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Tempestade especulativa

Quarta-feira, 11 Novembro 2009 · 2 Comentários

Por Maria Confort

apagão

Avenida Paulista às escuras durante o apagão (Foto: Antonio Roberto Vilela Jr/VC no G1)

A população busca respostas sobre o blecaute que atingiu na noite desta terça feira (10), 15 Estados Brasileiros, e o Paraguai.

Primeiro, houve a especulação sobre a invasão hacker no sistema de energia do País, como foi dito pelo programa norte americano “60 minutes”. No último dia 8, o programa da rede CBS apontou, durante uma reportagem sobre a ameaça de ataques cibernéticos contra os Estados Unidos, que a causa dos dois apagões no Brasil ocorridos nos últimos quatro anos, foi o ataque de hackers aos mecanismos de controle do sistema energético brasileiro, mas essa hipótese foi negada pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Agora às atenções se voltam para a usina hidrelétrica de Itaipu. Na madrugada de hoje (11), a Estação Bandeirantes de Rádio mencionou durante a cobertura do apagão, que a causa do blecaute provavelmente foi um problema na usina hidrelétrica de Itaipu, já que o Paraguai também ficou no escuro, e a hidrelétrica além de abastecer a maioria dos Estados brasileiros, também gera energia para o Paraguai.

“O governo está mais interessado na recomposição do sistema, do que em determinar a causa”, disse o ministro Edson Lobão, em entrevista para a terra TV. E ainda reforçou a hipótese de que um problema atmosférico, iniciado na hidrelétrica, pode ter causado interferência nas linhas de transmissão, e atrapalhado a iluminação de todo o País.

Em contra ponto, a Itaipu Binacional divulgou uma nota na madrugada desta quarta-feira, tirando da usina a responsabilidade pelo início do problema, “A causa do blecaute não teve origem na usina de Itaipu. A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó”, diz a nota.

O presidente Lula marcou para hoje (11) uma reunião emergencial, com o intuito de discutir e esclarecer as indagações do País a respeito do apagão.

Decorrendo ou não por um efeito dominó, tudo indica que o blecaute aconteceu devido à tempestade que caíra sobre as linhas de transmissão da usina de Itaipu.

Uma usina hidrelétrica gera energia através do movimento das turbinas em um rio. Um sistema elétrico de energia, que distribui o que foi produzido, é constituído por uma rede interligada de linhas de transmissão (transporte). Nessa rede estão ligadas as cargas (pontos de consumo de energia) e os geradores (pontos de produção de energia). Uma central hidrelétrica é uma instalação ligada à rede de transporte que injeta uma porção da energia solicitada pelas cargas.

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Pessoas tentam encontrar carona na avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Estado carioca também foi afetado pelo apagão. Foto: Wilton Júnior/AE

A partir da declaração da Itaipu Binacional, resta a reflexão a respeito do potencial tecnológico do Brasil. Uma tempestade pode ter a força necessária para interromper o funcionamento do suporte elétrico de um País? Edson Lobão afirmou que o sistema é confiável e um dos mais eficientes do mundo, “o ocorrido foi um acidente”.

A explicação técnica é que, uma vez que uma linha de transmissão sai fora do sistema, por segurança outras linhas também são interrompidas.

O blecaute de ontem, primeiramente em todo o Centro-Sul do País, aconteceu por que um problema em um dos dois sistemas de tranmissão da estatal Furnas – que trazem energia da hidrelétrica de itaipu ao Brasil – provocou esse desligamento automático das turbinas da usina.

“Quando as linhas de transmissão são desligadas, a usina tem um mecanismo automático que desliga as turbinas para evitar problemas nos equipamentos”, disse o assessor da diretoria-geral do Paraguai em Itaipu, Hector Richer Bécker, em entrevista ao Estadão online.

Mesmo com toda a explicação técnica, a população continua confusa e desconfiada, “A gente lembra de outros apagões, mais a maioria foi por que estavamos gastando muita energia, não é?”, indagou a estudante de jornalismo, Gabriela Doninho.

Sim, nos últimos dois anos do governo FHC a população reduziu o consumo de energia por medo da crise do apagão em 1999, que teve início em uma subestação de energia elétrica da Cesp em Bauru (SP), ou seja, a população estava usando demais e isso exigia mais que a capacidade dos reservatorios de energia .

Mas em 2005 e em 2007, os apagões também foram causados por interrupção das linhas de transmissão da central Furnas (mesmo que hajam as especulações sobre uma invasão hacker), e isso deixa Gabriela preocupada, “o que vai acontecer daqui pra frente? É a força da natureza, o descaso dos responsáveis pela nossa segurança, ou tem algum outro motivo escondido e ninguém conta pra gente?”.

A hidréletrica de Itaipu já funciona normalmente, mesmo no mal tempo.

(Confira a cobertura do apagão feita pelo PUCf5, visitando os posts antigos e atualizando sempre a nossa página!)

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Os flashes do apagão

Quarta-feira, 11 Novembro 2009 · 1 Comentário

por Carlos Carrer, Guilherme Palenzuela, Kim Paiva e Pedro Sciarotta

A noite do dia 10 de novembro foi marcada por um apagão, que deixou às escuras diversos estados do Brasil, atingindo até mesmo a Assunção, no Paraguai. 

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Em São Paulo, Avenida Nove de Julho é iluminada pelas luzes dos automóveis. CAIO GUATELLI/FOLHA IMAGEM

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Fiscais da CET tentam organizar o caos causado pelo apagão na Avenida Faria Lima, em São Paulo. MASTRANGELO REINO/FOLHA IMAGEM

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Moradores da região da Grande São Paulo sofrem com a falta dos trens durante a queda de energia. AYRTON VIGNOLI/FOLHA

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O apagão também atingiu o litoral de São Paulo, deixando cidades como Santos às escuras. RICARDO NOGUEIRA/FOLHA IMAGEM

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O blecaute, causado por uma falha na Usina de Itaipu, atingiu até mesmo Assunção, no Paraguai. ABC-PARAGUAY

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Em meio à Avenida São João, São Paulo amanheceu apagada. RODRIGO PAIVA/UOL

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No escuro, São Paulo vive o caos

Quarta-feira, 11 Novembro 2009 · 1 Comentário

Por Eduardo Ribeiro e Rafael Regis

O apagão na última noite, dia 10/11, espalhou o caos pela cidade de São Paulo. A partir das 22:13 a cidade começou a ficar na escuridão. O trânsito parou e foram registradas diversas ocorrências de crime durante o blecaute.

Com praticamente 100% dos semáforos desligados e nenhuma iluminação, a não ser a do farol dos próprios carros, as ruas de São Paulo se tornaram um território sem lei. A avenida Paulista ficou completamente engarrafada. Nos dois sentidos o trânsito era tão intenso que até suas transversais ficaram congestionadas. Na região em torno do Elevado Costa e Silva, vulgo “Minhocão”, além de trânsito sem fluência, os pontos de ônibus estavam completamente lotados e  as pessoas disputavam para entrar nos táxis que passavam.  

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Trânsito caótico na Avenida Paulista durante o apagão.

CPTM e Metrô também pararam. Em algumas linhas haviam passageiros dentro dos vagões na hora do blecaute. A CPTM abriu as portas para que as pessoas pudessem seguir seu caminho a pé. Assim que a energia caiu, as estações foram fechadas. Na estação Anhangabaú os usuários se aglomeraram nas catracas para esperar a normalização do sistema. Nas obras da linha amarela, os funcionários foram rapidamente retirados, evitando qualquer acidente.

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Pessoas aguardam a volta do funcionamento dos trens.

Muitos criminosos se aproveitaram da falta de luz para agir. Arrastões ocorreram na saída da estação Anhangabaú e também na Av. Brigadeiro Luís Antônio, no centro. Nas estações Marechal Deodoro e Brás do Metrô, os passageiros saíram correndo do local alegando que estavam sendo vítimas de roubo. Já na Av. São João, usuários de crack atacavam os pedestre.

