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Jerry Lee Lewis confirma apresentações no Brasil

Segunda-feira, 14 Setembro 2009 · Deixe um comentário

Por Carlos Carrer

O cantor, pianista e compositor Jerry Lee Lewis voltará ao Brasil após 16 anos desde sua última vinda. Considerado o maior sobrevivente entre as lendas do rock, Lewis agitará as cidades de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte nos próximos dias 16, 18 e 20 de setembro, respectivamente. Os lugares escolhidos para a apresentação são Pespi on Stage (Porto Alegre), Credicard Hall (São Paulo) e BH Music Hall (Belo Horizonte).

Nascido na cidade de Ferriday, em Louisiana, Lewis iniciou-se na música com canções religiosas. Pouco tempo depois, ele foi expulso da igreja que freqüentava, devido aos seus “maus comportamentos”. Desde então, dedicou-se inteiramente a composições de música que misturam o tradicional Southern Rock (rock típico da região Sul dos EUA) com o rockabilly, o boogie woogie, dando origem a um estilo de música completamente inovador.

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Em entrevista concedida ao Estado de S. Paulo, o “matador” (que recebeu esse apelido ao agredir um professor com 15 anos de idade) considera a si próprio o maior rival de Elvis Presley dentre os tantos outros que “estouraram” para a música com a ajuda da Sun Records durante a década de 50 (gravadora que revelou além desses Johnny Cash, Roy Orbinson e Carl Perkins). O seu single de Great Balls Of Fire vendeu mais de 6 milhões de cópia no mundo todo e é considerado um dos maiores hits de todos os tempos. (Clique aqui para ver).

Os fãs de Jerry Lee Lewis certamente poderão esperar por shows repletos de talento e irreverência, ao melhor estilo “killer”. Dessa vez, eles poderão assistir às apresentações por um preço acessível (de R$90,00 até R$400,00) e os ingressos serão comercializados tanto pela Ticketmaster quanto pela Ingresso Rápido.

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Titãs: A vida até parece uma festa

Domingo, 9 Novembro 2008 · Deixe um comentário

por Karen Holtz

Oito jovens músicos, dentre os quais, quatro vocalistas, vestem-se de super-heróis para salvar uma fã das garras de uma aranha gigante, vivem um dia como índios canibais no Centro-Oeste do país, encenam incorporações de espíritos em pleno show e, ainda assim, são convidados a abrir a última apresentação dos Rolling Stones no Brasil.

Essa história lhe parece um tanto exagerada até mesmo para um roteiro de ficção? Pois, acredite, ela não só é real, mas também corresponde à biografia de uma das maiores e melhores bandas do rock nacional, os Titãs.

A idéia de produzir um documentário que contasse a trajetória do grupo foi de Branco Mello, um dos integrantes que, em parceria como cineasta Oscar Rodrigues Alves, dirigiu o filme, que esteve em cartaz de 28 a 30 de outubro, pela 32ª Mostra Internacional de Cinema, na cidade de São Paulo.

Apesar de fazer mais de uma semana que o filme esteve na cidade, não poderia faltar um post sobre ele aqui no blog, não é? Então aqui vamos nós, mesmo com um certo atraso.

Tudo começou em 1986, quando Branco Mello comprou uma câmera, pra registrar os bastidores da vida dos Titãs, já com o intuito de, um dia, transformar as imagens em uma obra de cinema. Com o passar do tempo, o projeto foi amadurecendo e mostrando-se cada vez mais ambicioso.

São cerca de 100 minutos de vídeos de shows, reuniões, gravações, e até mesmo brigas, que são do arquivo pessoal da banda, ou foram conseguidos com fãs, emissoras de TV e grandes festivais de música, como Rock in Rio, Hollywood Rock, ou o Festival de Montreaux – as imagens mais antigas datam de 82 e trazem participações especiais de artistas como Liminha (ex-Mutantes), Herbert Vianna, Jorge Mautner e Paula Toller – aliás, mês que vem tem lançamento do dvd da Paula, aguardem!!

Como disse Branco Mello, “‘Titãs: A vida até parece uma festa’ quer atrair e emocionar, quer divertir pela música. Nosso filme deseja inspirar a molecada a sair do cinema e montar sua própria banda de rock’n’roll”. E aí, alguém se habilita?

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Expomusic 2008

Sexta-Feira, 3 Outubro 2008 · Deixe um comentário

por Adriana Farias

A 25ª edição da Expomusic 2008, maior feira de música da América Latina, é o grande momento do segmento musical quando artistas, músicos, profissionais e o público não só se atualizam com os lançamentos e produtos das grandes marcas de instrumentos musicais, áudio, iluminação e acessórios, como também se reúnem num só grupo para disseminar a paixão pela música.

vocalista Marcus Demetrius D'AngeloLocalizado na Expo Center Norte, o evento deste ano foi aberto ao público nos dias 26, 27 e 28 de setembro, com ingressos na faixa de R$10,00 e contou com mais de 150 estandes de expositores do ramo musical numa área de 16 mil m2.

