Por Maria Raquel Francese
Duas exposições merecem atenção neste momento, uma que está acabando e a outra prestes a começar. Ambas têm apelo feminino, por motivos opostos (e igualmente válidos).
“Primeiro Expressionismo Alemão: Paula Modersohn-Becker e os Artistas de Worpswede – Desenhos e Gravuras (1895-1906)”, fica até dia 5 no mezanino do MASP. São 64 desenhos e gravuras, 19 fotografias e 11 livros que mostram a relação do um grupo de artistas alemães com a natureza.
Paula Modersohn-Becker foi a primeira artista do país a retratar-se nua. Considerada feminista, morreu aos 31 anos de embolia sem nenhum reconhecimento por sua obra. É possível ver em seus traços influências de Cézanne, Gauguin e Van Gogh (que ficam expostos no acervo do museu, é possível subir no segundo andar e comparar).
Worpswede era um tipo de Woodstock das artes, um lugar onde jovens artistas reuniam-se para criar longe do tradicionalismo acadêmico vigente na época. Os desenhos mostram cenas de natureza e pessoas em atos cotidianos, traços carregados de expressão. Há também fotos do local, que parecia uma vila medieval. Completam a exposição citações de Rainer Maria Rilke, que também era frequentador do local.
Já “Papiers à la mode” estréia no museu da FAAP dia 11 de outubro. A exposição narra a história da moda nos últimos 300 anos através de modelos de papel em tamanho natural feitos pela artista plástica Isabelle de Borchgrave. A referência mais antiga é um vestido da rainha Elizabeth I da Inglaterra, de 1599, e a mais moderna um vestido de noiva de sua própria autoria. A entrada no Museu da FAAP é gratuita.



