F5

Entradas etiquetadas como ‘eleições no EUA’

E foi o Obama mesmo!

Quinta-feira, 6 Novembro 2008 · Deixe um comentário

           Por Simone Freire

 

        Prontinho pessoas, o tão esperado dia 4 de novembro decidiu o novo presidente dos Estados Unidos da América. Barack Obama, aos 47 anos torna-se no 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata.  Sim, nós podemos!O que cabe dizer é o que se espera de Obama. Como muitos já sabem as expectativas são muitas, embora em alguns o espírito seja mesmo o de desconfiança. O mundo inteiro pronunciou-se após a vitória. O Quênia, país onde seu pai nasceu e sua avó ainda vive, decretou feriado nacional o dia da vitória do candidato. O presidente de Venezuela Hugo Chávez, disse que Obama representa “uma luz” e que acredita que este “cumprirá seu papel histórico” e acabará com o “selvagem bloqueio a Cuba”. O presidente também pronunciou que as relações entre Venezuela e Estados Unidos podem melhorar muito, principalmente em relação ao petróleo. E foi justamente este fator o motivo de muita crítica  à Obama em sua campanha, já que prometeu fazer dos EUA um país independente do petróleo do Oriente Médio, o que para muitos é impossível.O presidente Lula disse que a eleição do primeiro homem afrodescendente à presidência dos EUA é um feito histórico e que as relações do Brasil com os estadunidenses e a América Latina pode melhorar muito. O que se espera mesmo aqui no Brasil são melhores negociações com o biocombustível. Aliás, não são só expectativas de melhores negociações com o Brasil que são esperadas, para alguns especialistas em política internacional o novo presidente terá “lábia” para amenizar os conflitos históricos do Oriente Médio.

        

        Barack já tem aí muito trabalho pra fazer, cumprir a promessa de campanha de retirar as tropas militares do país do Iraque não vai ser nada fácil, um simples comando: ”saiam daí!”, trará instabilidade ao país e convenhamos, não adianta muito, muitos ainda são a favor da permanência das tropas por lá. A atual crise financeira também vai dar um trabalhão, segundo o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega o Brasil tem mais recursos de passar pela crise do que o próprio Estados Unidos.  

         Boa sorte aí Obama! Que você seja mesmo o representante de “uma nova era para a América”, como afirma Colin Powell. 

Categorias: Internacional
Etiquetado: , , , , ,

Guerra dos sexos pela Casa Branca

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Mulheres seguram batons durante comicio de Sarah Palin, em Golden, no Colorado

Mulheres seguram batons durante comício de Sarah Palin, em Golden, no Colorado

por Marjorie Trofa

A quantidade de mulheres enérgicas, que sorriam e levantavam batons, em gesto de aprovação, durante o comício de Sarah Palin, em Golden, no Colorado, impressionou. Na sábia escolha de eleger uma mulher como candidata a vice-presidente, o Partido Republicano não só “levantou” a campanha de McCain, como também trouxe para o lado deste muitas das “mulheres de Hillary”. Porém, o feminismo presente no comício de Palin limitou-se à presença dos batons. Mãe tradicional, governadora do Alasca (estado americano que possui as mais elevadas taxas), religiosa ultra-conservadora, Sarah Palin não traz nenhuma proposta realmente inovadora às mulheres americanas, além da que uma mulher possa vir a governar a Casa Branca.

“Você é igual a nós!” – Gritavam várias mulheres, aparentemente de classe média, que seguravam batons. Dos direitos da mulher, Sarah Palin renunciou à sua licença-maternidade no nascimento de seu filho, voltando a trabalhar 3 dias após dar a luz. Será que a maioria das mulheres americanas faria o mesmo? Afinal, que diferencial Sarah Palin deseja trazer às mulheres do mundo – e à Casa Branca?

Uma americana, questionada sobre o motivo de ter deixado de apoiar o Partido Democrata, respondeu que não vai votar em Obama, pois o partido foi “sexista”. Nessa lógica, se Hillary tivesse sido a nomeada democrata, o partido poderia então ser taxado de racista? Parece que a assiduidade das mulheres em ter uma representante com poder máximo na Casa Branca é tão grande a ponto de não se importar com que mulher seja. Hillary e Palin são de partidos diferentes e portanto, possuem ideologias diferentes. Votar baseando-se no sexo, ainda mais neste caso, seria uma atitude incoerente.

Categorias: Internacional
Etiquetado: ,