Os crimes continuaram por toda a cidade. Nos Jardins quatro homens encapuzados cometeram diverssos assaltos. Até agora, o único registro de homicídio foi de uma mulher assassinada durante um assalto no Jabaquara, Zona Sul. O número de chamadas para a polícia aumentou em 23%, o que fez o Comando da PM  convocar policiais de folga para  reforçar a segurança nas ruas. Os dados oficiais sobre a onda de criminalidade durante o apagão ainda não foram divulgados.

O rodízio de veículos foi suspenso para o horário da manhã. A circulação de trens e metrô, assim como a de ônibus, é normal. Quase todos os semáforos estão funcionando. A cidade parece se recuperar do trauma da última madrugada.

Créditos: Portal R7, O Globo, G1, estadao.com.br.

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Jornal paraguaio noticia o Apagão

Quarta-feira, 11 Novembro 2009 · 2 Comentários

por Bárbara Vidal

O jornal paraguaio ABC atribuiu o blecaute que atingiu grande parte do Brasil e quase todo o Paraguai na noite desta terça-feira a um problema causado em uma linha de alta tensão na região de São Paulo. O ONS (Operador Nacional do Sistema) negou a informação.

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Jornal paraguaio ABC

Leia mais no site da Folha Online

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O Carnaval além do desfile

Segunda-feira, 9 Novembro 2009 · 3 Comentários

Por Eduardo Ribeiro

A festa irá ocorrer apenas nos dias 12 e 13 de Fevereiro de 2010, sexta e sábado respectivamente, mas as escolas de samba paulistanas já tem tudo quase pronto para ir à avenida. Todas já definiram seus temas e sambas-enredos para o Carnaval. Uma preparação de muito tempo para apenas algumas horas de desfile no Sambódromo do Anhembi. Serão 14 escolas a desfilar no grupo especial esse ano: Acadêmicos do Tucuruvi, Águia de Ouro, Gaviões da Fiel, Imperador do Ipiranga, Império de Casa Verde, Leandro de Itaquera, Mancha Verde, Mocidade Alegre (atual campeã), Pérola Negra, Rosas de Ouro, Tom Maior, Vai-Vai, X-9 Paulistana e Unidos de Vila Maria.

Por trás de um desfile de grande porte existem muitos componentes, que muitas vezes passam despercebidos do público. Para entender um pouco dos bastidores o blog visitou a escola Águia de Ouro, localizada no bairro da Pompéia, zona oeste da cidade. O Águia (“o” por ser Grêmio Recreativo Escola de Samba), escola tradicional, disputou o último Carnaval no grupo de acesso, uma espécie de segunda divisão, mas conseguiu subir em primeiro lugar. A escola sempre foi conhecida por trazer temas polêmicos e inovadores à avenida, como, em 2004, a culinária, trazendo Ana Maria Braga recém recuperada de câncer, em 2005, a fome e em 2006, a pedofilia. Esse ano o enredo do Águia é sobre Ribeirão Preto. Rafael, diretor da Ala “Vem que tem”, esclareceu algumas coisas sobre a escola e o carnaval paulistano em geral.

Quadra da escola Aguia de Ouro

Quadra da escola Águia de Ouro

Os preparativos para o desfile geralmente começam uma semana após a apuração do ano anterior, inicialmente com a escolha do enredo, para depois desenvolver o desfile em cima dele . Rafael diz que a produção da festa movimenta muito dinheiro, tendo carros alegóricos que chegam a custar 100 mil reais. “Só a produção da minha Ala custa 15 mil” diz Rafael. O dinheiro para tudo isso vem da Liga das escolas de Samba, colaboradores simpatizantes da escola, patrocínios, festas, venda de camisas, fantasias e CDs. No caso de sua Ala, Rafael diz que gasta os 15 mil no início do processo, para ser reembolsado apenas depois, com a venda das fantasias do desfile, que chegam a custar em torno de 300 reais. Perguntado se a origem de parte do dinheiro poderia ser ilícita ele diz: “Aqui no Águia não, mas ainda existe muita sacanagem no meio do samba”.  

