
por Yukari Sekine
Atentados mataram pelo menos 86 e feriram 250 em Mumbai, na Índia. Em sete pontos da cidade, os ataques ocorreram em série, com tiros e explosivos. Dois hoteis de luxo foram tomadas, e reféns eram mantidos até a madrugada de ontem. Outros pontos de ataque foram um café, uma estação de trem, uma delegacia, um hospital e um prédio. Nove terroristas foram presos e quatro mortos, segundo autoridades locais.
Além de mostrar a fragilidade do serviço de inteligência indiano, que parece estar sempre se supreendendo com novos ataques, colocou-se em prontidão o Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Sim, dos EUA. Terão novos terroristas para investigar. A Ìndia tornou-se importante aliado dos norte-americanos na geopolítica asiática, recebendo apoio maior que seu eterno rival, o Paquistão. A parceria entre Washington e Nova Déli já havia sido demonstrada pelo recente acordo nuclear entre os países. A CIA entra novamente em cena.
Fora os interesses estrangeiros no país – que aliás, é considerado pelos britânicos como ‘a maior democracia do mundo’– encontram-se motivações internas. Não foram ataques isolados, e remontam aos vários ataques ocorridos ainda neste ano. O pior vivido em Mumbai, em julho de 2006, teve cerca de 200 mortes e 700 feridos, quando sete bombas explodiram num trem na hora do rush.
O que muitos esquecem nesses momentos, é que a Índia ainda é um espaço de minorias, com diversidade étnica e religiosa muito grande. O sistema de castas ainda existe, assim como a ampla desigualdade, a marginalização e a segregação. A intolerância religiosa histórica ainda se manifesta, e das formas mais violentas.
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por Aline Cavalcanti
O clima está esquentando no Oriente Médio. O chefe da maioria parlamentar libanesa, Saad Hariri, acusou a Síria de “exportar” um produto perigoso: o terrorismo. Ele também propôs a criação de uma comissão internacional que investigue o assunto.
Síria e Líbano responsabilizam-se mutuamente por vários atentados sofridos. Entre eles está o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, atribuído ao regime sírio. Já as autoridades contrárias acusam os grupos salafistas – procedentes do norte do Líbano – pelos atentados no país.
O salafismo é uma corrente fundamentalista do Islã sunita que predica uma interpretação direta e literal do Corão, e das doutrinas inspiradas na vida e nas palavras do profeta Maomé.
Hariri colocou em dúvida o porquê que os ataques ao seu país não são reinvidicados, enquanto os cometidos pela Al Qaeda são? Assim, ele diz que os atentados são obra de um Estado. Adivinha qual?!
Porém, em contradição, os dos países assinaram, recentemente, um acordo de ações diplomáticas bilaterais, com direito a uma Embaixada para cada lado. Os dois países permanecem ligados por um Tratado de Fraternidade, assinado em 1991, que estabelece uma estreita coordenação política, econômica e em questões de segurança.
Vai entender! O que nos resta é esperar o desenrolar dos acontecimentos.
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por Aline Cavalcanti
O Iêmen, mesmo sendo quase “desconhecido” pelo resto do mundo, sofreu um atentado a bomba na manhã de hoje. Aliás, o ataque foi contra a embaixada norte-americana no país. Infelizmente, 16 pessoas morreram, incluindo quatro civis.
A facção palestina Jihad Islâmica assumiu a responsabilidade pelo ataque e ameaçou repeti-lo em outras embaixadas, incluindo a britânica, a da Arábia Saudita e a dos Emirados Árabes Unidos. O motivo seria uma represália ao governo iemenita que se recusa a libertar alguns membros do grupo que estão presos. Por coincidência, o país é a terra natal de Osama Bin Laden, simplesmente o terrorista mais procurado do planeta.
O governo do país, um aliado americano na chamada “guerra contra o terror”, freqüentemente responsabiliza a rede Al-Qaeda por ataques a alvos ocidentais no país.
O caso mais famoso no Iêmen de ataque atribuído a grupos extremistas com afinidades ideológicas com a rede Al-Qaeda permanece sendo o que atingiu o navio militar americano USS Cole, em outubro de 2000, matando 17 marinheiros dos EUA.
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