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A idade é apenas um número

Domingo, 25 Outubro 2009 · 1 Comentário

Por Lucas Martinez

Antes aos 20, hoje aos 40. Se até meados do século passado era comum trabalhar, casar, ter filhos e morrer cedo, atualmente essa precocidade cai por terra. O que se observa é que acontecimentos comuns têm sido adiados no cronograma da vida humana. Não raro vemos marmanjos de 30 anos ainda morando com os pais, ou idosos de 100, lúcidos e ativos. Na levada dessa mudança comportamental, o aumento da longevidade dos atletas é de chamar atenção.

surfeOs torneios esportivos internacionais estão repletos de representantes outrora considerados velhos para competir. Mas para se manter em alto nível, os coroas do esporte precisam tomar uma série de cuidados desde o início da carreira. Dificilmente, uma vida boêmia na juventude permitirá bons desempenhos por muitos anos. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a fisiologista francesa Véronique Billat fez uma análise sobre o segredo da longevidade no esporte. O envelhecimento provoca alterações físicas como diminuição da frequência cardíaca máxima e maior dificuldade de síntese de massa muscular. “Aqueles (atletas) que saem na frente são os que aprendem a administrar essas pequenas mudanças”, avalia. Para isso, no que se refere às limitações físicas, as providências a serem tomadas são cuidados com alimentação, descanso e atenção com o próprio corpo. Mas fatores como motivação e amor ao esporte também são essenciais para o sucesso nas competições.

Dara Torres está mais rápida aos 42 anos

Dara Torres está mais rápida aos 42 anos

A nadadora norte-americana Dara Torres é exemplo de longevidade. Torres disputou cinco olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992), Sidney (2000) e Pequim (2008), nas quais conquistou 12 medalhas. No ano passado, com 41 anos, tornou-se a primeira nadadora com mais de 40 anos a disputar uma olimpíada e as três medalhas de prata que faturou lhe renderam o recorde de primeira nadadora da história a conquistar medalhas em cinco edições dos Jogos Olímpicos. Hoje, aos 42 anos, Dara Torres é um caso de estudo. Isso porque conforme o tempo passa, ela fica cada vez mais rápida e melhora suas marcas, quando o natural seria ela perder agilidade com o avançar da idade. Afastada das competições desde o Mundial de Roma, por conta de uma cirurgia no joelho – ela sofre de artrite – a atleta ainda pretende ir a Londres, em 2012: “Pelo menos posso estabelecer como meta”, conta a nadadora e autora do livro “Age is Just a Number” (“A Idade é apenas um número”), em que traz memórias de sua carreira e dicas para se manter saudável.

Mudando das piscinas para as barras, traves e argolas, o búlgaro e grisalho Jordan Jovtchev é uma lenda viva da ginástica artística. Aos 36 anos, pode ser considerado um ancião do esporte que pratica, do qual muitos atletas se aposentam na faixa dos 20 anos de idade.

36 anos: Jovtchev é caso raro na ginástica

36 anos: Jovtchev é caso raro na ginástica

Estudos recentes apontam que a ginástica artística exige muito esforço e expõe demais o corpo dos atletas ainda jovens a contusões, deslocamentos e fraturas, o que a torna uma carreira muito curta, na maioria dos casos. “Descobrimos que a ginástica olímpica tem um dos mais altos índices de lesões entre todos os esportes”, afirma a pesquisadora Lara B. Mckenzie, do Nationwide Children’s Hospital, em Ohio. Jovtchev tem um currículo extenso de medalhas em campeonatos mundiais, olimpíadas e etapas de copa do mundo. O último grande resultado do ginasta não poderia ser mais recente: o segundo lugar no Campeonato Mundial de Londres, disputado entre 13 e 18 de outubro desse ano. Na final por aparelhos, Jovtchev assegurou a medalha de prata na sua especialidade: as argolas.

Aos 35 anos, nas Olimpíadas de Pequim:

Comprovando que o aumento da longevidade é uma tendência mundial, o Brasil também possui seus representantes mais velhos em algumas modalidades.

Aos 39 anos, Fofão ainda não pensa em despedida das quadras

Aos 39 anos, Fofão ainda não pensa em despedida das quadras

A levantadora Fofão, de 39 anos, abandonou a Seleção Feminina de Vôlei no ano passado – por opção própria, mas continua com fôlego de sobra no clube, o que faz com que ainda seja considerada a melhor do mundo na posição. Presença certa nas convocações desde 1991, Fofão coroou o trabalho de 17 anos na seleção liderando o Brasil na campanha invicta em Pequim e se tornando a atleta mais vitoriosa do vôlei brasileiro.

 

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Os louros da vitória

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Fernanda Sakaragui

Quando entramos no blog do Álvaro José, a primeira coisa que chama a atenção é a qualidade das fotos. As cores fortes deixam os atletas ainda mais radiantes. O comentarista esportivo, especializado em esportes olímpicos, optou por não tratar do assunto “censura na China” e também não falou sobre as mudanças que a China promoveu para a realização dos jogos.

