar o estado natural com o atual dos monumentos.
A Pinacoteca de São Paulo no ano da França no Brasil a exposição Matisse Hoje que apresenta 80 obras do artista francês Henri Matisse que viveu durante o século XX. A exposição é composta também por obras de cinco artistas franceses contemporâneos Cécile Bart, Christiphe Cuzin, Fréderique Lucien, Philippe Richard e Pierre Mabile, que mostram a extensão da influência de Matisse. Além dos quadros e das esculturas é apresentado um documentário que conta uma parte da vida de Matisse pelas palavras de uma amiga que era freira.
O destaque da mostra é o livro de recortes e colagens chamado Jazz no qual Matisse reproduz com recortes de papéis pintados com guache o ritmo e vibração do jazz, essa técnica também foi aplicada à outros quadros e tomou o nome de “papiers collés“. A presença de figuras femininas em seus quadros surpreende pelo contraste das cores e formas bem definidas.
Considerado um dos artistas mais completos por desempenhar todos os tipos de experiências relacionadas à artes visuais e plásticas Matisse se destaca por ter influência de grandes pintores como Van Gogh e Paul Cézanne, por esses exemplos ele adotou o Fauvismo em suas obras que são ricas em detalhes das cores e realçava o momento que era cristalizado pela pintura com a intenção de somente registrar os objetos.
Apesar de ter vivido durante o período das guerras mundiais suas obras não retrata os dilemas mundiais e a situação da França dentro da segunda guerra mundial, mas pelas cores e alegria de seus quadros o artista queria devolver ao mundo uma esperança.
Aberta de terça a domingo das 10h às 17h30, com permanência até as 18h – Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca):R$6,00 e R$3,00 (meia), entrada gratuita para menores de 10 anos. Grátis aos sábados.
A Galeria Vermelho desponta na cena, como uma das mais vanguardistas e promissoras do Brasil. Muito se deve a proposta menos “careta”, a boa triagem de novos artistas e a constante efervescência de eventos e coletivos de arte…
Atualmente duas indivduais bacanas dominam as salas da Vermelho. Trata-se da Fortuna e Recusa ou Ukyio-e (a imagem de um mundo flutuante), de Ana Maria Tavares nas salas 1 e 2; e A Ordem dos Tratores Não Altera o Viaduto, de Marcelo Cidade, sala 4. Mas o que torna a visita indispensável é o projeto anexo: Cícera.
Inicialmente, o imóvel da rua Minas Gerais 364, que hoje abriga o Cícera deveria pertencer à Galeria Vermelho. Entretanto, devido a falta de verba, ele foi adquirido pela família de uma de suas artistas plásticas, Chiara Banfi. Em parceria com os diretores da Vermelho, Eliana Finkelstein e Eduardo Brandão, o reverenciado artista mexicano radicado no Brasil, Héctor Zamora, que tem na bagagem vasta experiência com intervenções urbanas, foi convidado para assinar o projeto artístico e arquitetônico.
A história é a seguinte: Zamora e seu assistente Mauro Nagasse se instalaram na sala 3 da vermelho e de acordo com a maquete manejável 1:10 desenvolveram o projeto durante um ano. Para isso contaram também com a opinião dos frequentadores da galeria que acompanharam paulatinamente a construção e a maquete – também exposta no imóvel.
A idéia do Cícera é um protótipo de uma casa de artistas completamente inteligente e sustentável. Três ateliês e áreas externas comuns compõem o projeto, espaços flexíveis que podem ser modificados de acordo com as necessidades e desejos de seus futuros habitantes, criam uma situação arquitetônica transitória passível de transformações. Com esse intuito, os espaços e suas delimitações, foram divididos em níveis interligados por escadas e portas, e não por paredes.
Zamora buscou aproveitar ao máximo os recursos naturais disponíveis. A água pluvial, por exemplo, passa por um sistema de captação e filtragem e reaproveitamento; a ventilação flui naturalmente por entre os tetos e portas de vidro; o aquecimento da água é feito por coletores de energia solar; a iluminação artificial não é necessária durante o dia, pois todos os espaços contam com amplas janelas e entradas de luz que criam ambientes claros e translúcidos. À noite, as luzes artificiais iluminam ao máximo com o mínimo de energia elétrica. Para facilitar os deslocamentos no espaço, Zamora convidou o designer Francisco Jimenez para desenvolver os módulos das três cozinhas, e os jardins foram pensados com a participação do artista Fernando Limberger.
Para a inauguração do Cícera foi aberta uma passagem interligando à sala 3 da Vermelho. Até o dia 20 de dezembro os visitantes poderão conhecer a casa que acomodará várias instalações que guardam a mesma idéia de flexibilidade dada por Zamora aos espaços da casa. Poderão ser vistos trabalhos do grupo SUPERFLEX, João Loureiro, Daniel Senise, André Komatsu, Carla Zaccagnini, além de um minucioso estudo acerca da reforma.
Um díalogo totalmente inovador entre arte, arquitetura e sustentabilidade…
Galeria Vermelho
Rua Minas Gerais, 350
São Paulo
(11) 3138-1520
Nas amplas salas de galerias de arte, nas vernissages mais badaladas e nas conversas de marchands poderosos só se ouve um nome: Rodolpho Parigi.
