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A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade

Quinta-feira, 30 Outubro 2008 · Deixe um comentário

por Isabel Camara

Em greve desde o dia 16 de setembro para exigir alguns direitos a Polícia Civil do Estado de São Paulo está pronta para transformar sua manifestação local em mobilização nacional de grande escala. Longe de um acordo, os policiais paulistas receberam nesta quarta-feira (29/10) apoio de 16 Estados, do DF e da Policia Federal. Devido ao apoio carioca, os policiais paulistas estão prontos para “recrutar”, através de uma cartilha de conduta, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, e, assim, unificar os dois movimentos. Esta cartilha de conduta está divida em duas etapas: a primeira parte é organizada com perguntas e respostas. São dúvidas em geral, como por exemplo, se existe a possibilidade do agente ser punido durante o ato; a segunda parte explica quais são os procedimentos que podem – por exemplo, prisão em flagrante, captura de procurados pela justiça e remoção de cadáveres em domicílios ou em lugares públicos – ou que não ser realizados – como trabalhos de investigação, no geral. A crise paulista começou com a reivindicação de um ajuste salarial de 15%, seguido de 12% para 2009 e 12% para 2010. Porém, o ajuste proposto pelo governador do Estado José Serra (PSDB) é de 6,5% a partir de janeiro de 2009 e outros 6,5 % em 2010. Esta proposta em nada agradou a categoria. O episódio que marcou a greve aconteceu no último dia 16 nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual paulista, onde Polícia Civil, em greve, entrou em confronto com a Policia Militar. Este fato deixou aproximadamente 30 pessoas feridas. Na época o governador do Estado classificou a façanha como manobra política devido as eleições municipais.

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E mais um assassinato…

Quinta-feira, 23 Outubro 2008 · Deixe um comentário

Por Isabel Camara e Natália Senóbio

 

A violência está em toda a parte e na cidade de São Paulo mais uma vítima aumenta as estatísticas do crime. João Cabral de Melo Neto, que era investigador da Polícia Civil, foi assassinado a tiros nesta quarta-feira, por volta das 1h30, na região central.

A Secretária de Segurança Pública informou que Melo estava na frente do prédio onde residia, no Brás, quando foi abordado por dois homens armados. Segundo testemunhas, eles pronunciaram algumas palavras e depois efetuaram disparos nos braços, pernas e cabeça do policial, que não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Casos assim demonstram como a criminalidade na capital paulista tem aumentado progressivamente e deixam à população cada vez mais aterrorizada.

A segurança pública é um assunto que exige grande atenção dos governantes e cabe a cada cidadão decidir quem cuidará desta questão. Neste domingo, será eleito o prefeito da maior metrópole brasileira e a população tem papel fundamental para eleger o candidato que melhor resolverá problemas tão graves como a violência paulistana. E, quem será o escolhido: Marta ou Kassab?

 

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Esposas de PMs ameaçam fechar as portas de quartéis

Sexta-Feira, 3 Outubro 2008 · 1 Comentário

 

 

Por Isabel Camara

      Vanessa Magalhães

 

O aviso foi dado pela presidente da Associação das Esposas de PMs, Ana Jolo “Estou convocando todas as mulheres, inclusive de policiais civis, para deitarmos na porta dos quartéis e impedir a saída de viaturas”. Ana afirma que os policiais estão insatisfeitos com os salários e cansados de humilhação.  O cabo Wilson de Morais, presidente da Associação dos Cabos e Soldados, confirma que a tropa está descontente com os desprezíveis salários, porém afirmou que a paralisação não é a melhor opção. “Somos solidários à Polícia Civil, mas é difícil conduzir uma operação padrão. Além disso, o regimento interno proíbe a greve. Então, tentamos negociar”.  Segundo o deputado major Olímpio (PV), as associações estão reféns do governo. “Ameaçaram cortar os descontos feitos nas folhas de pagamento dos PMs, que são passadas às entidades, caso participassem efetivamente do movimento grevista”, ele acusa.  O presidente da Associação dos Oficiais da Reserva, coronel Hermes Bittencourt Cruz, afirma que o policial paulista está vivenciando um período complicado. “Até agora, as reações impostas à frustração da tropa têm sido dentro da lei, mas até quando os policiais se conterão, já que não vêem nenhuma saída?”. Em nota a PM reitera que é uma instituição a qual preza a hierarquia e a disciplina, e que todos os seus integrantes são conscientes de suas responsabilidades e dos seus compromissos firmados em juramento. É uma pena que os policiais militares não tenha condições de trabalhar, já que faltam até viaturas para atender ás ocorrências. Fica difícil cumprir os “juramentos firmados por todos que compõe a instituição”, como fez questão de exaltar a nota da PM.

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