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Exposições para meninas

Quinta-feira, 2 Outubro 2008 · Deixe um comentário

Por Maria Raquel Francese

Duas exposições merecem atenção neste momento, uma que está acabando e a outra prestes a começar. Ambas têm apelo feminino, por motivos opostos (e igualmente válidos).

“Primeiro Expressionismo Alemão: Paula Modersohn-Becker e os Artistas de Worpswede – Desenhos e Gravuras (1895-1906)”, fica até dia 5 no mezanino do MASP. São 64 desenhos e gravuras, 19 fotografias e 11 livros que mostram a relação do um grupo de artistas alemães com a natureza.

Paula Modersohn-Becker foi a primeira artista do país a retratar-se nua. Considerada feminista, morreu aos 31 anos de embolia sem nenhum reconhecimento por sua obra. É possível ver em seus traços influências de Cézanne, Gauguin e Van Gogh (que ficam expostos no acervo do museu, é possível subir no segundo andar e comparar).

Quadro de Paula

Auto-retrato, 25 de maio de 1906 (aos 30)

Worpswede era um tipo de Woodstock das artes, um lugar onde jovens artistas reuniam-se para criar longe do tradicionalismo acadêmico vigente na época. Os desenhos mostram cenas de natureza e pessoas em atos cotidianos, traços carregados de expressão. Há também fotos do local, que parecia uma vila medieval.  Completam a exposição citações de Rainer Maria Rilke, que também era frequentador do local.

Já “Papiers à la mode” estréia no museu da FAAP dia 11 de outubro. A exposição narra a história da moda nos últimos 300 anos através de modelos de papel em tamanho natural feitos pela artista plástica Isabelle de Borchgrave. A referência mais antiga é um vestido da rainha Elizabeth I da Inglaterra, de 1599, e a mais moderna um vestido de noiva de sua própria autoria. A entrada no Museu da FAAP é gratuita.

Vestidos de "Papiers à la mode"

Vestidos de papiers à la mode

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Bienal em crise – “Residência Artística”, não

Quinta-feira, 18 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Raquel Francese

Acabam de ser anunciados os artistas que participarão da 28ª Bienal de Artes de São Paulo. O evento, que começa em 28 de outubro, causa polêmica desde que seu curador-chefe, Ivo Mesquita, declarou que deixará um espaço de 12 mil m² vazio no pavilhão da Bienal para “estimular a reflexão sobre a crise“.

Edificio Lutétia

Edifício Lutétia

Enquanto a Beinal segue em crise, o “Residência Artística” vai de vento em popa. Seis artistas de outros países são convidados a passar uma temporada no Edifício Lutétia (foto), no centro da cidade, onde desenvolvem seus trabalhos. Mais tarde, fazem palestras e participam de atividades com os alunos da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, parceira da Fundação Bienal no projeto (e provavelmente o motivo da não-crise financeira).

Este ano, participam do “Residência” Erick Beltrán, do México, Gabriel Sierra, da Colômbia, Goldin+Senneby, da Suécia, Javier Peñafiel, da Espanha e Sarnath Banerjee, da Índia.

Também acontece até até 16 de novembro no Shanghai Art Museum a 7ª Bienal de Shangai – Translocalmotion. Ricardo Basbaum é o único brasileiro a participar.

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