Falar em meio-ambiente nos dias de hoje chega a ser ligeiramente trivial. Não que o assunto não seja importante, o problema é que atualmente só se fala sobre o acordo climático que se realizará em Copenhague em dezembro deste ano. Este acordo prevê o estabelecimento de metas mundiais contra a intensificação do Aquecimento Global.
Esta semana, entretanto, dois dos maiores poluidores do planeta recusaram-se a estabelecer metas de redução de gases estufa: os Estados Unidos e a China. O mais novo Nobel da Paz, Barack Obama, juntamente com o presidente da China, Hu Jintao, afirmou que não será possível definir números de redução na emissão de gases este ano e que, portanto, deve-se marcar uma nova reunião.
Segundo Lula, o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números para poder cobrar daqueles que exigem que os brasileiros preservem o meio-ambiente. Para ele, “se o Brasil fez sua parte, eles também terão que fazer. Se não apresentar hoje, apresenta amanhã, se não for amanhã, mês que vem ou ano que vem. Mas o fato é que não tem como escapar e todos terão que apresentar números”.
O Brasil, mesmo sendo um país em desenvolvimento, possui uma meta de reduzir a emissão de gases estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. Segundo o presidente brasileiro, o Brasil assumiu diminuir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, além de preservar uma parte do cerrado e, ainda, substituir o uso de carvão mineral por carvão vegetal.
Historicamente, EUA e China, juntamente com a União Européia, são responsáveis por 80% do CO2 que está acumulado no planeta e, portanto, deveriam ser os primeiros a assumir responsabilidades em conter o aquecimento global. Segundo Reinhold Stephanes, ministro da agricultura, entretanto, esses países estão mais preocupados em pagar ONGs para vim dizer o que o Brasil deve fazer ou não.