Sobre a rivalidade entre as escolas ele fala que são todas coirmãs, mas que nos momentos de concentração, com os carros alegóricos no sambódromo, já ocorreram muitos boicotes entre escolas. “Agora tem segurança, fica mais difícil fazer alguma coisa, mas antes acontecia muito”. Ele explica a razão: “Um defeito no carro pode fazer a escola perder meio ponto, que é muita coisa”. Todo esse esforço para no final a recompensa de ser campeão, que acarreta uma cota maior de dinheiro da Liga, além de uma valorização da escola, que poderá, por exemplo, vender as fantasias por um preço mais elevado no ano seguinte. Rafael ainda brinca: ” Todo mundo quer aparecer na globo também”.

Um ano de trabalho, mobilizando toda uma comunidade, um bairro, uma região. Pessoas que dão o sangue por uma paixão, sua escola. Todos se mobilizam por um objetivo, o desfile. Ser o campeão, realmente não é o mais importante, mas fazer bonito na avenida, contagiar o público com o samba. Esse é o verdadeiro espírito do carnaval, seja no Anhembi, na Sapucaí, em Olinda ou em qualquer lugar, não a competição, mas a alegria.

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“Bunka no Hi”

Terça-feira, 3 Novembro 2009 · 1 Comentário

por Bárbara Vidal

“Bunka no Hi” traduzindo do japonês para o português é o Dia da Cultura, que é comemorado todo o dia 3 de novembro desde a era Meiji, originalmente sendo celebrado como o aniversário do Imperador.

Feriado nacional no Japão, este dia é um marco para a promoção de valores adotados no país a partir do ano de 1946- pós-guerra- em que também foi oficializada a Constituição japonesa.

De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social, no “Bunka no Hi”, desde 1937, é realizada uma premiação chamada “Bunka Kushou”, em que o imperador entrega um prêmio ao intelectual de destaque do ano, que pode não ser, necessariamente, do país.

As comemorações do Dia da Cultura serão também no Brasil, com a 3ª Grande Exposição de Arte Bunkyo até o dia 8 deste mês, que reunirá quase 300 obras de artes plásticas e arte craft distribuídas em três ambientes do Edifício Bunkyo, no bairro da Liberdade (São Paulo-SP).

japão

Espetáculo Mawaca

 Além de apresentações musicais aos domingos que acontecerão no Pavilhão Japonês- no Parque do Ibirapuera- nos dias 11, 18, 25 de novembro e em 9 de dezembro, das 11h às 12h.

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A magia da arte de rua

Domingo, 1 Novembro 2009 · 1 Comentário

Por Jussara Caetano

 A arte do grafite revelada pelos OsGemeos, que  invadiu o mundo com sua personalidade e os traços urbanos das grandes metrópoles é apresentada em uma exposição no Museu de Arte Brasileira.

Otávio e Gustavo Pandolfo

Otávio e Gustavo Pandolfo

Típicos paulistanos, Otávio e Gustavo Pandolfo começaram sua carreira pintando muros do Cambuci e logo ganharam o mundo, seus traços inconfundíveis podem ser encontrados andando pelas ruas de São Paulo, entre suas pinturas em São Paulo está a fachada da Fortes Vilaça, no bairro da Vila Madalena, com quem eles tem contrato. No exterior suas obras mais conhecidas estão em Londres na fachada do Tate Modern e em NY no muro que cruza a Bowery com a Houston.

Fachada Fortes Villaça

Fachada Fortes Vilaça

A mesma cidade que foi o reduto da arte d’OSGEMEOS cometeu o “engano” no ano passado de apagar seus grafites por causa de um projeto da prefeitura que pretendia revitalizar fachadas da região central, em um dos casos foi apagado um mural de 680 metros entre Avenida 23 de Maio e o elevado Costa e Silva. Alguns meses depois foi reinaugurado com um novo grafite d’OSGEMEOS  e mais quatro artistas, quanto aos outros grafites apagados não houve reposição.

A exposição condensa grafites e esculturas inéditas que refletem o mundo urbano como um caleidoscópio que entre a realidade e o sonho e enche os olhos de quem vê. Com um vasto histórico suas obras já percorreram o mundo e fascinam a todos pelos contrastes entre a melancolia e a alegria das cores que criam um mundo lúdico e que nas entrelinhas fazem uma crítica social, quebrando o preconceito contra o grafite e arte de rua que é desenvolvida por quem, na maioria das vezes, está a margem da sociedade e dissociando o grafite da pichação.

