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O outro lado das cidades

Domingo, 15 Novembro 2009 · Deixe um comentário

Por Fernanda Miranda e Gabriela Costa

No Panamá, diante da falta de bons transportes públicos, trabalhadores desempregados apostaram no transporte informal como meio de sobrevivência. Conhecido como “diablos rojos” (diabos vermelhos), esses ônibus ostentam de uma estética peculiar, de acordo com o gosto do motorista: são pintados com grafites, cores, paisagens de neves, flores, etc.

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Homem mostrando a pintura de seu ônibus

Este é apenas um dos 70 casos abordados em “Post-it City Cidades Ocasionais”, em cartaz até o dia 29 de novembro no Centro Cultural São Paulo.

O nome escolhido para a exposição mostra diferentes ocupações temporárias do espaço público, tendo a característica comum de deixar apenas um rastro e de auto-gerir as suas aparições e desaparições. Porém, em alguns casos, o que era pra ser temporário acabou se tornando permanente. Prova disso são fotos da exposição que mostram favelas e cortiços.

Os fenômenos relatados na exposição destacam a realidade do território urbano, onde, legitimamente, acontecem diferentes situações, a maioria por oposição às crescentes pressões para homogeneizar o espaço público.

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Visitante na exposição

O curador da exposição, o arquiteto e urbanista Pedro Sales, diz que o projeto nasceu há alguns anos em Barcelona, por Martin Peran, professor e crítico de arte da Universidade de Barcelona, com objetivo de capturar experiências “alternativas” na cidade. O projeto cresceu e desenvolveu artistas de diversos países, que passaram a colaborar em fotos, textos e vídeos. “As cidades são pensadas de maneira que parte das pessoas são excluídas e então elas se apropriam de espaços ou numa lógica de sobrevivência ou de transgressão”, diz o curador.

A exposição é um ótimo passeio para aqueles que querem conhecer o lado “B” das cidades, ou seja, descobrir novos lugares, e a beleza desses lugares, que, por muitas vezes, o nosso sistema quer esconder.

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Para mais informações, www.centrocultural.sp.gov.br ou (11) 3397-4002

Post-it City Cidades Ocasionais: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho, Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso. Até 29 de novembro. Terça a sexta, das 10h às 20hSábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Grátis.

Fotos por Fernanda Miranda

Créditos: Jornal Brasil de Fato

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Sombras e Luz

Quinta-feira, 29 Outubro 2009 · 2 Comentários

Por Fernanda Miranda e Gabriela Costa

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Por Fernanda Miranda

A beleza do encontro da luz e da sombra é muito explorada no cinema, em telas, em fotografias, na arte em geral. Mais uma vez, ela foi não só explorada, como foi tema de uma exposição do Sesc Pompéia que está em cartaz desde 15 de setembro. A exposição mostra a relação sombra-luz em várias situações. Logo ao entrar, você se depara com uma sala totalmente branca, com móveis também brancos. A interferência nítida da sombra nestes móveis dá a única tonalidade cinzenta à sala. Ao entrar em outras portas, encontra com mais relações: um abajur em “losango”, lustres com diferentes formatos e tudo acompanhado de uma bela sombra.

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Por Fernanda Miranda

Uma coisa que não dá para deixar de reparar é a alegria e a inquietação das crianças que vão visitar o lugar. Nos deparamos com um monte de criança pulando em frente a uma tela toda colorida; era uma tela com cor neutra. Ao ficar na frente da tela, e começar a se movimentar, a tela vai “registrando”, e “acompanhando” seus movimentos, e ficando toda colorida. A criançada ria, se divertia, e a tela parecia se divertir junta com toda aquela cor.

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Por Fernanda Miranda

A exposição, além de divertir, dá oportunidade do visitante interagir. Há, por exemplo, em uma das salas, a reprodução de uma cozinha mal iluminada. Nessa cozinha, as poucas luzes estão em lugares inesperados, como uma forte luz dentro do ralo de uma pia. E ao lado dessa pia, há vários copos coloridos, podendo assim colocá-los sobre essa luz, e ver, com a combinação deles, quais cores podem resultar.

É interessante essa combinação de divertimento, aprendizado e interação que nos remete “Sombras & Luz”; não só uma exposição, mas um passeio gostoso, que além dele traz uma programação paralela com contos, oficina de criatividade, apresentações teatrais e filmes sobre o tema.

