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Se nós podemos, eles também podem

Terça-feira, 17 Novembro 2009 · Deixe um comentário

por Carolina Lordello

 

 

Falar em meio-ambiente nos dias de hoje chega a ser ligeiramente trivial. Não que o assunto não seja importante, o problema é que atualmente só se fala sobre o acordo climático que se realizará em Copenhague em dezembro deste ano. Este acordo prevê o estabelecimento de metas mundiais contra a intensificação do Aquecimento Global.

Esta semana, entretanto, dois dos maiores poluidores do planeta recusaram-se a estabelecer metas de redução de gases estufa: os Estados Unidos e a China. O mais novo Nobel da Paz, Barack Obama, juntamente com o presidente da China, Hu Jintao, afirmou que não será possível definir números de redução na emissão de gases este ano e que, portanto, deve-se marcar uma nova reunião.

Segundo Lula, o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números para poder cobrar daqueles que exigem que os brasileiros preservem o meio-ambiente. Para ele, “se o Brasil fez sua parte, eles também terão que fazer. Se não apresentar hoje, apresenta amanhã, se não for amanhã, mês que vem ou ano que vem. Mas o fato é que não tem como escapar e todos terão que apresentar números”.

O Brasil, mesmo sendo um país em desenvolvimento, possui uma meta de reduzir a emissão de gases estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. Segundo o presidente brasileiro, o Brasil assumiu diminuir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, além de preservar uma parte do cerrado e, ainda, substituir o uso de carvão mineral por carvão vegetal.

Historicamente, EUA e China, juntamente com a União Européia, são responsáveis por 80% do CO2 que está acumulado no planeta e, portanto, deveriam ser os primeiros a assumir responsabilidades em conter o aquecimento global. Segundo Reinhold Stephanes, ministro da agricultura, entretanto, esses países estão mais preocupados em pagar ONGs para vim dizer o que o Brasil deve fazer ou não.

 

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Encontros da Unasul não conseguem resolver conflitos

Quinta-feira, 24 Setembro 2009 · Deixe um comentário

Por Isabel Raia

A Unasul (União de Nações Sul Americanas) surgiu em maio de 2008 como um foro político para ajudar os países da América do Sul a resolver seus próprios problemas sem precisar recorrer a outras instituições.

Recentemente, a Colômbia anunciou que vai instalar bases militares norte-americanas com a intenção de combater o narcotráfico e as guerrilhas armadas em seu território, mas isso está causando tensão entre os seus países vizinhos. A maior parte dos governos não se sente confortável com a presença dos EUA do outro lado da fronteira.

Em agosto foi realizada uma reunião da Unasul em Bariloche (Argentina) que propunha um acordo entre os países, mas nada foi resolvido. Nesse encontro ficou clara a posição de cada país; uns foram mais radicais na oposição como é o caso da Venezuela, Bolívia e Equador; e outros foram mais políticos como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que mesmo não concordando com a atitude de Uribe evitaram um confronto direto que levasse a censura.

Uribe demonstra posistivismo a Lula, que parece discordar.

Uribe demonstra posistivismo a Lula, que parece discordar.

Além disso, o encontro foi palco de ‘alfinetadas’ entres governantes, como a de Alan Garcia, presidente do Peru, que provocou Chavéz ao perguntar sobre a exportação de petróleo venezuelano aos EUA e a de Tabaré Vazquéz, do Uruguai, que cutucou a Argentina por não concordar com as escalas de aviões britânicos feitas nas Ilhas Malvinas.

Sendo assim, foi necessária uma segunda reunião, que aconteceu no último dia 15 em Quito (Equador), para tentar encerrar a questão das bases militares na Colômbia, o que ainda não foi possível. Apesar do governo colombiano se negar a apresentar o seu acordo militar com os Estados Unidos, o encontro foi útil para fortalecer as relações entre o grupo.

Aparentemente, a Colômbia não agradou os presentes na reunião. Segundo Nicolas Maduro, chanceler venezuelano: “Bogotá optou por uma ‘aliança militar’ com os Estados Unidos em lugar da paz na região”. Já Hillary Clinton demonstrou preocupação: “é preciso adotar regras e mecanismos para garantir que as armas compradas não sejam desviadas para grupos rebeldes e organizações ilegais”.

A novidade desse encontro foi a compra de armamento russo feita por Chavéz, fato que causou especulação sobre uma possível corrida armamentista no continente e que desviou o verdadeiro foco da Unasul. Por isso o presidente do Peru enviou uma carta pedindo aos 12 países que assinassem um pacto de não-agressão militar e que a corrida armamentista fosse acabada.

O clima em Quito era de desconfiança e nervosismo o que não ajudou em nada na solução dos problemas do continente e adiou mais uma vez as decisões.

