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por Kim Paiva
Domingo foi dia de tema da vitória para Rubens Barrichello. Um tema da vitória estilizado, que homenageou os grandes pilotos brasileiros que já venceram na Fórmula 1, afinal foi a centésima vitória brasileira na categoria. O Brasil se acostumou nos últimos anos a ouvir a música que celebra as vitórias brasileiras na Fórmula 1 com a ascensão de Felipe Massa. Barrichello não ganhava uma corrida há quase 5 anos, e especialmente nesse ano ele vinha sendo muito pressionado pela imprensa por fazer corridas medíocres tendo um excelente carro. Foi a primeira corrida brilhante de Barrichello na temporada. Ele conseguiu manter por toda a corrida um desempenho alto e essa regularidade tem sido fator decisivo para as vitórias de seus concorrentes. Com as ultrapassagens ocorrendo nos boxes muitas vezes, é fundamental “colar” em quem está à sua frente para conquistar a posição na parada para reabastecimento. O brasileiro superou a McLaren de Hamilton e Kovalainen que era o grande carro do fim de semana e pôde comemorar a corrida tímida de Button que rendeu a ele apenas o 7º lugar e 2 pontos. Webber e Vettel, seus outros concorrentes, não pontuaram, o que tornou a corrida para ele perfeita em termos de classificação.

Barrichello comemora: ele está novamente na briga pelo título
Jenson Button, seu companheiro, já soma 6 vitórias, o que deu a ele uma certa folga no campeonato. Ele tem agora 72 pontos contra 54 do brasileiro e faltam 6 corridas para o término do campeonato. É possível tirar essa diferença, mas vai depender de Barrichello se focar nessas 6 corridas como se fossem as últimas de sua longa carreira. E, de fato, podem ser, pois a Brawn GP, sua equipe, não deve contar com ele para a próxima temporada e não é certo que ele consiga outra equipe.
Motivação para buscar essa grande virada não deve faltar a Rubinho. É a grande chance de sua vida de conquistar o título mundial que muitos brasileiros desacreditam. Ele carrega um estigma de vice e é constantemente motivo de chacota por conta disso.
Apenas o título pode diminuir isso. E, principalmente, ele deve fazer isso por ele e pelas pessoas que acreditaram nele em tanto tempo de Fórmula 1. Ser herdeiro de Senna é um peso enorme que nenhum piloto merece, mas acabou caindo no colo de Barrichello essa responsabilidade. É certo que o Brasil estará junto com Rubinho nessas 6 corridas.
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Segunda-feira, 22 Setembro 2008 · 1 Comentário
por Daniel Romeu

Restando apenas 4 corridas para o fim do Mundial de Fórmula 1 de 2008, pode-se afirmar com certeza que todos os fãs do automobilismo estarão grudados na TV neste domingo, às 9 da manhã. Seja pelo fato de o campeonato estar mais aberto do que nunca, com Felipe Massa (Ferrari) apenas a um ponto do líder do campeonato Lewis Hamilton (McLaren), ou simplesmente pela curiosidade de assistir ao primeiro GP noturno da história da Fórmula 1, que será realizado em Cingapura.
A realização de um GP noturno é sonho antigo da FIA(Federação Internacional de Automobilismo), e faz parte de um longo e desastrado projeto que visava o aumento da competitividade e da graça da F1, que para os brasileiros (e também para todo o mundo, por que não?) foi quase totalmente perdida desde a morte de Senna e o domínio de Schumacher.
Em meio à polêmica punição de Hamilton no GP da Bélgica, que garantiu a vitória de Felipe Massa no “tapetão”, alguns pilotos, como Nick Heidfeld (BMW) já admitiram estarem temerosos quanto à essa corrida, pois se trata de um circuito de rua que nunca foi testado (já perigoso por si só), e como se não bastasse, de noite. Na verdade, o circuito será uma surpresa para todos, e se depender dos organizadores a segurança será garantida. Foram instalados 15000 refletores na rua, o que gera uma iluminação equivalenta à de 4 estádios de futebol.
Rubens Barrichello e outros pilotos, que só conhecem o GP através de um simulador, afirmam que a pista é completamente diferente das demais, com curvas de baixa, de alta e condições de pista imprevisíveis. Quanto ao clima, as previsões apontam chuva para Domingo, o que é ruim para o piloto brasileiro com chances de título, já que as corridas de Hamilton na chuva já são comparadas com as de Senna (prematuramente?), sempre se arriscando e com extrema competência, enquanto Massa tem na chuva o seu pior defeito.
Seja como for o GP de Cingapura é garantia de surpresas, tanto para o público como para os pilotos. E depois de tantos anos sem nenhum piloto brasileiro com chances reais de título, vale a pena enfrentar a ressaca e colocar o despertador para as 9 no Domingão.
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por Guilherme Amorim de Souza
Na Fórmula 1 o pódio mais imprevisível do ano (aliás, talvez, dos últimos anos). Vettel venceu, Massa ficou em 6º e, ainda bem, Hamilton não passou disso (7º) — Kovalainen (2º) e Kubica (3º) também fizeram a festa. A diferença entre os dois primeiros colocados (o brasileiro e o inglês) caiu para apenas um ponto e na Ferrari, ao menos para “Schumi”, tudo é alegria. E isso tudo mesmo com o atual campeão em nono.
Enquanto isso no futebol a briga vai ficando (imprevisivelmente) acirrada. O Grêmio derrapou em casa e deixou o Goiás vencer (2 a 1), mas isso foi ontem, e foi no Olímpico. Já hoje, Diego Souza provou que desencantou e devolveu o Palmeiras à briga, lá no Mineirão, e com dez. O São Paulo venceu o Mengão no Cícero Pompeu por 2 a 0, se manteve vivo na tabela e a torcida gritou “olé”. E o artilheiro Kléber Pereira fez mais um e afundou o Fluminense, na Vila.
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