por Mariane Pinho e Raul Júlio
PARTE II
Três palcos, um indie, um eletrônico e o principal, pelos quais se distribuíam 16 atrações nacionais e internacionais. A diversidade de sons atraiu muitos gostos e estilos diversos, mas os mais destacados (ou deslocados) eram os fãs do Offspring. Entre os moderninhos da eletrônica e os indies, os punks – pelo menos, punks em relação ao resto do público de lá – vieram em quantidade para ver a banda.
Porém, todo fã do Offspring concordaria que o show seria bem mais legal se fosse fora do festival: seria uma apresentação pra quem curte a banda de verdade, num lugar provavelmente menor que propiciaria uma interação maior entre os caras e o público. Além disso, aquele punk californiano dos anos 90 destoava demais do resto; os cabelos platinados e o “aparente” botox do vocal Dexter Holland faziam um contraste inevitável com as outras bandas. Eles tocaram umas cinco faixas do CD novo (“Rise And Fall, Rage and Grace”) e todos os hits mais importantes (como “The Kids Aren’t Alright“), que fizeram a legião de fãs criar imensas rodinhas de bate-cabeça. Estava difícil ficar lá na frente, mas valia muito o sacrifício.
Enquanto isso, os que não eram muito fãs do Offspring foram ver o Spoon. Uma energia boa, agradável, o público cantando junto especialmente as faixas do último e mais famoso álbum “Ga Ga Ga Ga Ga” (2007). Bem redondinho.
À meia noite, enquanto o Bloc Party tentava animar o pessoal no palco principal, a ex-Pixies Kim Deal veio junto com seus colegas do Breeders para fechar as apresentações do Indie Stage. O som excêntrico da banda levantou a galera até atingir seu ápice com a ótima “Cannonball”. A surpresa ficou por conta do cover para “Happiness Is A Warm Gun”, dos Beatles.
Mas empolgado mesmo foi o show do Kaiser Chiefs. Fechando a programação do Main Stage, o vocalista Ricky Wilson mostrou que sabe se apresentar em festivais, soltando algumas palavras em português – coisa indefectível para fazer o povo delirar – e descendo à multidão mais de uma vez. Além disso, distribuíram para as pessoas das primeiras fileiras vários “Na”s escritos em folha sulfite, que foram levantados durante a música “Na Na Na Na Na”. Com “Oh My God“, o Kaiser Chiefs fechou bem o festival e deixou todos que assistiram querendo mais Planeta Terra em 2009.
(veja também a Parte I do post!)