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Por Fernanda Miranda

A exposição, realização do SESC SP, “Cité des sciencies et l´industrie”, “Région Ile de France”, Governo do Estado de São Paulo e da “Culturesfrance”, apresentado por ocasião do Ano da França no Brasil, poderá ser visitada até o dia 06 de dezembro, no SESC Pompéia, na Rua Clélia, 93.

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Ensinando a ver

Sexta-Feira, 25 Setembro 2009 · Deixe um comentário

              Por Fernanda Miranda e Gabriela Costa

              Tudo começou quando ganhou uma câmera fotográfica Box Brownie, ainda criança.  Mas foi aos 22 anos, durante uma viagem a Marselha, que o francês Henri Cartier-Bresson descobriu verdadeiramente seu amor à fotografia. E agora, um dos maiores parceiros na realização do Ano da França no Brasil, o SESC, abre a exposição “Henri Cartier-Bresson – Fotógrafo”, que reúne, no SESC Pinheiros, 133 fotos do fotógrafo selecionadas pelo também fotógrafo Eder Chiodetto, organizador da exposição. Chiodetto dividiu as reproduções em dois módulos: no 1º andar da unidade, 40 delas mostram os chamados flagrantes de rua clicados por Bresson, já as outras 93 misturam coberturas suas de fatos históricos – como cenas da 2ª Guerra Mundial e a morte do líder indiano Mahatma Ganhi – e os registros de personalidades – entre elas, o pintor Henri Matisse e o escritor Truman Capote. No 3º andar, em parelo à mostra principal, o SESC apresentará também a exposição “Bressonianas”, que reunirá 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros influenciados pelo francês: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira.

               Na última edição da “Bravo!”, a revista faz uma matéria especial sobre a exposição, e pediu para quatro desses setes fotógrafos acima citados, comentassem fotos de Bresson que ficaram famosas. Tuca Viera, em imagem de Bresson feita em Dieppe, na França, afirma que “Bresson cria uma relação entre a intromissão e a indiferença. Ele não se mete na cena, mas também não fica exatamente ausente”. Juan Esteve, em comentário sobre a foto “Livorno”, que tem influências do surrealismo, diz que “Quanto mais tento explicar Cartier-Bresson, mais complicado ele fica. Ao mesmo tempo, não existe nada mais simples do que as imagens dele”. Já Cristiano Mascaro, diz que ele nos “ensina a ver”.

            Embora Bresson seja conhecido como o “pescador de flagras”, ele nunca usou a expressão “momento decisivo” para falar de sua obra. Ele somente afirma que “Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”. E é exatamente assim, que ele faz parte da lista de um dos maiores fotógrafos do século XX, merecidamente.  

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            A Exposição do SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo), ficará aberta de 17/09 a 20/12. De 3ª a 6ª, das 10h30 às 21h30; sábado, domingo e feriados, das 10h30 às 18h30. Grátis.

            O Portal SESC selecionou algumas fotos de Bresson para a galeria virtual.

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Muito além do gênio da física

Domingo, 28 Setembro 2008 · Deixe um comentário

Por Barbara Marcelino e Stephanie Stupello

primeiro pais do Hemisfério Sul a receber a exposição

Brasil: primeiro país do Hemisfério Sul a receber a exposição

A exposição “As várias faces de Einstein” teve início na última quarta-feira, 24, no pavilhão Eng. Armando de Arruda Pereira no parque do Ibirapuera, onde permanece até o dia 14 de dezembro.

Muito além de seus objetos de estudo e pesquisas científicas, as fotos, cartas, manuscritos, além de instalações interativas, desvendam um homem pacifista, irreverente, amante da música e apaixonado por velejar. Revelam o Einstein por trás da ciência.

A mostra foi organizada pelo Insitituto Sangari de modo que o visitante, primeiramente, conheça a vida do físico desde sua infância até a carreira, destacando paixões vividas e o reconhecimento de sua genialidade. O visitante pode contar com as explicações de “educadores” no decorrer do trajeto.