Em textos curtos, as vitórias brasileiras ganham destaque sendo muito pouco comentadas as derrotas e o desempenho dos outros países no quadro de medalhas. Com exceção ao episódio Brasil e Argentina no futebol masculino e da derrota do judoca Eduardo Santos, todos os temas tratados foram de vitórias. César Cielo nos 50 metros livres da natação, Maurren Maggi com seu salto de 7,04 metros, as meninas do vôlei, a medalha de prata de Robert Scheidt; episódios contados cheios de agradecimentos e glórias aos atletas.

Por outro lado, Álvaro José, que esteve em sua oitava olimpíada, não criticou o governo chinês por esconder o estado de saúde do francês integrante de um grupo de animação, que caiu de cabeça no chão durante uma apresentação no intervalo do jogo de basquete Croácia vs. Austrália. Também não comentou o problema que Fabiana Murer enfrentou com o sumiço de sua vara minutos antes do salto decisivo.

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O encanto de Phelps

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Ana Caroline Ribeiro

A análise foi feita em posts do blog de André Kfouri, colunista do jornal Lance!Net, durante uma semana, entre os dias sete de agosto e dia treze do mesmo mês.

Pode-se notar que o horário das postagens foi bastante irregular, variando entre onze da noite e seis da tarde, e que o tamanho dos textos também diferiram entre si, predominando, porém, os mais longos. Nos três primeiros dias o assunto abordado estava relacionado às Olimpíadas, porém os temas centrais mudaram.

Na quinta-feira, primeiro dia da análise, o colunista escreveu sobre a visita do presidente Lula à Vila Olímpica e a confusão para organizar a entrevista que seria dada por ele na saída do local. Já no dia seguinte foi postado o menor texto, apenas com o aviso de que voltaria a escrever logo após participar da cobertura da cerimônia de abertura dos Jogos, porém não voltou a postar nada naquele dia.

Encerram-se os temas gerais com o post revelando a surpresa de André Kfouri em relação à parte final da festa. A partir de domingo, dia dez, o jornalista focou sua abordagem em temas relacionados às provas de natação. Inicia contando a declaração de Michel Phelps, dizendo que não mais competiria nos 400m medley, após conseguir uma medalha de ouro com esta prova. No próximo post diz que o nadador deve ser grato ao seu companheiro de equipe, Jason Lezak, por ter conseguido a segunda medalha dourada.

Para encerrar, nos dois textos restantes, apesar de ter um pouco dos bastidores sobre os problemas enfrentados pelos repórteres, ele continuou a falar de Phelps e de seus recordes, tendo somente no fim do último post analisado ocorrido a primeira citação a algum atleta brasileiro, o também nadador César Cielo.

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Lá na China

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Isabel Camara

Pequim, as Olimpíadas de Pequim, Pequim, Pequim e mais Pequim! Saturado o assunto, né? Engano seu. Conheça Pequim por um olhar diferente. O blog da brasileira voluntária na delegação de Portugal, Lúcia Anderson, revela os bastidores das Olimpíadas e mostra o que se passa por trás das câmeras. Você pode estar pensando que esta é uma noticia ultrapassada, afinal os jogos acabaram. Os jogos em Pequim sim, mas os de Londres ainda nem começaram. Que tal passar por lá, e conhecer o dia a dia de uma voluntária. Esta pode ser a chance de conhecer como funciona uma delegação olímpica. Caso goste, quem sabe, daqui a quatro anos, talvez seja você que possa nos relatar suas descobertas em Londres. Sonhar vale a pena!


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Os olhos de Pequim

Quinta-feira, 11 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Jéssika Bertani

É impressionante ver como às vezes realidade e sonho se confundem. Ou no caso de Sol Neelman, seus olhos e suas lentes. Com um toque pessoal e intimista, o fotojornalista cobriu as Olimpíadas da China. Nas fotos de seu blog, raro não confundir profissionalismo com demonstrações de sentimento. Foi impecável na captação de imagens reveladoras. Talvez, mais reveladora ainda foi a sua capacidade de mostrar cada feição estampada nos atletas ou nos torcedores, seja alegria, derrota ou indiferença.

Isso porque, como Neelman bem traduziu, é impossível revelar momentos sem revelar pessoas inseridas em determinados ambientes. Elas fazem parte do quadro, estão no foco, interagem. O lado humano é tão ou mais importante do que sua garra. Sua vontade é observada em cada gota de suor ou músculo contraído vistos em seus cliques.

O que Neelman focalizou é que uma Olimpíada não se faz de modalidades e competições, mas de pessoas. As quais sofrem, comemoram, choram. Que são as mesmas, não importa a cor da pele ou do uniforme. Que vibram em vitórias e choram em derrotas. E que, mesmo com ou sem investimentos astronômicos, são apenas humanas, demasiado humanas.

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