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Solução Errada para o Trânsito

Terça-feira, 27 Outubro 2009 · 2 Comentários

por Gabriela Doninho

O Governo do Estado de São Paulo começou as obras de Expansão da Marginal Tietê. Por causa do imenso e estressante engarrafamento que a atinge nos horários de pico, a Marginal ganhará duas novas pistas, num total de 23 km de obras para cada lado e três novas faixas.

Já foi realizado o bloqueio de cinco pontes, sendo elas a Ponte das Bandeiras, da Casa Verde, da Freguesia do Ó, do Limão e da Vila Maria (Jânio Quadros), tanto para as obras da rodovia, quanto para que seja feita uma manutenção. Os transtornos têm conseqüências: cerca de 40% a mais de lentidão nas pistas, 40% a mais de tempo perdido.

O empreendimento, orçado em R$ 1,3 bilhão, contará com investimentos não só do governo, mas também das concessionárias administradoras das Rodovias Ayrton Senna/Carvalho Pinto e Bandeirantes/Anhanguera, que contam com o dinheiro dos pedágios.

Trânsito em São Paulo

Porém, esse assunto gera controvérsias. Discutir a diminuição do trânsito na maior capital do Brasil é sempre motivo de discórdias, e o que não se pode negar é que a lentidão do tráfego em São Paulo sempre tende a aumentar, como tem acontecido ano após ano. Continuarão surgindo mais pessoas e mais carros e futuramente – num futuro nada distante – o R$ 1,3 bilhão terá sido investido em mais alguns km de transito conturbado.

Com esse investimento financeiro, um pouco mais de tempo e menos transtornos, não seria mais racional investir em transporte público?

O incentivo ao abandono dos automóveis particulares em casa aliviaria muito mais as rodovias. Quantos carros o metrô tira da rua? Nada melhor do que condições favoráveis para seu uso, pois o veículo subterrâneo escapa perfeitamente da lentidão das ruas conturbadas. Se por exemplo chegasse a um maior número de lugares e contasse com mais vagões, poderia ajudar esses milhares de paulistanos que estão cansados de passar horas a fio trocando de transporte para chegar a seu local de trabalho ou estudo.

Grandes investimentos em lugares errados é um problema constante em São Paulo. A compreensão de que devemos cooperar para que todos possamos viver bem é essencial para uma vida menos estressante e até um ar menos poluído.

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O Novo Detran

Terça-feira, 13 Outubro 2009 · 2 Comentários

Por Eduardo Ribeiro

Pouca gente sabe, mas o Detran de São Paulo agora atende na Avenida do Estado, no centro da cidade. O antigo local de atendimento, na Avenida Pedro Alvares Cabral, bairro do Ibirapuera, será desativado, sendo que o prédio se tornará sede do Museu de Arte Contemporânea( MAC) da Universidade de São Paulo. A mudança de local faz parte de um plano de descentralização dos serviços do Detran.  Ainda haverão duas outras unidades, com os mesmos serviços da Av. Do Estado, nos Shoppings Interlagos (Zona Sul) e Aricanduva (Zona Leste) . Elas serão ativadas no inicio do ano de 2010.  A parte administrativa está funcionando nas ruas Boa Vista e João Brícola, no centro

A antiga sede, no bairro do Ibirapuera, sempre foi contestada pelo público, devido a diversos problemas. A sinalização era precária, o prédio era muito grande deixando difícil achar o local em que estava o serviço desejado. Além disso, havia o problema da burocracia, graças a ela as pessoas quase nunca conseguiam fazer o que pretendiam indo a apenas um local no prédio. O resultado de todos esses problemas era que muitas vezes os cidadãos tinham que reservar um dia inteiro para resolverem seus problemas. A grande pergunta é se a mudança de sede resolveria essas questões. O blog visitou a unidade da Av. do Estado para responder.

