Por Bruna Assolini
Victoria Ceridono, 23 anos, é jornalista e muito fofa! Formada pela Puc em 2007, Vic escreve sobre beleza para a Vogue e RG Vogue, não vive sem blush e foi muito atenciosa ao responder algumas perguntinhas para o F5. Vic ainda brincou: “Nossa mas essa Puc tá mesmo mudada hein, tem até seção de moda e beleza hahaha. Eu era digamos assim, um peixe fora d’água porque gostava dessas coisas…”

“Suspeito que eu tenha nascido amando maquiagem. Minha mãe (uma ex-mulher zero make, que já deu o braço a torcer hoje em dia) achava que eu tinha algum problema de peruíce aguda. Minhas amigas também não eram muito interessadas no assunto.” Vic sobre ela mesma, no Dia de Beauté
O Dia de Beauté surgiu como uma extensão do seu trabalho na Vogue? Ou a ideia do blog é mais antiga?
Não, quando fiz o blog trabalhava como repórter no site Chic, da Gloria Kalil, e já colaborava com a Vogue, (e ainda estava aí na Puc!) mas queria ter um espaço só meu, para falar do que bem entendesse sobre esse universo de beleza, sempre fui leitora dos blogs gringos e aqui no Brasil não tinha nada, eu acho super importante essa visão pessoal do blog, principalmente quando o assunto é beleza.
Hoje muitos jornalistas veem o blog como um meio alternativo para publicar suas opiniões, o que seria difícil – até impossível- de se fazer nos grandes veículos que trabalham. Como é para você poder escrever sobre o que gosta tanto na revista quanto no Dia de Beauté?
É excelente, diria que é um sonho porque eu amo ler e falar sobre isso e descobri que tem muita gente interessada no assunto, a resposta das pessoas é incrível… E eu acho bem diferente escrever na revista e no blog então é uma experiência interessante como jornalista.
Deve ser muito legal a resposta dos seus leitores, ou seja, a repercussão dos posts. O público muitas vezes é o pauteiro do blog? Como você encara essa contribuição?
É muito legal, e importantíssimo, nunca imaginei, quando fiz o blog, que tinha tanta gente carente desse tipo de informação (apesar de na época ter muitos professores que achavam o assunto absolutamente fútil e desnecessário, claaaro!) e saber que ajudo várias mulheres a se sentir mais bonita é assim, a coisa mais legal do mundo. Elas deixam muitas dúvidas no blog, tem coisas que eu respondo direto ali nos comentários, mas coisas recorrentes ou muito curiosas eu transformo em post. A graça do blog é ter esse negócio da participação né?
Eu lembro que na edição de maio desse ano da Vogue eu li uma reportagem sua sobre make roxo. Você estava testando batons nessa cor em diferentes lugares e momentos do dia, “em nome do jornalismo”, como você mesma disse. Imagino que tenha sido muito divertido realizar esse trabalho. Poderia comentar?
Na Vogue é muito comum fazer matérias de beleza em primeira pessoa, e é muito bacana porque dá uma proximidade maior com a leitora, ela confia, vê uma verdade naquilo – o blog, claro, é sempre em primeira pessoa. E como eu adoro fazer algumas coisas mais “malucas” que algumas pessoas acham estranho, é ótimo ter essa desculpa, estou testando para uma matéria, para ir por exemplo de batom vinho super escuro num casamento haha!! Aqui no Brasil a relação com maquiagem é muito mirim ainda, se você usa um rímel as pessoas já vem comentar, e eu acho que isso inibe muita gente. Então tenho essa bandeira na vida, de usar sempre e tentar incentivar as pessoas a fazerem o mesmo
Vic, outro dia estava assistindo a Fashion TV e o tema do programa era “Ser chique” . Muitos estilistas afirmaram que ser chique é mais que um visual, é uma atitude. Outros disseram que é o equilíbrio, quase a discrição. Você concorda?
Eu acho que cada um tem seu próprio chique, mas eu acredito que chique é uma mistura do equilíbrio com a atitude e o autoconhecimento, com uma pitada de amor pela estética – afinal, bonito e feio podem variar muito, mas se você se interessa pela estética, pelo visual, que vão muito além de simples moda, vai querer estar sempre bem, seja no trabalho, na faculdade, na festa ou na praia.
Em relação a maquiagem, o que você acha que vai pegar nesse verão? Por que eu comprei um batom vermelho-alaranjado, no impulso da tendência e ainda não tive coragem de usar. Acabo sempre optando pela boca nude, apagadinha e olhos bem marcados, rs…
Sabe que eu acho tendência em maquiagem uma coisa muito delicada, porque acima de tudo tem que ficar bem e você, e a gente vê algumas barbaridades em nome da tendência por aí né? Ou pessoas aflitas porque não querem abandonar o gloss sendo que a “moda” é boca opaca. Bem, eu acho que as tendências servem como um jeito de você ter novas ideias e usar coisas que não tinha pensado que seriam possíveis, batom vibrante é um ótimo exemplo, eu acho lindo e vejo muuuitas mulheres com medo e sem coragem de usar, sendo que nunca nem ao menos experimentaram. Esse bloqueio, a meu ver, tem muito a ver com a opinião dos outros, porque brasileiro adora invadir o espaço alheio e tirar sarro, comentar, criticar… Então tem que ignorar mesmo, bancar sua decisão e pensar sozinha se gostou daquilo ou não. Então vai logo usar seu batom e depois você decide! Afinal, ele sai se você não gostar, quer coisa melhor?
Vídeos do Dia de Beauté:














