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Pacto com o DEMônio

Quinta-feira, 29 Outubro 2009 · 1 Comentário

Pegou mal com a Igreja Por André Bontempo

O presidente Lula comemorou ontem seus 64 anos de existência entre amigos, parentes e diversos outros políticos cada vez mais presentes em seu círculo de amizades. Continuam as críticas dirigidas a sua pessoa pela declaração da semana passada metaforizando religião com história política do Brasil relacionando essa proximidade com figuras públicas polêmicas como o senador José Sarney que tomou a decisão de fechar sua fundação devido aos últimos escândalos de corrupção.

Lula não foi de todo infeliz na sua metáfora, apesar de comentários como os de Dom Dimas, da CNBB, criticando sua posição de aliar-se com demagogos: “Sem dúvida, Judas foi um dos discípulos de Cristo. Mas quero lembrar que Cristo não fez aliança com fariseus e saduceus”.

Infelizmente é histórico no Brasil esses diversos acordos políticos, ou simplesmente “vale-tudo”. Desde a proclamação da República vivenciamos isso. Fazendeiros mineiros e fazendeiros paulistas, industriais e Getúlio Vargas, PCB e candidatos populistas, Igreja e militares, PMDB e Collor, PSDB e PFL até desembocar no atual PT e “o que servir de apoio”. Fernando Henrique Cardoso, que era apontado como progressista pelos simpatizantes e intelectuais, não recusou o apoio recebido pelo PFL (atual DEM e antigo ARENA, da ditadura) para sua candidatura a presidente e permanência no poder.

No Brasil Jesus seria diferenteNo Brasil Jesus seria diferente

Hoje o PSDB critica Lula, mas quando foi preciso também vendeu sua alma ao (dem)ônio. A Igreja também crítica, mas em 64 apoiou o golpe responsável pela morte e desaparecimento de milhares de pessoas.
Apesar da gafe do presidente, o Brasil sempre foi lugar de ideologias postas de lado em nome de um favorecimento maior. O favorecimento particular.

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Enem vaza e causa transtornos para milhares de estudantes

Quinta-feira, 15 Outubro 2009 · Deixe um comentário

Por Isabel Raia e Stefano Wrobleski

Um dos suspeitos de tentar vender a prova para "O Estado de S. Paulo"

Um dos suspeitos de tentar vender a prova para "O Estado de S. Paulo"

Mais um escândalo de corrupção tomou as manchetes de todos os meios de comunicação no incío desse mês, dessa vez com implicações mais do que diretas a quem não tinha nada a ver com o Planalto Central: a prova inteira do Enem vazou. O exame, que teria aplicação somente dois dias depois, em 3 e 4 de outubro, seria vendido ao jornal “O Estado de S. Paulo” por R$500 mil. Outros veículos, como a Rede Record, também foram procurados.
Quem se deu mal nisso tudo foram os estudantes, alguns tendo que viajar até 400 km para fazer a prova. No Rio, um grupo chamado “Nova Organização Voluntária Estudantil” (Nove) fez protestos contra o escândalo. Outros, no entanto, comemoraram usando o mesmo argumento do ministro da Educação, Fernando Haddad, para quem os estudantes “devem aproveitar esse tempo para estudar mais”.
O presidente Lula deixou transparecer sua teoria conspiratória sobre o assunto, desacreditando que alguém levaria tal prova para a imprensa: “Antigamente se levava pra vender nos cursinhos”.
Depois de um adiamento de mais de dois meses, o MEC disponibilizou a prova que seria aplicada em outubro para que sirva como simulado e não deve mais usar o sistema de licitações para escolher as empresas responsáveis pela impressão e distribuição do exame. Haddad chegou a sugerir que a Casa da Moeda imprimisse a prova nas próximas edições e garantiu que, para dezembro, o trabalho de distribuição e segurança do Enem ficará por conta dos Correios e da Polícia Federal.

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E foi o Obama mesmo!