Fachada do novo prédio do Detran, na Av. do Estado

Fachada do novo prédio do Detran, na Av. do Estado

 

O acesso melhorou, o novo Detran está localizado ao lado da estação de Metrô Armênia, da linha azul. No prédio antigo, não havia metrô por perto, a única opção de transporte público para chegar era ônibus. Porém, ironicamente, não há estacionamento,em um lugar no qual você deve resolver problemas relacionados aos veículos. Logo na entrada, diversas placas indicando em que andar está localizado cada serviço, porém ainda há muita desorganização. A questão da burocracia continua, fazendo as pessoas se locomoverem por diversos andares para resolverem os problemas, para piorar, ainda não há elevador. Mesmo com menos andares que o prédio antigo, é difícil ficar subindo e descendo escadas. O prédio parece não ter estrutura para agüentar tantas pessoas. Agora resta saber se com o final da implantação do projeto de descentralização, ir ao Detran não será mais uma tarefa penosa.

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Filmes, muitos e muitos filmes

Sexta-Feira, 9 Outubro 2009 · Deixe um comentário

Colaboração especial para editoria de Comportamento por Beatriz Macruz

Em São Paulo, o cinema é que nem pizza: unanimidade. Pergunte a um paulistano qualquer se assistir filmes faz parte de sua rotina. A probabilidade de uma resposta afirmativa é muito grande. Na locadora ou nas salas de exibição, o cinema faz parte da confusa cultura paulistana, mas existe um pedaço dessa população que vê no cinema mais do que apenas um bom entretenimento rotineiro.

Não é a toa que o cinema é a chamada sétima arte. Há algo que se pensar e sentir sobre enquadramentos, direção de arte e trilhas sonoras, mas a cinefilia, que pela definição do Dicionário UOL – Michaelis é a apreciação das experiências que o cinema proporciona, envolve algo mais. “É como uma doença, um negócio hereditário”, descreve Carlos Macruz Filho, 49 anos de idade, que, com pelo menos 39 de cinefilia, freqüenta a Mostra de Cinema de São Paulo desde sua primeira edição, e contaminou esta que vos escreve, filha dele.

Ele acrescenta: “percebi que o cinema era a grande sacada da arte quando assisti na telona, no mesmo dia, Star Wars e Os Boas Vidas, do Fellini. Duas coisas, dois filmes, totalmente diferentes, mas maravilhosos em suas particularidades”. Dois filmes no mesmo dia? Outra característica do cinéfilo: quanto mais tempo na sala de cinema, melhor. Rafael Gomes, hoje formado em cinema pela FAAP, responsável pelo hilário vídeo Tapa Na Pantera, sucesso no youtube, passava tardes seguidas circulando pelas salas de exibição da cidade.

É uma relação de afeto, propriamente dita, a que o cinéfilo estabelece com as salas de cinema, e os paulistanos da categoria já elegeram as preferidas. Para Rafael, nada é mais charmoso que o bar instalado dentro da sala do Cinesesc, na Rua Augusta. Já a padaria do Reserva Cultural, que fica no prédio da Gazeta, em plena Av. Paulista, é a mais concorrida para uma conversa e um café após um filme, enquanto o Espaço Unibanco não perde para ninguém, com seu café, sua livraria especializada em cinema (no que mais poderia ser?) e as lojas e bares pitorescos em volta, que caracterizam a região.

A Rua Augusta e a Av. Paulista são congestionadas de adeptos da cinefilia. Talvez pela concentração de salas que há por ali. Mas uma paixão em comum traz outras coincidências. O filme Os Sonhadores, do italiano Bernardo Bertolucci, por exemplo, é mais uma unanimidade. O pano de fundo da história é Maio de 68, que traz questionamentos interessantes sobre os jovens daquela época e os da nossa, mas não é essa razão de o filme ser tão cativante. Bertolucci mistura cenas de clássicos, como Acossado, de Jean-Luc Godard, à história de seus personagens, que, por sinal, se autodenominam filmbuffs; a tradução literal de expressão “cinéfilo” para inglês. O resultado plástico é lindo de se ver, mas para o cinéfilo, toca mais fundo: “Os Sonhadores é uma declaração de amor ao cinema”, diz Carlos. E não é que a cinefilia também?

Trecho de Os Sonhadores:

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