Impressionante perceber como a falta de energia faz as pessoas revelarem seu lado mais “animal”. Com todo o caos orginado pelo apagão da última terça feira, impossível não lembrar das cenas de “Ensaio sobre a Cegueira”. Assim que as luzes começaram a piscar já se ouviam berros e rugidos das varandas. Nos shoppings e supermercados, 30 segundos que ficaram sem luz antes dos geradores serem acionados já foi o suficiente para assaltos nas lojas. Com as luzes apagadas é como se não houvessem mais leis e as pessoas ganham um sentimento de liberdade que as motivam a extravasar suas emoções reprimidas pela vida em sociedade.
Uma boa comparação pode ser feita a respeito das atitudes violentas ocorridas durante o apagão, como os arrastões no metrô , o vandalismo contra o espaço público e os numerosos assaltos, com as cenas do filme que
retratam o homem de forma animalesca. A cegueria do nosso século é a possibilidade de ficar sem energia.
Segundo últimas atualizações e confirmações do governo houve apagão em 18 estados brasileiros, além do Paraguai. Foram afetados na totalidade São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo e parcialmente Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O problema também provocou o desligamento das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro. De acordo com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o problema ocorreu por causa de “condições metereológicas na região” que afetaram 3 linhas de transmissão.
“Com a saída da operação das linhas de transmissão, a usina hidrelétrica de Itaipu passou a ‘girar no vazio’, sem possibilidade de transmitir energia, o que provocou o apagão”. Concluiu Zimmermann.
Para acalmar os animos, uma teoria da conspiração para dar risada:
A falha na Usina de Itaipu, na noite de ontem, deixou 18 estados do Brasil e o Paraguai sem energia elétrica e o medo de que o fim do mundo havia chegado. Essa falha está sendo explicada por fatores meteorológicos o que assusta ainda mais por se assemelhar com a previsão bíblica.
O Apocalipse, também conhecido como a Revelação, foi escrito pelo Apóstolo João, e descreve uma série de pragas, guerras, fome e desastres naturais que ocorrerão no fim dos tempos. Vários religiosos acreditam que fatos recentes estejam antecipando e cumprindo essa profecia e que, a partir da interpretação da Bíblia, o fim está mais próximo do que imaginamos.
Sabemos que na visão Maia, a previsão é para o dia 21 de dezembro de 2012 A Bíblia diz,entre outras coisas, que durante sete anos o mundo sofrerá das mais diversas catástrofes até que o fim realmente chegue. Tomando por corretas as duas visões, realmente devemos nos preocupar. Mas, será que, realmente, um acidente isolado, causado por tempestades na Usina de Itaipu seja uma amostra do que está por vir? Parece que só isso é muito pouco, porém, para aqueles que ainda estão na dúvida, aconselha-se a leitura de Matheus 24:3-33, e do livro do Apocalipse,do capítulo 11 em diante.
Ao contrário do que dizem os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, que os estados de Goiás e Pernambuco foram completamente atingidos pelo blecaute, este não atingiu as cidades de Indiara- a 90 km de Goiânia- nem Porto de Galinhas -município de Ipojuca, estado de Pernambuco.
Como afirma Dona Neusa Ponciano, residente de Indiara: “Aqui não houve apagão nenhum. Assisti a programação da TV completa, inclusive enquanto noticiaram o apagão”. Dona Mônica Scarpelli, que participa de um congresso em Porto de Galinhas, disse: “Assisti a televisão todo o momento do blecaute para ver o que estava acontecendo”.
Pode ser que os jornais citados tenham se referido a regiões localizadas dos respectivos estados.
Após apagão na noite de terça-feira, 10, a administração da usina hidrelétrica de Itaipu informou que o sistema operava normalmente por volta das 6h (horário de Brasília) desta quarta-feira. O blecaute atingiu diversos estados brasileiros e o Paraguai. Houve até quem sugeriu ataque hacker para justificar o incidente.
Quem poderá tirar proveito dessa situação é o governador José Serra (SP) acusando o governo federal. Porém, diversas acusações contrárias apontaram problemas no estado de São Paulo como responsável. O governo paulista nega. Entre os estados, foram citados São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco como principais afetados.
O apagão na última noite, dia 10/11, espalhou o caos pela cidade de São Paulo. A partir das 22:13 a cidade começou a ficar na escuridão. O trânsito parou e foram registradas diversas ocorrências de crime durante o blecaute.