Apesar da importância dos fatos a mídia falou pouco do assunto.

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Enquanto isso…

Quarta-feira, 5 Novembro 2008 · 1 Comentário

Por Bruna Barbosa

425obamabarack041807A vitória de Barack Obama já está clara. Diversos jornais já publicaram em suas manchetes quem será o futuro presidente, como fez a Folha de S. Paulo, por exemplo. Até mesmo o discurso de vitória já foi feito por Obama e, diga-se de passagem, foi emocionante. O acontecimento representa não só um marco na história política dos Estados Unidos, que terá seu primeiro presidente negro, mas também uma cisão do preconceito mundial. Pessoas de todo o mundo torceram arduamente pelo candidato, fazendo campanhas e depositando todas as suas esperanças nele. Principalmente algumas populações negras de países da africanos, que já contam com uma elevação em sua auto-estima. Portanto, não estamos falando apenas de uma evolução na mentalidade dos norte-americanos, mas sim em uma revolução mundial. Obama terá uma enorme responsabilidade nas costas. De qualquer forma ele, com certeza, fará um governo muito melhor do que aquele…como é o nome? Ah, é…Bush!

Falando nisso, enquanto todo o mundo se concentra nas eleições, todos esqueceram do ainda atual bush53presidente. O que será do pobre Bush? Na verdade, provavelmente ninguém quer saber; tanto faz, contanto que suma da face da Terra – e não faltará gente para tentar colocar isso em prática. O que o povo americano parece querer é esquecer da vergonha que passaram durante oito anos e tentar se redimir agora reelegendo Obama que, convenhamos, é uma baita redenção. É claro que ainda há os que reelegeram Bush e ainda não se tocaram do erro e por isso votaram no McCain. Mas isso não importa, pois a eleição já está ganha. Enquanto isso faltam 76 dias para que Bush tenha que prestar  as contas. O site do Uol já até publicou uma retrospectiva dos “gloriosos” anos do seu governo. Fico imaginando como será estranho para ele ter que fazer as malas e se despedir da Casa Branca, lugar onde foi criado quando seu papaizinho era presidente e onde viveu durante esses últimos oito anos. Bom, independente do lugar para onde for ,ele terá que viver para o resto da vida cercado de seguranças, pois, afinal, as pessoas guardam rancor né?

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Lista negra do terrorismo vai diminuir!

Domingo, 12 Outubro 2008 · Deixe um comentário

por Aline Cavalcanti

Os Estados Unidos, mesmo com a crise, estão prestes a realizar um “ato de generosidade”. O país anunciou que irá retirar a Coréia do Norte de sua lista negra de países ligados ao terrorismo, em meio a hesitantes negociações do país asiático nos meses finais do governo Bush. Essa ação ajudaria a salvar um acordo multilateral de desnuclearização da Coréia. China, Rússia, Japão e Coréia do Sul também participam do acordo.

A decisão foi tomada após a Coréia do Norte ter concordado com uma série de medidas de verificação de suas instalações nucleares, porém, para tanto, os Estados Unidos realizaram algumas concessões. Tais medidas já geraram algumas confusões entre os dois países, como quando a Coréia se irritou com a demora dos EUA em retirar o país da lista e por isso, recentemente, expulsou inspetores nucleares internacionais e retomou as atividades nucleares. Por sorte, esse clima de instabilidade já passou.

Em declaração à BBC, Michael Green, ex-especialista em Ásia no Conselho de Segurança Nacional, disse: “Isso ainda está em jogo, mas se o resultado for um acordo de verificação aguado, apoiado por uma declaração unilateral dos EUA sobre o seu entendimento dos procedimentos de verificação, então o governo se arrisca a sofrer duras críticas”.

 

Quem sabe, um dia, os EUA não tenham mais nenhuma lista, nem negra, nem branca. Mas, mesmo assim, já é uma grande demonstração de generosidade com relação ao resto do Mundo.

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Será que os EUA perdoam?

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por ???

O governo de Cuba afirmou que os dois furacões que passaram pela região nas últimas semanas, Gustav e Ike, causaram uma perda de mais ou menos 5 bilhões de dólares e deixou mais de 450 mil lares destruídos.

Por causa disso, o governo dos EUA decidiu mandar uma ajuda de 5 milhões de dólares para o país, mas Raul Castro não aceitou o dinheiro e afirmou que eles não poderiam aceitar esse “presente” enquanto a economia cubana  é afetada pelo embargo imposto pela Casa Branca desde 1962.

Castro pediu a Washington que suspenda o embargo por pelo menos 6 meses, para que o país tenha forças pra se reerguer. Bush ainda não se pronunciou a respeito.

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