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por Yukari Sekine

Foi o grande denunciador do massacre de My Lai em 1969, em plena Guerra do Vietnã. Foi premiado com o Prêmio Pulitzer pela reportagem, que acelerou o fim do guerra pela polêmica que gerou. Foi considerado o maior rival de Bob Woodward e Carl Bernstein, repórteres do Washington Post que desvendaram o escândalo Watergate do Nixon.
Quem é afinal esse personagem? Em entrevista recente à repórter Rachel Cooke do The Guardian, revela seus setenta e poucos anos com um olhar investigativo ainda aguçado. Seu jornalismo ainda está ativo, e sua busca pelas histórias mal-contadas do governo norte-americano ainda o guiam em meio à papelada de seu escritório em Washington.
Foi ele, Seymour Hersh que, ativo nesse período do governo Nixon, descobriu o envolvimento da CIA no golpe que levou Pinochet ao poder no Chile em 1973, estabelecendo a ditadura; denunciou também o envolvimento da agência em bombardeios secretos da Camboja; e o uso de agentes para a espionagem de inimigos domésticos. Livros publicados incluem “O Preço do Poder’ (1983) sobre o governo Nixon, e “Cadeia de Comando” (2004) sobre a invasão Bush do Iraque pós 11 de setembro, entre outros. Desmascara o presidente constantemente, inclusive na sua política de perseguição a Saddam Hussein, alegando importação do urânio africano.
Foi o primeiro a denunciar as torturas e violações de direitos humanos na prisão de Abu Graib, e nesse ano fez reportagens sobre a questão do Irã e da Síria.
O renomado e temido jornalista do New York Times, Seymour Hersh, diz que sua forma de atuação inclui fontes desconhecidas e constantemente renovadas. Talvez essa seja também o motivo das maiores críticas recebidas: há os que creem que há falta de credibildiade de suas fontes. Mas são esses contatos, geralmente ‘mais para baixo na cadeia alimentar’, e em locais discretos que consegue suas matérias.
Polêmico, é temido pelos poderosos dos EUA e considerado ‘a coisa mais próxima do terrorismo existente no jornalismo norte-americano’. Com certeza suas conquistas lhe garantiram esse título. Seymour Hersh é hoje um grande opositor do governo Bush, e vê com otimismo a vitória de Barack Obama, apesar da crise atual. Já recebeu inúmeras requisições para sua primeira ligação na dia do posse do novo presidente. É esperar para aguardar o seu comentário no dia 20 de janeiro.
Foto: Martha Camarillo para The Guardian
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Sexta-Feira, 26 Setembro 2008 · 2 Comentários
Por Pollyana Ferrari
140 pessoas, 4 turmas de Jornalismo, 1 foto da semana. Assuntos editoriais que cobrem moda, ecologia, esportes, política, passam por cultura, viagens, cidades, internacional e humor. O blog F5 propõe atualizações diárias em um eterno negociar de narrativas, que transitam entre informativas, opinativas e visuais. Os alunos de Jornalismo do primeiro ano da PUC-SP, garotos e garotas entre 17 e 19 anos, sabem muito bem dar seu recado. Em 10 dias produzimos 66 posts, 30 comentários e demos conta de 21 categorias. Parabéns para todos! Ótimo final de semana chuvoso! Divulguem o F5. Eu já citei no meu blog
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Quinta-feira, 18 Setembro 2008 · 1 Comentário
Por Adriane Piscitelli
O jornalista Lourenço Carlos Diaféria morreu na última terça-feira, 16 de agosto. Era cronista e contista. Autor de diversos livros. Na década de 1970, foi colunista do caderno “Ilustrada” da Folha de S.Paulo.
No dia 1º de setembro de 1977, Diaféria publicou a crônica “Herói. Morto. Nós”, exaltando um sargento que havia socorrido um menino que caiu em um poço de ariranhas, em Brasília. Salvou o garoto de 14 anos, mas acabou morrendo. O jornalista comparou a atitude do sargento com o duque de Caxias e sua estátua, presente na praça Princesa Isabel.
“O povo está cansado de espadas e cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar. O povo quer o herói sargento que seja como ele: o povo”.
Depois da publicação, no dia 15 de setembro, Diaféria foi preso pela Polícia Federal. No dia seguinte, a Folha reproduziu, no espaço reservado para suas crônicas, uma coluna em branco. O jornal foi ameaçado de fechamento. Decidiram, então, parar com a “provocação” aos militares, nunca mais publicando colunas em branco, além de afastar Cláudio Abramo da direção de redação do jornal.
Lourenço Diaféria trabalhou na Folha de 1956 até o ano da publicação da famigerada crônica. Colaborou também para os veículos: Jornal da Tarde, Diário Popular e Diário do Grande ABC, além das emissoras, Excelsior, Gazeta, Record, Bandeirantes e Rede Globo.
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