Quinta-feira, 6 Novembro 2008 · Deixe um comentário

           Por Simone Freire

 

        Prontinho pessoas, o tão esperado dia 4 de novembro decidiu o novo presidente dos Estados Unidos da América. Barack Obama, aos 47 anos torna-se no 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata.  Sim, nós podemos!O que cabe dizer é o que se espera de Obama. Como muitos já sabem as expectativas são muitas, embora em alguns o espírito seja mesmo o de desconfiança. O mundo inteiro pronunciou-se após a vitória. O Quênia, país onde seu pai nasceu e sua avó ainda vive, decretou feriado nacional o dia da vitória do candidato. O presidente de Venezuela Hugo Chávez, disse que Obama representa “uma luz” e que acredita que este “cumprirá seu papel histórico” e acabará com o “selvagem bloqueio a Cuba”. O presidente também pronunciou que as relações entre Venezuela e Estados Unidos podem melhorar muito, principalmente em relação ao petróleo. E foi justamente este fator o motivo de muita crítica  à Obama em sua campanha, já que prometeu fazer dos EUA um país independente do petróleo do Oriente Médio, o que para muitos é impossível.O presidente Lula disse que a eleição do primeiro homem afrodescendente à presidência dos EUA é um feito histórico e que as relações do Brasil com os estadunidenses e a América Latina pode melhorar muito. O que se espera mesmo aqui no Brasil são melhores negociações com o biocombustível. Aliás, não são só expectativas de melhores negociações com o Brasil que são esperadas, para alguns especialistas em política internacional o novo presidente terá “lábia” para amenizar os conflitos históricos do Oriente Médio.

        

        Barack já tem aí muito trabalho pra fazer, cumprir a promessa de campanha de retirar as tropas militares do país do Iraque não vai ser nada fácil, um simples comando: ”saiam daí!”, trará instabilidade ao país e convenhamos, não adianta muito, muitos ainda são a favor da permanência das tropas por lá. A atual crise financeira também vai dar um trabalhão, segundo o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega o Brasil tem mais recursos de passar pela crise do que o próprio Estados Unidos.  

         Boa sorte aí Obama! Que você seja mesmo o representante de “uma nova era para a América”, como afirma Colin Powell. 

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O que é isso, companheiro?

Sábado, 18 Outubro 2008 · 1 Comentário

por Ana Carolina de Carvalho

 

Se o Brasil só passa por uma marolinha, como disse Lula, a respeito da crise financeira que vem apavorando o mundo, o mesmo não podemos dizer em relação às empresas brasileiras que prestam serviços na América do Sul.

O presidente Lula e Rafael Correa, do Equador, antes da crise.

O presidente Lula e Rafael Correa, do Equador, antes da crise.

 

O maremoto começou no início do mês, quando o presidente do Equador, Rafael Correa, rejeitou um acordo com a construtora brasileira Odebrecht, que apresentava falhas na usina que deveria abastecer 12% do país. Devido ao impasse, os bens da construtora foram congelados e seus funcionários “convidados” a voltar para o Brasil. Ao mesmo tempo, Correa ameaçou nacionalizar os poços explorados hoje pela Petrobras. Dias depois Lula cancelou uma viagem que faria ao Equador,  uma missão ministerial para acertar acordos na construção de um projeto interoceânico, envolvendo além dos dois países, Bolívia, Peru e Venezuela.

Ontem, outro sinal vermelho para o Brasil: nosso querido hermano Evo Morales, o mesmo que contou com a ajuda brasileira na Unasul (União de Nações Sul Americanas) para acabar com a crise provocada por opositores ao seu governo, ameaçou expulsar a construtora brasileira Queiroz Galvão do país. As desavenças são velhas, desde o ano passado. As obras realizadas pela empreiteira apresentam rachaduras em 80% das placas das estradas, somando 433 km em más condições. Após a QC pedir mais dinheiro ao governo boliviano para consertos e construções na obra, Morales negou o repasse e voltou a ameaçar rescindir o contrato e seqüestrar os bens da construtora no país. Os presidentes da Queiroz Galvão já voltaram para o Brasil há uma semana, temendo a prisão.

