F5

Entradas etiquetadas como ‘mpb’

Livro organizado por Charles Gavin reúne 300 discos brasileiros comentados

Quinta-feira, 30 Outubro 2008 · Deixe um comentário

A capa do livro, em tamanho original de um LP de 12 polegadas

A capa do livro, em tamanho original de um LP de 12 polegadas

por Cristiana Veronez

 

 

 

 

 

Recheando um pouco mais nossa literatura musical, prometendo conteúdo e bom gosto, será lançado hoje, ás 19h na Livraria Cultura da Av. Paulista – SP o livro “300 discos importantes da música brasileira”. A obra, que traz em seu conteúdo a escolha de 300 títulos de LPs, com comentários respectivos foi organizada pelo pesquisador e baterista da banda Titãs, Charles Gavin, que contou com a participação dos jornalistas Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve na produção dos textos e escolha de alguns dos LPs comentados. Ele mesmo, apenas produziu dois textos sobre um trabalho de Marcelo D2 e outro de Pepeu Gomes.  Editada pela Paz e Terra, com 434 páginas e preço estimado para 230 reais, a obra, com toques de carinho e cuidado, foi arquitetada no intuito de preservar e também levar à tona muitos sucessos da música brasileira que por vezes foram ou são deixados para trás, esquecidos, ou nem mesmo considerados como parte de nossa cultura. Mas acima de tudo, é uma maneira de difundir conhecimento.

É uma dica válida para quem curte esse tipo de arte. Confira!

Categorias: Cultura · Literatura · Música
Etiquetado: , ,

Brasil de Caymmi

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Márcia Saraiva

O cantor e compositor Dorival Caymmi morreu na manhã do sábado, 16 de agosto, aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Ele sofria de insuficiência renal e teve falência múltipla dos órgãos. Caymmi lutava contra um câncer renal desde 1999 e permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007, ele se submetia ao tratamento, mas não sabia que tinha câncer e não queria saber.

Nascido em Salvador, na Bahia, Caymmi gravou mais de cinquenta discos em 60 anos de carreira e deixa mais de cem composições, entre elas “Eu não tenho onde morar”, “Maracangalha”, “O que é que a baiana tem?” e “Rosa Morena”.

Quase todos os discos com composições próprias, apesar de ter escrito poucas canções. No dia 24 de junho, completou 70 anos de carreira, a data em que estreou na Rádio Tupi.

O cantor deixa três filhos também músicos e a cantora Stella Maris, com quem era casado há 68 anos e que veio a falecer onze dias após a morte do marido.

Mais de 200 pessoas acompanharam o cortejo do corpo de Caymmi, realizado na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Netos do compositor jogaram rosas brancas em cima do caixão, que estava coberto com as bandeiras do Brasil, Rio de Janeiro, da Bahia, da Mangueira e do Flamengo. “A morte dele é perder o maior professor das nossas vidas, afirmou Tom Zé, que está gravando um CD com a primeira canção chamada “Salvador, Bahia de Caymmi”.

Categorias: Música
Etiquetado: ,

Dorival Caymmi: inseparável do samba

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Daniele Silveira

Quantas Marinas não se embalaram com Dorival Caymmi? Se fossem morenas ou gostassem de pinturas sentiriam uma identificação perfeita. Muitos conheceram a canção pela serena voz de Adriana Calcanhoto e nem ao menos sabiam quem era seu autor. Sem falar nas inúmeras músicas que retratavam a Bahia e que representavam uma tradução dele mesmo, o jeito baiano de ser. E do famoso convite que fez ao mundo para conhecer através de Carmen Miranda “O que é que a baiana tem?”?

Aos 94 anos no dia 16 agosto Caymmi faleceu e deixou cerca de 20 discos em seus 60 anos de carreira. Ficamos com a sensação que não existirá separação entre ele e seu repertório musical. “Eu nasci com o samba no samba me criei e do danado do samba nunca me separei.”

Categorias: Música
Etiquetado: ,

Dorival Caymmi: o legado do homem que cantou a Bahia

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Marília Rosa Dolce

“Não sou de dores nem de queixas”, assim Caymmi se definia, era um baiano de nascença mas carioca de coração.