O aquecido mercado das artes plásticas poem em voga na lista dos colecionadores mais antenados, as telas de Parigi. Apadrinhado pela consagradíssima Adriana Varejão, foi ela quem participou da monografia da faculdade de artes plásticas (FAAP) cursada por Rodolpho. Aos 25 anos, depois de morar por um tempo na Espanha, foi que ingressou no segundo curso universitário ainda sem saber o sucesso que o esparava anos depois. Com 31 e récem formado, já vende telas a R$20 mil. Trata-se de uma façanha ímpar que como consequencia garante que uma assintura deste rapaz seja hoje das mais seguras neste mercado que ainda apresenta algum risco.
Quanto às suas desejadas telas, Rodolpho revela que elas são predominantemente pictóricas, mais abstratas do que figurativas. Temas recorrentes são a dança e a música, duas de suas paixões ou mesmo movimentos que o próprio autor realiza quando está pintando, ou seja, uma interessante metalinguagem. Explosões de cores e formas orgânicas e psicodélicas em díalogo com uma precisão formal são aspectos presentes nas obras do artista.
Até fevereiro de 2009, Parigi passa boa parte de seus dias em seu récem inaugurado atelier onde poduz cada tela no período de 1 mês e meio. É nesta data que deve estréiar sua individual na galeria dona de seu passe, a Nara Roesler – uma das mais bacanas do circuito paulistano.
Vale ficar ligado em outros nomes proeminantes na cena como Rodrigo Bivar, Fernanda Barreto, Bruno Dunley e Maria Rheingartz…
Sábado passado fui à Estação Pinacoteca conferir se Beatriz Milhazes vale mesmo o mais de U$ 1 milhão pelo qual um quadro seu foi arrematado em leilão da Sotheby’s ou se, como artista, ela é mesmo uma ótima decoradora. Voltarei ao assunto outro dia pois, uma vez lá, o que chamou minha atenção mesmo foi a exposição “A Era da divergência: Arte e cultura visual no México 1968 – 1997″, que fica em cartaz até 16 de novembro.
As obras, ou anti-obras, foram todas produzidas em um perídodo de turbulência polícica e econômica no país. Logo na entrada, aprendemos que o trabalho desses artistas era um contraponto à passividade dos hippies dos anos 60, ou seja, arte ativista e “para todos”. A inspiração máxima era John Cage.
Instalação (sim, é um corpo embrulhado no chão) sem nome
A assinatura da maioria das peças é coletiva. O grupo Suma, o Germinal, o Mira, o Marco e o No Grupo (Não-Grupo) tinham como marca registrada o que só chegaria anos mais tarde ao Brasil com o nome de “street art” – stêncils, grafites, e lambe-lambes.
Stêncial do grupo Suma (1976-82) encontrado em tapumes
Uma série de fotos, penduradas com pregadores em dois varais, mostra cenas cotidianas da “Zona rosa”. Há prostitutas, vitrines de lojas decadentes, senhores de terno e chapéu. O artista, Adolfo Patiño, assina simplesmente como “Adolfotógrafo”. Ele foi o criador do primeiro grupo de fotógrafos independentes do país. O tema recorrente era o cotidiano do mexicano comum.
A mostra na sala adjacente, Insurgências, traz fotos e instalações da época da guerra na América Central, também é imperdível. Destaque para a “vitrine” do presidente mais odiado de todos os tempos (se não me engano é este mesmo o nome da obra), com diversos bonecos, desenhos e máscaras com o rosto de Salinas, inclusive uma que sua cabeça, minúscula, arremata um corpinho sujo de rato.
Duas exposições merecem atenção neste momento, uma que está acabando e a outra prestes a começar. Ambas têm apelo feminino, por motivos opostos (e igualmente válidos).
“Primeiro Expressionismo Alemão: Paula Modersohn-Becker e os Artistas de Worpswede – Desenhos e Gravuras (1895-1906)”, fica até dia 5 no mezanino do MASP. São 64 desenhos e gravuras, 19 fotografias e 11 livros que mostram a relação do um grupo de artistas alemães com a natureza.
Paula Modersohn-Becker foi a primeira artista do país a retratar-se nua. Considerada feminista, morreu aos 31 anos de embolia sem nenhum reconhecimento por sua obra. É possível ver em seus traços influências de Cézanne, Gauguin e Van Gogh (que ficam expostos no acervo do museu, é possível subir no segundo andar e comparar).
Auto-retrato, 25 de maio de 1906 (aos 30)
Worpswede era um tipo de Woodstock das artes, um lugar onde jovens artistas reuniam-se para criar longe do tradicionalismo acadêmico vigente na época. Os desenhos mostram cenas de natureza e pessoas em atos cotidianos, traços carregados de expressão. Há também fotos do local, que parecia uma vila medieval. Completam a exposição citações de Rainer Maria Rilke, que também era frequentador do local.
Já “Papiers à la mode” estréia no museu da FAAP dia 11 de outubro. A exposição narra a história da moda nos últimos 300 anos através de modelos de papel em tamanho natural feitos pela artista plástica Isabelle de Borchgrave. A referência mais antiga é um vestido da rainha Elizabeth I da Inglaterra, de 1599, e a mais moderna um vestido de noiva de sua própria autoria. A entrada no Museu da FAAP é gratuita.