Foi como passear num verdadeiro parque de diversões! A Expo estava recheada dos mais diversos e inusitados instrumentos musicais para entreter todos os interessados em música, principalmente os fãs de rock and roll, que foram presença maciça.

Especificamente no domingo, dia em que acompanhei o evento, a banda de heavy metal Almah, liderada pelo vocalista Edu Falaschi do Angra, apresentou-se no setor MusicHall tocando faixas do interessante cd novo “Fragile Equality” além de agraciar os fãs, que lotaram a área inclusive bloqueando a entrada, com músicas que consagraram o Angra como “Nova Era” e “Heroes of Sand”.

O show foi bem empolgante e com uma excelente qualidade de som e iluminação, mas Edu Falaschi deixou a desejar nos vocais. Ele cantou tristemente mal durante boa parte do show. Só no final descobrimos que a rouquidão atacou sua garganta, mas como bom exemplo de músico resolveu cantar mesmo naquele estado para não decepcionar os fãs. Ainda argumentou que outros músicos deveriam ter a mesma atitude, como fez Ronnie James Dio que, para não cancelar um show num estádio, já que estava com problemas na garganta, optou por fazer uma sessão de autógrafos ali para todos os fãs que compareceram.

Depois dessa atitude de Falaschi, a banda encerrou o show e entrou Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra, que se apresentou como líder, vocal e guitarra do “Bittencourt Project”, que assim como o Almah trouxe como integrante o baixista Felipe Andreoli, também do Angra.

“Bittencourt Project” me pareceu a um primeiro olhar um Journey brasileiro, mas trouxe umas misturas estranhas com reggae e eletrônico. Tirando esses fatos alheios a banda de Bittencourt emendou, como era de se esperar, outros clássicos do Angra como “The Voice Commandig You” e uma apresentação instrumental para “Milleniun Sun”. No fim do show, Rafael agradeceu imensamente o público afirmando que só estava ali tocando e compondo música para os fãs e não para “jacarés” ou “piranhas”. Tal ofensa podia ser claramente associada à figura de Antonio Pirani, empresário do Angra que está dando muita dor de cabeça ao grupo.

Após o show de Bittencourt, meus amigos e eu nos dirigimos ao estande da Orion, para ver o tão aguardado show da banda underground de heavy metal pesado Claustrofobia.

Depois de uma hora de espera os seguranças liberaram a entrada para o último pocket show que encerrou, para os headbangers, a Expomusic 2008. Antes de o show iniciar o roadie da banda orientou os fãs a não se “agitarem” muito, caso contrário o estande desabaria. Após esse alerta controverso nós finalmente ouvíamos eletrizados o som pesado e estridente do Claustrofobia. E destaque para o baixista do grupo, Daniel Bonfogo, que trabalha na loja “Destroyer” da Galeria do Rock!

Créditos da foto para Juliana Farias.

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Luto no rock progressivo

Quarta-feira, 17 Setembro 2008 · Deixe um comentário

por Adriana Farias

Morreu nesta segunda-feira, dia 15 de setembro, Rick Wright, tecladista, compositor e fundador do grupo inglês Pink Floyd.

Wright estava com 65 anos e faleceu em sua casa, na Inglaterra, em decorrência de um câncer. O anúncio da morte do músico foi feito pela assessoria de imprensa do grupo.

Junto com o guitarrista Roger Waters e o baterista Nick Mason, Wright formou o Pink Floyd nos anos 1960, quando eles eram ainda estudantes universitários. Formaram inicialmente a banda Sigma 6, que depois se tornaria o Pink Floyd. A banda se tornou um dos ícones do rock progressivo.

David Gilmour, guitarrista da banda, lançou em nota, no website oficial do grupo, sua posição sobre a morte do músico e amigo de infância:

“Ninguém pode substituir Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical.

No meio da discussão sobre quem foi o Pink Floyd e o que a banda representou, a gigantesca contribuição do Rick foi constantemente esquecida.

Ele era amável, modesto e reservado, mas sua voz e modo de tocar comoventes eram essenciais, componentes mágicos do som mais identificável do Pink Floyd.

Eu nunca toquei com alguém como ele. A combinação de sua voz e da minha, assim como nossa telepatia musical, floresceu pela primeira vez em 1971, no álbum ‘Echoes’. A meu ver, os maiores momentos da banda aconteceram quando ele estava no auge. Afinal, sem ‘Us and Them’ e ‘The Great Gig In The Sky’, as quais ele compôs, o ‘Dark Side Of The Moon’ não teria funcionado. Sem o seu toque de sutileza, o ‘Wish You Were Here’ não teria sido tão bem-sucedido.

Nos anos seguintes, por diversas razões ele se perdeu em alguns momentos, mas no início dos anos 90, com o ‘The Division Bell’, sua vitalidade, seu brilho e senso de humor retornaram. Quando apareceu na minha turnê em 2006, a recepção do público foi muito edificante, e seu enorme espanto quando aplaudido de pé (aplausos que não nos surpreenderam) é uma marca de sua modéstia.

Tal qual o Rick, não acho fácil expressar meus sentimentos na forma de palavras, mas eu o amava e sentirei tremendamente sua falta.

David Gilmour
Segunda, 15 de setembro de 2008″

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