Resta agora esperar e ver qual será o desfecho desse impasse. Outra amizade rompida, ou uma fortalecida?

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O Lula é meu, o Lula é seu, o Lula é nosso.

Quinta-feira, 25 Setembro 2008 · 1 Comentário

 Imagem mostrada na campanha de Kassab sugere cooperação com Lula e Serra.
Imagem mostrada na campanha de Kassab sugere cooperação com Lula e Serra.

por Jéferson Peres

 

O jogo político da campanha eleitoral paulistana trouxe um elemento peculiar no processo eleitoral. De olho nas pesquisas de opinião, candidatos tratam de aproveitar ao máximo o alto índice de aprovação do Governo Lula.O empréstimo da imagem do presidente, não ficou restrito a candidata do PT Marta Suplicy. Para tomar carona na aprovação recorde do presidente, o atual prefeito Gilberto Kassab apresentou na campanha do ultimo dia 22 um vídeo em que aparece dando tapinhas e conversando ao pé do ouvido do presidente Lula, numa clara insinuação de amizade e cooperação.

Como se não bastasse, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, para fugir do embate com a aprovação popular do presidente, usou em sua campanha “o problema não é com o Lula, e sim com o PT”.  Este contraste ideológico não é recluso a São Paulo, em Teresina, Silvio Mendes, candidato a prefeitura pelo PSDB foi proibido pela justiça eleitoral de vincular em sua campanha imagens do presidente. Enquanto em Fortaleza a candidata à reeleição Luizianne Lins (PT) tenta garantir na justiça o monopólio do uso da imagem de Lula.

Enfim, o vazio ideológico e o baixo índice de propostas da campanha eleitoral levam os candidatos a disputar o voto do eleitor usando as mais variadas armas, uma destas é a apropriação da imagem e da aprovação do presidente Lula e de outros políticos influentes. No cerne da questão, o que realmente importa é a campanha de 2010, com o fortalecimento das bases municipais dos partidos.

 E o eleitor, o que faz sobre isto?

           

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Lula lá na ONU, Batman e Robin aqui em SP

Terça-feira, 23 Setembro 2008 · 1 Comentário

por Ana Thaís de Matos

George W. Bush discursou na Assembléia da ONU em Nova York e tentou tapar o Sol com a peneira, ignorando o assunto-problema do momento, Lula criticou a falta de coragem do governante norte-americano em falar da crise americana e atacou dizendo que a crise é perversa e que  “chegou a hora da política”. Se ele será ouvido é outra coisa, mas merece atenção, porque o Brasil está dando exemplo de como se “virar nos 30” ou melhor nos 2008…

O presidente brasileiro reforçou a necessidade da presença do Estado nesses momentos de crise (principalmente dos países que estão no miolo da crise), ele falou também dos obstáculos que os BRIC’s ( grupo de países que mais crescem Brasil, Rússia, Índia e China) frente à Rodada Doha e do momento social-economico que o Brasil vive. “Tiramos milhões da miséria e outros milhões ascenderam à classe média. Tudo isso com crescimento, fortalecimento da democracia com intensa participação popular.”  Lula lá está pleiteando uma vaga brasileira no Conselho de Segurança da ONU, que dá?
Enquanto isso Garibaldi Alves (presidente do Senado) disse que não vai agir contra o nepotismo enquanto não houver denuncias, curiosidades à parte o senador sabe bem do que está falando, afinal o ele encabeçava uma lista com nada menos que 15 parentes na folha de pagamento do governo, fora empresas de “cunhados” ligados à prestação de serviços. Essas terceirizações viu…
E pra finalizar, a briga anda boa aqui em SP. Geraldo Alckim (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) que até uns anos atrás eram como BATMAN e ROBIN, consecutivamente, hoje trocam mais que farpas. E quem se aproveita disso é a loura do “relaxa e goza”. Marta (PT) tem 37% de intenção de votos e a dupla empata com 22%.  Essa vida de super- herói, não deve ser fácil. Já pensou se o Maluf resolve aderir a idéia e incorporar o Homem de Ferro? Quem segura?

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