Com praticamente 100% dos semáforos desligados e nenhuma iluminação, a não ser a do farol dos próprios carros, as ruas de São Paulo se tornaram um território sem lei. A avenida Paulista ficou completamente engarrafada. Nos dois sentidos o trânsito era tão intenso que até suas transversais ficaram congestionadas. Na região em torno do Elevado Costa e Silva, vulgo “Minhocão”, além de trânsito sem fluência, os pontos de ônibus estavam completamente lotados e as pessoas disputavam para entrar nos táxis que passavam.
Trânsito caótico na Avenida Paulista durante o apagão.
CPTM e Metrô também pararam. Em algumas linhas haviam passageiros dentro dos vagões na hora do blecaute. A CPTM abriu as portas para que as pessoas pudessem seguir seu caminho a pé. Assim que a energia caiu, as estações foram fechadas. Na estação Anhangabaú os usuários se aglomeraram nas catracas para esperar a normalização do sistema. Nas obras da linha amarela, os funcionários foram rapidamente retirados, evitando qualquer acidente.
Pessoas aguardam a volta do funcionamento dos trens.
Muitos criminosos se aproveitaram da falta de luz para agir. Arrastões ocorreram na saída da estação Anhangabaú e também na Av. Brigadeiro Luís Antônio, no centro. Nas estações Marechal Deodoro e Brás do Metrô, os passageiros saíram correndo do local alegando que estavam sendo vítimas de roubo. Já na Av. São João, usuários de crack atacavam os pedestre.
Os crimes continuaram por toda a cidade. Nos Jardins quatro homens encapuzados cometeram diverssos assaltos. Até agora, o único registro de homicídio foi de uma mulher assassinada durante um assalto no Jabaquara, Zona Sul. O número de chamadas para a polícia aumentou em 23%, o que fez o Comando da PM convocar policiais de folga para reforçar a segurança nas ruas. Os dados oficiais sobre a onda de criminalidade durante o apagão ainda não foram divulgados.
O rodízio de veículos foi suspenso para o horário da manhã. A circulação de trens e metrô, assim como a de ônibus, é normal. Quase todos os semáforos estão funcionando. A cidade parece se recuperar do trauma da última madrugada.
Por Gabriela Zanardi, Naíra Gascon e Patrícia Saad
Ontem à noite, por volta das 22:13, cerca de 800 cidades de pelo menos 10 Estados Brasileiros ficaram sem energia elétrica, no maior apagão dos últimos dez anos no país. Além do Brasil, o Paraguai também ficou breves momentos com falta de luz. As causas exatas ainda não foram esclarecidas.
Av. Paulista sem iluminação, durante o blecaute histórico. Foto do portal UOL.
O acontecimento histórico repercutiu no Twitter - posts sobre o tema foram enviados por milhares de usuários. Além de reclamações pelos prejuízos cometidos pela falta de luz,críticas ao governo,teorias sobre as causas e outros comentários feitos pelos usuários da rede, o microblog foi utilizado para informar pessoas que vivem em outros países sobre a situação brasileira.
A própria Usina de Itaipu criou um perfil especialmente para a cobertura do caso. Em seus posts no Twitter, Itaipu afirmou que “ causa do blecaute não teve origem na usina” e que “A atribuição de Itaipu é gerar energia. A transmissão é responsabilidade de Furnas, que dispõe de subestação em Foz do Iguaçu perto da usina”. Em contrapartida, o Ministro de Minas e Energia Edison Lobão, afirma que “Houve um desligamento completo da Usina de Itaipu”
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A dificuldade que algumas pessoas tiveram em se comunicar por meio de seus celulares não afetou todas as operadoras de telefonia móvel. De acordo com a Agência Estado, Vivo, Claro e OI não tinham informações da área técnica sobre o que teria causado o problema. Já a operadora TIM justificou-se como congestionamento na rede devido ao uso concomitante em busca de informações sobre o blecaute.
O jornal paraguaio ABC atribuiu o blecaute que atingiu grande parte do Brasil e quase todo o Paraguai na noite desta terça-feira a um problema causado em uma linha de alta tensão na região de São Paulo. O ONS (Operador Nacional do Sistema) negou a informação.