Além da seção “Vida e Tempo”, citada acima, há outras nove seções intituladas: Luz, Tempo, Átomos, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global, Legado e Einstein no Brasil. Destas, “Átomos” e “Einstein no Brasil” foram acrescentadas especialmente para os brasileiros. Sendo que a maioria das seções possui algum tipo de atividade interativa.

Ainda conta com o Laboratório de Aprendizado, dois espaços que abordam conceitos vistos na exposição. Um deles, equipado com microscópios, permite que o visitante veja o movimento browniano e outro, explora as propriedades da luz. Além do cinema 3D que é uma viagem pelo espaço até quase atingir a velocidade da luz em três dimensões.

Para os interessados, a mostra é aberta ao público de terça a sexta das 9 horas às 21  e aos sábados, domingos e feriados das 10 horas às 21. O ingresso custa R$ 15,00 a inteira e R$ 7,00 a meia para estudantes e professores. Maiores de 60 anos, menores de 7 e excursões de escola pública não pagam.

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Artacho Jurado e Babar

Quinta-feira, 25 Setembro 2008 · 2 Comentários

Por Maria Raquel Francese

O arquiteto Artacho Jurado e o elefante Babar não tem nada a ver um com o outro. Mas hoje, quando cheguei em casa por volta das 23:30 pensando no post que faria aqui no F5 sobre a exposição “Drawing Babar: Early Drafts and Watercolors”, em cartaz no misto de biblioteca e museu Morgan, em NY, deparei-me com cerca de 20 desconhecidos – e um conhecido – saindo do elevador (é um elevador bem grande).

Edificio Planalto

Edifício Planalto

Eu moro no Edifício Planalto, bem no “centrão”. O próprio Artacho o idealizou em sua fase mais criativa, os anos 50, quando fez também o Bretagne, o Viadutos, o Parque das Hortênsias e o Cinderela. As pessoas todas do elevador vinham do salão que fica na cobertura, onde acontecia uma palestra sobre o livro “Artacho Jurado: Arquitetura Priobida”, de Ruy Eduardo Debs Franco. O local também estava cheio de móveis vintage – como cadeiras desenhadas por Lina Bo Bardi – em exposição.

Mas por que insisto em falar no arquiteto? Exatamente por que ele não era arquiteto. Nem sequer concluiu o ensino médio. E seus prédios são obras de arte habitacionais (hoje, quase todos foram tombados como patrimônio histórico). Além de pensar no conforto dos apartamentos, se as janelas receberiam ou não sol todas as manhãs, se o condomínio seria barato para o morador, Artacho ainda tratava de fazer fachadas surreais, misturando estilos e cores de uma maneira tão única que foi considerada moderna demais na época de seu lançamento, quando agradou apenas à classe média emergente.
Outro semformação formal era Jean de Brunhoff, o “pai” do Babar. Mas a exposição tem cara de arte naif e vale pelas memórias da infância (para quem é velho o suficiente para ter assistido Babar na TV, como eu).


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Da arte para a conscientização

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Luana Kondrat

Exposições são sempre bem vindas. Melhor ainda se lutarem por uma boa causa. A Surface to Air estará exibindo até o fim de outubro, a exposição “Lápis Lapin”. Lá estão 30 obras de diferentes artistas. Entre eles Iggor Cavalera com a divertida mistura de coelho e caveira, os desenhos de Pinky e Rita Wainer e a sempre fantástica Vivienna Westwood, além de Casey Spooner, Fabio Gurjão, Fábia Bercsek, Lia Chaia, Lovefoxxx, Rodrigo Biva, Rochelle Costi e diversos outros. Todos os trabalhos têm como inspiração a imagem de um coelho, e todo o lucro das vendas (sim, todos os trabalhos estão a venda e custam entre R$ 5,00 e R$ 300,00) será revertido para o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

O espaço é bem pequeno e confortável e em menos de 20 minutos dá para ver tudo, e de quebra, para quem quiser, dá para conferir a nova coleção da loja e fazer umas comprinhas extras.

Surface to Air

Curadoria de Eduarda Porto de Souza
Alameda Lorena, 1.989, Jardins, São Paulo
Telefone: (11) 3063-4206
De segundo a sexta, das 10h às 20h e, aos sábados, das 10h às 18h
Entrada gratuita

Rita Wainer

Vivienna Westwood

Rochelle Costi

Categorias: Exposição
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