por Adriana Farias
Morreu nesta segunda-feira, dia 15 de setembro, Rick Wright, tecladista, compositor e fundador do grupo inglês Pink Floyd.
Wright estava com 65 anos e faleceu em sua casa, na Inglaterra, em decorrência de um câncer. O anúncio da morte do músico foi feito pela assessoria de imprensa do grupo.

Junto com o guitarrista Roger Waters e o baterista Nick Mason, Wright formou o Pink Floyd nos anos 1960, quando eles eram ainda estudantes universitários. Formaram inicialmente a banda Sigma 6, que depois se tornaria o Pink Floyd. A banda se tornou um dos ícones do rock progressivo.
David Gilmour, guitarrista da banda, lançou em nota, no website oficial do grupo, sua posição sobre a morte do músico e amigo de infância:
“Ninguém pode substituir Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical.
No meio da discussão sobre quem foi o Pink Floyd e o que a banda representou, a gigantesca contribuição do Rick foi constantemente esquecida.
Ele era amável, modesto e reservado, mas sua voz e modo de tocar comoventes eram essenciais, componentes mágicos do som mais identificável do Pink Floyd.
Eu nunca toquei com alguém como ele. A combinação de sua voz e da minha, assim como nossa telepatia musical, floresceu pela primeira vez em 1971, no álbum ‘Echoes’. A meu ver, os maiores momentos da banda aconteceram quando ele estava no auge. Afinal, sem ‘Us and Them’ e ‘The Great Gig In The Sky’, as quais ele compôs, o ‘Dark Side Of The Moon’ não teria funcionado. Sem o seu toque de sutileza, o ‘Wish You Were Here’ não teria sido tão bem-sucedido.
Nos anos seguintes, por diversas razões ele se perdeu em alguns momentos, mas no início dos anos 90, com o ‘The Division Bell’, sua vitalidade, seu brilho e senso de humor retornaram. Quando apareceu na minha turnê em 2006, a recepção do público foi muito edificante, e seu enorme espanto quando aplaudido de pé (aplausos que não nos surpreenderam) é uma marca de sua modéstia.
Tal qual o Rick, não acho fácil expressar meus sentimentos na forma de palavras, mas eu o amava e sentirei tremendamente sua falta.
David Gilmour
Segunda, 15 de setembro de 2008″