Aos 16 anos compôs sua primeira musica, mas só ganhou considerado prestigio em sua carreira com o hit “O que é que a Baiana tem?” interpretado por Carmem Miranda no filme “Banana da Terra”, de 1938.

Inspirado nos hábitos, costumes e tradições populares, Dorival Caymmi cantou a Bahia para todos. Mas como ele próprio disse sua permanente inspiração foi o mar. Narrou a espera incerta das mulheres por seus maridos que partiam para a pesca, apresenta da morte e a vida dos pescadores.

Caymmi morreu em sua casa, em Copacabana, onde estava em internação domiciliar há mais ou menos um ano, por insuficiência renal. Fora as músicas, ele também deixa seus três filhos, Dori, Nana e Danilo, todos músicos.

Uma dica: todo seu acervo pode ser encontrado de graça no site Rádio UOL
caso você seja assinante UOL ou Folha.

Categorias: Música
Etiquetado: ,

A jangada voltou só, e agora não tem Dorival

Segunda-feira, 15 Setembro 2008 · 1 Comentário

por José Coutinho Júnior

– Tu, De onde vens?

­­­­– Venho de São Salvador. Você já foi à Bahia? Saudade da Bahia Sodade Matadeira entende?

– Entendo, porque Acontece que eu sou baiano também, me chamo João Valentão.

– E por que veio passar o Sábado em Copacabana?

– Fiz uma viagem até aqui para ver o velório do cantador Dorival Caymmi, dar um Adeus.

– Também já dei uma passada lá, com minha Tia Nastácia.

– É uma pena que o nosso Dorival se foi pra Nunca mais voltar.

– É verdade. Mas quando a hora chega, Não tem solução.

– Mas ele representou a gente bem. Mostrou o Samba da minha terra, quer dizer, nossa terra, para esse país todo.

– Isso é. Graças a ele esse povo sabe O que é que a baiana tem, na voz da bela Carmen Miranda.

Também aprenderam a enxergar a beleza d’O mar e descobriram a delícia que é o vatapá e o Acarajé

O importante é que mesmo depois de partir, o trabalho dele vai viver na voz de muitos outros que ele inspirou, como Caetano Veloso, João Gilberto, Chico Buarque e Gilberto Gil.

Não se esqueça também que seus três filhos, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi também cantam que é uma beleza!

– Acho que a gente não deve ficar triste, porque como ele mesmo cantava, É doce morrer no mar. Deve ser doce morrer olhando para o mar também, não acha?

– Acho sim. Mas vamos mudar de assunto e deixar o Dorival descansar em paz.

Vamos falar de Tereza?

– Com certeza.

Categorias: Música
Etiquetado: ,

O que é que o Caymmi tem?

Segunda-feira, 15 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por ???

Os agudos de Carmen Miranda ainda relembram a figura do contador de histórias e seu importante papel como compositor, cantor, pintor e ator na década de 30 e 40. Se Jorge Amado escreveu a Bahia, Dorival Caymmi a cantou.

O baiano sabia ser original, era capaz de cativar todos os públicos com a sua voz. A riqueza na composição e o trabalho melódico aparecem em canções como “O que é que a baiana tem?” (1938), “Maracangalha” (1957) e “Oração de Mãe Menininha” (1972) fazendo desse artista uma personalidade de respeito e admiração.

A importância de Caymmi na MPB resulta da forma única de suas composições. Ele trouxe uma maneira diferente de expressar o mar e sua gente, tratando das coisas simples. Simples também, eram suas músicas. Ao debruçarmos com atenção, percebe-se uma riqueza melódica que chega a influir nos criadores da Bossa Nova, como João Gilberto e Tom Jobim.

Herdeiros do talento do gênio baiano, Dori, Danilo e Nana têm agora a missão de perpetuar o legado deixado pelo pai. Aos 94 anos, Dorival Caymmi deu adeus antes do sol raiar, no Rio de Janeiro, onde é doce morrer no mar.

Categorias: Música
Etiquetado: , ,